Prefeitos da região metropolitana de Curitiba se reúnem hoje para decidir possível lockdown aos domingos

Além disso, a reunião entre os prefeitos deve determinar novos horários de funcionamento ao comércio

Os prefeitos da região metropolitana de Curitiba vão se reunir na tarde desta sexta-feira (4) para discutir medidas conjuntas de combate ao coronavírus. O encontro aconteceria ainda na tarde de ontem, mas o decreto estadual 6294/2020 foi publicado oficialmente após as 20 horas. A ideia é organizar as características de cada município e regrá-los por meio de um decreto metropolitano – soberano nas decisões. A principal expectativa é que os prefeitos debatam a possibilidade de um lockdown aos domingos, a partir da experiência que reduziu o avanço de novas infecções pelo coronavírus.

Em entrevista à Banda B, na manhã de hoje, o presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec) e prefeito de Fazenda Rio Grande, Marcio Wozniack, afirmou que o decreto metropolitano dará um direcionamento em conjunto aos municípios. “Nesse momento, achar uma solução em conjunto é fundamental porque o desafio é de todos os municípios metropolitanos, assim como Curitiba, também. Pelo aprendizado nesses nove meses de pandemia, o que mais tem provocado o descontrole no número de infectados é a aglomeração de pessoas. Esse decreto metropolitano deve nos dar um norte sobre como deveremos agir pelos próximos 14 dias”, disse o presidente Wozniack.

O fechamento do comércio está, a princípio, descartado nesse momento de fim de ano. “As pessoas receberam o 13º salário, o comerciante tem essa época do ano para conseguir se reerguer e vender. É um momento muito difícil para fechar o comércio. Mas, do outro lado temos uma doença nova onde não há protocolo que se diga o que realmente precisa ser feito. O que sabemos até agora é que aglomerações não podem acontecer”, completou.

Mesmo assim, a reunião entre os prefeitos deve determinar horários restritos de funcionamento ao comércio. “Vamos deliberar todos juntos, assim com Curitiba também, o que tem que estar aberto, o que precisa ser fechado, se haverá algum fechamento. Quais medidas devem ser tomadas em relação aos horários de funcionamento”, garantiu.

Lockdown

À frente do Fórum Metropolitano desde o início da pandemia, Marcio Wozniack vê o lockdown aos domingos como uma medida que quebrou o avanço das contaminações em junho. “O gráfico da Saúde nos mostrou visivelmente que houve queda nas contaminações, mas diferente daquele época estamos no fim do ano, com a primeira parcela do 13º em mãos. As pessoas tendem a iniciar compras para casa, presentes. Se fecharmos o comércio, teremos uma aglomeração aos sábados ou nas segundas-feiras”, disse ele. “Em alguns países, o horário do comércio foi até mesmo ampliado para dar chance de as pessoas se organizarem melhor. Essa decisão de lockdown será discutida entre os municípios, visto que teve melhora, mas estamos em outro momento. Essa decisão precisa ser em conjunto para não haja migração de pessoas de um município para o outro”, garantiu o presidente da Assomec.

Eleição

Motivo de críticas por parte da população, o presidente da Assomec garantiu que tentou por meio de pedidos e ofícios o adiamento das eleições, mas sem sucesso. “Decisão do Governo Federal, isso veio de Brasília. Teve uma série de pedidos da Associação dos Munciípios do Paraná (AMP), também da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que representa todo território nacional, para que se adiassem as eleições, justamente por causa do risco. Sabemos que isso influenciou, sabemos que houve aglomeração, carreata, encontros, e olha o que deu. Mas, agora não é hora de achar culpados, buscando o que deu errado. Temos que corrigir os erros, sim, mas coibir o aumento de forma desenfreada”, garantiu Wozniack.

Efetivo

Além da Guarda Municipal (GM) dos municípios metropolitanos, a Polícia Militar (PM) também foi colocada à disposição para que o decreto se cumpra. “Todos os prefeitos fizeram esse pedido e o governados Ratinho Jr tem sido um grande parceiro nas decisões que estão sendo tomadas. Sete mil policiais em todo Estado e dois mil apenas para Curitiba e região metropolitana”, finalizou.

Decisão

O encontro virtual entre os prefeitos por meio do Fórum Metropolitano acontece a partir das 14h30.

Informações Banda B.

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Sanepar divulga tabela de rodízio da RMC, seguindo modelo 60 horas x 36 horas

Oscilações dos níveis das barragens da Região Metropolitana de Curitiba, que têm interferência direta do regime de chuvas, levam a Sanepar a manter o atual rodízio de 60 horas de abastecimento e de até 36 horas com suspensão. A tabela para o período de 14 a 25 de janeiro segue o modelo 60h x 36h até que o nível do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região Metropolitana (SAIC) esteja pelo menos em 80%, quando poderá haver a suspensão do rodízio.

A Sanepar trabalha com os cenários mais conservadores para garantir abastecimento, mesmo que em formato de rodízio, pelo fato de o Paraná ainda estar em situação de emergência hídrica, com déficit acumulado de chuvas e previsões de precipitações na média ou abaixo da média.

As chuvas das últimas semanas contribuíram para a evolução dos níveis das quatro barragens, que na média atingiram 73,11% nesta segunda-feira (10), o maior patamar desde o começo do rodízio, há quase dois anos.

As chuvas são fator determinante para o abastecimento, embora obras feitas pela Sanepar e o uso racional da água pela população contribuam com os níveis das barragens. Em 1° de março de 2021, por exemplo, o SAIC atingiu 49,73%, praticamente o mesmo nível do primeiro dia de outubro de 2021 (49,11%), embora no intervalo entre as duas datas o nível tenha alcançado 60% (abril).

Projeções da Sanepar mostram que, sem o rodízio, sem a contribuição da população com o uso racional da água e sem as medidas adotadas pela Companhia para aumentar os níveis dos reservatórios, o sistema teria entrado em colapso em outubro de 2020, quando teria chegado a níveis tão baixos que inviabilizariam o abastecimento da Região Metropolitana.

Confira a tabela completa AQUI .

Prevista para Copa de 2014, obra de acesso ao Afonso Pena finalmente deve ser entregue

Depois de mais de sete anos deve ser entregue em dezembro a remodelação do acesso ao Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). A Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), responsável pelas obras, informou que a nova previsão é que as intervenções fiquem prontas nos próximos dias, depois de um período de suspensão e retomada em 2019. Faltam a colocação da sinalização e a conclusão das calçadas.

As alterações na Rua Comandante Aviador José Paulo Lepinski fazem parte da última etapa de um pacote de obras que integravam o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade, que deveria ter sido entregue para a Copa do Mundo de 2014.

Segundo a Comec, após o atraso na conclusão, a empresa responsável entrou em recuperação judicial em 2016 e paralisou os empreendimentos, que incluíam também melhorias na Avenida das Américas e na Avenida Comendador Franco, além da construção de uma ponte e de uma trincheira, todos em São José dos Pinhais. Além do aeroporto, o trecho revitalizado pretende desafogar o trânsito na BR-376, na saída para Santa Catarina.

As outras duas obras foram entregues em setembro: a trincheira da Rua Arapongas, no cruzamento com a Avenida das Torres, e uma ponte sobre o Rio Iguaçu, na continuação da Avenida Senador Salgado Filho.