Prefeito de Guaratuba lamenta desrespeito de uso de máscara na orla: “Maioria está sem”

A maioria das pessoas que está no calçado ou na areia é flagrada sem o uso de máscara, o que para o prefeito é um problema sério e que ajuda na disseminação da covid-19

Em um balanço sobre as primeiras semanas da temporada de Verão 2020/21 o prefeito de Guaratuba, Roberto Justus, lamentou que muitos turistas parecem ‘esquecer’ das regras de higiene e distanciamento social devido à pandemia de coronavírus. A maioria das pessoas que está no calçadão ou na areia é flagrada sem o uso de máscara, o que para o prefeito é um problema sério e que ajuda na disseminação da covid-19.

Justus afirmou, em entrevista à Banda B na manhã desta segunda-feira (28), que esperava outra postura por parte dos turistas. “A maioria das pessoas não está usando máscara no calçado e na areia, o que a gente lamenta. Me chama a atenção que bares e restaurantes estão com menos movimento, então neles parece estar funcionando tudo bem. Precisamos que todo mundo use máscara, assim como acontece em quando as pessoas estão na cidade em que moram”, disse.

O prefeito notou por parte dos turistas uma sensação de que ‘estamos de férias, logo vamos relaxar em tudo’. “É curioso porque percebemos que a pessoa mora em Curitiba e região metropolitana, cumpre na sua cidade as medidas de higiene, mas quando vem pro Litoral há um certo relaxamento e isso em tempos de pandemia é ainda mais grave. Esse relaxamento vale também para jogar lixo nas ruas e perturbação de sossego”, ponderou.

Em resumo, o prefeito diz que o sucesso da temporada de Verão depende muito da adesão da população. “Se fosse no ano passados diria que estamos 100% preparados para receber a população no nosso Litoral, mas devido à pandemia não posso dar essa certeza, porque depende muito da adesão dos moradores de Guaratuba e de quem está vindo para cá. Só teremos sucesso se houver uso de máscara e cooperação da população”, pontuou.

O Governo do Paraná aumentou o número de policiais na Operação Verão e tem intensificado as blitzes, inclusive para valer o toque de recolher válido para o Estado, que proíbe a circulação de pessoas entre as 23h e 5h.

Informações Banda B.

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Paraná ultrapassa 5 milhões de doses aplicadas contra a Covid-19

Com o mutirão de vacinação por todas as regiões do Estado no fim de semana, o Paraná ultrapassou neste domingo (20) a expressiva marca de 5 milhões de aplicações contra a Covid-19, atingindo um total de 5.011.603 doses administradas. Os números foram atualizados nesta manhã pelo Vacinômetro do Sistema Único de Saúde (SUS), que reúne os dados atualizados em tempo real pelos municípios.

O total de imunizações é dividido em 3.728.500 primeiras doses (D1) e 1.283.103 segundas doses (D2). Ou seja, com o avanço da vacinação para a população em geral com menos de 60 anos, escalonada por idade, além dos grupos considerados prioritários, 42,3% dos paranaenses receberam ao menos uma aplicação de vacina contra a Covid-19. Desses, 14,5% completaram o esquema vacinal.

O Ministério da Saúde leva em conta os adultos com mais de 18 anos e prevê que, dentro dessa faixa, 8,8 milhões de paranaenses devem ser vacinados. As prioridades, por sua vez, formadas por aquelas pessoas que são mais expostas ao vírus ou têm maior chances de desenvolverem casos graves da doença, correspondem a mais da metade da população vacinável, cerca de 4,9 milhões de paranaenses de acordo com o Plano Estadual de Vacinação.

O planejamento elaborado pela Secretaria de Estado da Saúde estipulada que toda a população adulta do Paraná será vacinada com a primeira dose até setembro. “Contamos muito com o apoio dos municípios para fazer esse processo de vacinação acontecer cada vez mais rapidamente, de acordo com a quantidade de doses que são encaminhadas pelo Ministério da Saúde. Reforço que vacina boa é aquela que vai para o braço da população”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Ainda levando em consideração o critério da idade, 246 mil pessoas acima de 80 anos abriram o ciclo vacinal no Paraná com a primeira dose devidamente aplicada. Na sequência, foram 222 mil entre 75 a 79 anos; 330 mil de 70 a 74 anos; 450 mil de 65 a 69 anos; 542 mil de 60 a 64 anos; 544 mil de 55 a 59 anos; 403 mil de 50 a 54 anos; 233 mil de 45 a 49 anos; 186 mil de 40 a 44 anos; 170 mil de 35 a 39 anos; 150 mil de 30 a 34 anos; 126 mil de 25 a 29 anos; 96 mil de 20 a 24 anos; e 23 mil jovens de 18 e 19 anos. 

PRIORITÁRIOS – Além desses, a imunização avança também em nichos dentro do grupo prioritário. Até o momento, considerando novamente a aplicação da dose inicial, 414 mil trabalhadores da saúde começaram a ser imunizados; 496 mil pessoas com algum tipo de comorbidade; 182 mil trabalhadores da educação do ensino básico; 36 mil pessoas com mais de 60 anos institucionalizadas; 43 mil pessoas com doenças permanentes; 22 mil ligadas a forças de segurança e salvamento; 30 mil gestantes e puérperas; e 19 mil trabalhadores da educação do ensino superior.

Outras categorias profissionais também aparecem entre os imunizados com a dosagem inicial: 11,6 mil trabalhadores portuários; 7,2 mil das Forças Armadas; 5,3 mil trabalhadores da limpeza; 4,5 mil caminhoneiros; e 3,6 mil trabalhadores do transporte aéreo, entre outras. 

CIDADES – O recorte entre os municípios dentro do painel do SUS aponta, em números absolutos, que Curitiba (889 mil), Maringá (287 mil), Londrina (264 mil), Cascavel (148 mil), São José dos Pinhais (141 mil), Foz do Iguaçu (118 mil) e Ponta Grossa (105 mil) lideram a imunização.

Proporcionalmente ao número de habitantes, contudo, o ranking Secretaria de Estado da Saúde destaca que São Jorge d’Oeste (62,08%), Diamante do Norte (50,03%), Paranaguá (49,85%), Pontal do Paraná (48,04%) e Kaloré (47%) foram os mais eficientes em relação à primeira dose.

Para a dose 2 os destaques são Capanema (17,53%), Diamante do Norte (17,52%), Tamarana (17,35%), Terra Roxa (16,92%) e Maringá (16,75%).

Brasil supera a marca de 500 mil mortes por covid-19

O Brasil registrou a triste marca do meio milhão de mortes decorrentes da covid-19 neste sábado, dia 19. O País registrou 1.401 novos óbitos por covid desde as 20h de sexta-feira, 18, até as 14h de hoje, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa. Ao todo, são 500.022 mortes por coronavírus no País desde o início da crise sanitária Das 20h de ontem até as 14h deste sábado, o Brasil também notificou 20.483 novos casos da doença, o que eleva o total acumulado para 17.822.659.

Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por EstadãoG1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde. O levantamento é resultado da parceria entre os seis veículos de comunicação que passaram a trabalhar, desde 8 de junho do ano passado, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal.

A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.