Posso doar sangue após me vacinar contra a Covid-19? A resposta é sim, mas saiba as condições

Após o início da vacinação contra a Covid-19 em todo o país, uma dúvida comum é se a pessoa que recebeu o imunizante pode ou não doar sangue. A resposta é sim, mas os prazos são diferentes para cada tipo de vacina.

A diretora do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), Liana Andrade Labres de Souza, explica os casos em relação as duas vacinas que estão sendo aplicadas no Brasil.

“Temos dois tipos de vacinas sendo aplicados no momento no Brasil. Se você receber a vacina do Butantan (Coronavac), poderá doar 48 horas depois da imunização. Se receber a vacina da Fiocruz (Oxford/Astrazeneca), terá que espera sete dias e no oitavo poderá fazer a doação de sangue. O período é diferente, mas nos dois casos é o tempo necessário para a soroconversão dos anticorpos”, explica.

E se já tive Covid, posso doar sangue?

Se você já foi infectado pelo coronavírus, pode ajudar no tratamento de outros doentes. Tanto pode doar sangue, quanto pode doar o chamado plasma convalescente (parte líquida do sangue) coletada dos pacientes que se recuperaram da infecção pela doença. A técnica utiliza este material para tratar pessoas que tenham sido contaminadas pelo vírus e estejam no início dos sintomas, ainda no quadro leve.

A injeção de plasma já com os anticorpos de quem se recuperou da infecção permite a criação de uma barreira protetora em quem recebe o sangue. O objetivo é evitar que a doença tenha um agravamento e, em muitos casos, a necessidade de uma transferência para unidade de terapia intensiva (UTI). Os estudos começaram a ser desenvolvidos pelo Hemepar em março e o resultado já aparece.

“Tivemos cerca de 400 solicitações para uso em pacientes e notamos uma melhora significativa para quem recebe este plasma hiperimune no início do diagnóstico. É quando a pessoa recebe o diagnóstico positivo, começa a sentir falta de ar, vai para o hospital e já recebe o plasma nos primeiros oitos dias. Nestes casos, o plasma tem diminuído a replicação e o agravamento da doença. Além da taxa de internação ser de apenas 3 ou 4 dias”, diz a diretora.

Os doadores precisam ter sido diagnosticados com a doença por meio de exames (sangue ou RT-PCR) e aguardar um período de 45 dias depois da recuperação antes da doação para obtenção do plasma. O prazo máximo é de 180 dias após o fim da infecção.

O sistema imunológico da pessoa que foi contaminada pelo vírus produz proteínas na corrente sanguínea para combater a doença – os chamados anticorpos. Sendo assim, após a recuperação do paciente infectado, os componentes sanguíneos com estes anticorpos podem ser coletados e utilizados em outras pessoas para auxiliar no tratamento.

“Conseguimos com isso dar um tempo para que o organismo que recebeu o plasma passa a produzir os seus próprios anticorpos. Com isso, podemos verificar a diminuição dos agravamentos e das internações, oferecendo melhores condições de atendimento à população”, ressaltou a diretora. “Não é a cura, mas uma técnica médica que tem se mostrado muito eficiente”, completou Liana.

Falta de sangue

A diretora ressalta que há uma queda hoje em torno de 40% nas doações de sangue no Paraná, principalmente sangues A+ e O+.

“Para você ter uma ideia, hoje comecei o dia em Curitiba com 141 bolsas de sangue O +, quando o necessário é ter pelo menos 200. Outro exemplo é o sangue A+. Comecei com 73 bolsas e preciso de 130 no dia. precisamos que as pessoas doem sangue”, afirmou a diretora à Banda B.

Como doar

A seleção dos doadores de plasma é realizada presencialmente e os interessados devem fazer o agendamento pelo fone (41) 3281-4074, em Curitiba, ou nas unidades do Hemepar no interior do Estado.

Importante: em função da atual situação de pandemia enfrentada (coronavírus), desde 13/04/2020 o Hemepar Curitiba passou a atender somente por agendamento via internet. A entrega de senhas para atendimento da demanda espontânea fica restringida a um número de 30 senhas, que serão entregues a partir das 7h30.

Travessa João Prosdócimo, 145
CEP: 80045-145 – Alto da XV – Curitiba
Fone: (41) 3281-4000 | Fax: (41) 3264-7029
Diretora: Liana Andrade Labres de Souza
E-mail: hemepar@sesa.pr.gov.br

Horário de coleta: de segunda a sábado, das 7h30 às 18h

HEMONÚCLEO (HN) – BIOBANCO DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UFPR – 2ª Regional de Saúde

Rua: Agostinho de Leão Junior, 108, Alto da Glória (Anexo ao Hospital de Clínicas)
CEP: 80030-110
Fone: (41) 3360-1875
Chefia: Elisangela Zem
E-mail: ut@hc.ufpr.br

Mais informações: www.saude.pr.gov.br/Pagina/Doacao-de-Sangue

Informações Banda B.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Litoral registra mais de 34 mil casos de Covid-19; barreiras serão mantidas no feriado

As cidades do Litoral do Paraná somam mais de 34 mil casos de Covid-19 e 850 óbitos em decorrência da doença. Devido ao agravamento da pandemia e o decreto da bandeira vermelha em Curitiba, serão mantidas as barreiras sanitárias durante o feriado de Corpus Christi (3).

A medida busca fiscalizar e impedir a entrada de turistas nas praias. Em Paranaguá, Pontal do Paraná e Matinhos as barreiras foram instaladas na manhã desta quarta-feira (2). A prefeitura de Guaratuba anunciou que também fará barreiras restritivas e vai restringir as atividades não essenciais.

Requisitos de passagem pelas barreiras:

-Pessoa com residência na cidade mediante a apresentação dos seguintes documentos em seu nome, ou se do esposo (a) apresentar certidão de casamento, ou identidade do filho comum: Fatura de água, luz, telefone, internet, IPTU, matrícula de imóvel, título de eleitor em Guaratuba, documento do veículo registrado em Guaratuba acompanhado de documento com foto.

– Comprovação de vínculo de trabalho no município com Carteira de Trabalho assinada, Ordem de serviço, Chamado para atenção de ocorrências.

Pelo menos três cidades da RMC seguem bandeira vermelha de Curitiba

As cidades, da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), Almirante Tamandaré, Rio Branco do Sul e Campo Magro publicaram novos decretos de combate à Covid-19 com restrições que se assemelham às regras da bandeira vermelha em Curitiba. A expectativa é que ainda outras cidades acompanhem a capital com medidas mais rígidas.

Os três municípios citados determinaram toque de recolher das 21h até as 5h da manhã do dia seguinte. O comércio está autorizado a funcionar de segunda a sábado, mas não de forma presencial.

Restaurantes também podem funcionar, porém apenas na modalidade delivery, drive-thru e retirada no balcão. Os mercados estão proibidos de abrir aos domingos.

Pinhais e Balsa Nova

As cidades de Pinhais e Balsa Nova também publicaram novos decretos, no entanto com medidas mais flexíveis.

Em Pinhais, o toque de recolher acontece das 21h às 5h, mas as atividades de rua não essenciais e prestação de serviços continuam presencialmente de segunda a sábado, das 9h às 18h, sendo suspensas apenas no domingo.

Já restaurantes, pizzarias, lanchonetes e bares, podem funcionar com limitação de 50% de ocupação. Aos domingos, o atendimento é apenas por meio das modalidades de entrega, ficando vedado o consumo no local.

Balsa Nova também manteve o comércio e mercados abertos, com 50% da capacidade do local, de segunda a sábado. Restaurante funcionam com metada da ocupação e no domingo somente na modalidade delivery, drive-thru e retirada no balcão. Bares ficam abertos de segunda a sábado. O toque de recolher vale a partir das 20h e vai até as 5h.

Os municípios de Araucária, Campina Grande do Sul, Colombo, Campo Largo, Fazenda Rio Grande, Piraquara, Pinhais, Quatro Barras e São José dos Pinhais ainda não apresentaram oficialmente novas definições de medidas restritivas.

Reunião

Representantes da Prefeitura de Curitiba se reuniram, nesta segunda-feira (31), com lideranças de municípios da Região Metropolitana, em mais um esforço para promover medidas conjuntas de combate à expansão da pandemia da covid-19. Segundo a gestão municipal, a falta de adesão das cidades vizinhas compromete os resultados necessários para redução da expansão da doença, além de manter a pressão da rede de saúde da capital.

Na reunião por videoconferência, a Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec) discutiu a minuta de decreto que busca servir de base para cidades da Grande Curitiba ampliarem as restrições neste momento de agravamento da covid-19.

A base do documento é o decreto municipal nº 940/2021, que estabeleceu a bandeira vermelha em Curitiba e entrou em vigor no último sábado (29/5). A expectativa é a de que os municípios façam os ajustes necessários de acordo com a realidade de cada um.

O vice-prefeito Eduardo Pimentel, representando o prefeito Rafael Greca, que também é presidente da Assomec, reiterou a importância dos municípios da Grande Curitiba adotarem as medidas de ampliação das restrições de circulação.  

“Quanto mais alinhadas estiverem as ações da Região Metropolitana melhores serão os resultados no combate à pandemia. Não tem sentido uma cidade restringir atividades e outras deixarem livre. Aí o vírus vai continuar circulando”, argumentou Pimentel, que é coordenador municipal de Ações Integradas com a Região Metropolitana de Curitiba.

A secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, também pediu durante o encontro que os municípios metropolitanos adotem as restrições previstas na bandeira vermelha de Curitiba.

Informações Banda B