Polícia Rodoviária apreende 4,7 toneladas de maconha em carga de sementes

Mais de 4,7 toneladas de maconha foram apreendidas por policiais militares do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv) durante uma abordagem de rotina. A apreensão, que é a maior do ano, começou por volta de 12h30 de quinta-feira (25) na cidade de Iporã, no Noroeste do Paraná, e resultou na prisão de um homem. A droga estava escondida em uma carga de sementes de chia.

De acordo com as informações repassadas pelo BPRv, a equipe abordou um caminhão durante em fiscalização no Posto Rodoviário de Iporã, na PR-323. Aos militares estaduais, o motorista, de 29 anos, teria informado que havia carregado o veículo com sementes de chia em Sete Quedas (MS) e que levaria até a cidade de Mogi Guaçu (SP).

A equipe policial desconfiou do nervosismo do motorista e iniciou uma busca minuciosa na carga. Ao retirar alguns sacos de sementes foi possível localizar 418 fardos de maconha, que após pesagem totalizaram 4.760 quilos da droga.

A droga estava escondida em uma carga de chia – Foto: Divulgação SESP

Para o comandante do BPRv, tenente-coronel Wellenton Joserli Selmer, a apreensão é resultado do trabalho operacional feito pelas equipes nos 56 postos rodoviários em cerca de 13 mil quilômetros de rodovias estaduais que cortam o Paraná. “Esse direcionamento operacional resulta em grandes apreensões e ele é muito importante nas regiões de fronteiras, pois sabemos que é um passadouro de drogas para todo o País”, explicou.

Foto: Divulgação SESP

“Esse ano já conseguimos dobrar as apreensões em relação ao mesmo período do ano passado e o nosso número de ocorrências é 10 vezes maior também”, informou. “O investimento em segurança das rodovias é muito importante, pois a droga que nós apreendemos ali deixa de ser vendida nos centros urbanos não só do Paraná como também do Brasil todo”, afirmou o tenente-coronel.

ANO PASSADO

Nos 12 meses de 2020, o Batalhão Rodoviário apreendeu mais armas, drogas e produtos contrabandeados nas estradas que cortam o Paraná. Só as apreensões feitas nas estradas somaram 43 toneladas de maconha, um aumento de 173% em relação ao ano anterior, que registrou quase 16 toneladas. Em todo o Paraná, e não apenas nas estradas, as apreensões desta droga pelas forças de segurança chegaram a 283,5 toneladas, 

Além da maconha, o Batalhão de Polícia Rodoviária também apreendeu 88 quilos de cocaína nas estradas estaduais – 537,7% a mais que em 2019, quando foram 13,8 quilos. Já do crack foram 85,8 quilos, 260,8 quilos a mais que no ano anterior (23,8 quilos). Também foram apreendidos 7,9 quilos de haxixe, contra 2,5 quilos em 2019 , um aumento de 216,2%.

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Ciclista que foi vítima de assédio tem bicicleta furtada no Paraná

Como se já não bastasse ter sido vítima de um caso de assédio, em Palmas, no interior do Paraná, a ciclista Andressa Lustosa ainda teve a bicicleta furtada nesta quinta-feira (30). Ela compartilhou a situação em seu perfil no Instagram.

“Apesar de tudo o que aconteceu ainda roubaram minha bicicleta”, escreveu a ciclista na publicação, além de pedir ajuda à população da cidade para encontrar a bicicleta.

Em outra postagem, Andressa afirma ter encontrado marcas de pegadas no vaso de flor da mãe e acredita que o furto tenha acontecido durante a madrugada. A bicicleta furtada é uma GTS Aro 26, de cor cinza.

O caso

A ciclista e estudante de direito Andressa Lustosa, de 25 anos, foi assediada enquanto andava de bicicleta. O momento foi capturado por câmeras de segurança e compartilhado por Andressa em suas redes sociais.

Reprodução

Nas imagens, a jovem anda de bicicleta por uma via quando o passageiro de um carro coloca o braço para fora e a apalpa. Ela se assusta e cai.

O carona e o motorista do carro envolvido no assédio estão presos preventivamente e ambos responderão pelos crimes de importunação sexual e lesão corporal qualificada.

Repercussão

Após o episódio, que teve repercussão nacional, Andressa ganhou mais de 100 mil seguidores nas redes sociais. O vídeo que mostra o momento em que o assédio aconteceu já tem mais de 5 milhões de visualizações.

O inquérito policial sobre o caso deve ser concluído amanhã (01) ou até o início da semana que vem.

Grupo furtava prédios comerciais de Curitiba com treinamento ao estilo La Casa de Papel, da Netflix

Assim como na série La Casa de Papel, exibida pela Netflix, um grupo muito preparado foi detido na manhã desta terça-feira (28), em Curitiba e região metropolitana de Curitiba.

O grupo é suspeito de pelo menos 13 furtos em prédios comerciais, no Paraná e em Santa Catarina.

Os integrantes tinham treinamento de escalada e rapel e usavam cordas e até uma serra elétrica para praticar os furtos. Um crime organizado como a série espanhola, criada por Álex Pina, sucesso na plataforma de streaming.

Se na série os assaltos planejados pelo Professor tinham como alvos a Casa da Moeda Real da Espanha e outro no Banco Central da Espanha, no Paraná e Santa Catarina os alvos eram edifícios comerciais.

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpriu na manhã desta terça 23 ordens judiciais, sendo10 mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão.

“Essa quadrilha já age em Curitiba e região há mais de um ano e meio. Eles geralmente entram nesses prédios comerciais escalando. Nós apreendemos uma grande quantidade de materiais de escalada e rapel. Eles procuram subtrair celulares, computadores, notebooks, cartões corporativos, dinheiro”, disse o delegado Marcelo Magalhães, da Delegacia de Furtos e Roubos, em entrevista à Banda B.

Djalma Malaquias/ Banda B

Assim como na série, o grupo usava de artifícios para dificultar o serviço investigativo. Além de máscaras similares de La Casa de Papel, eles pintavam as câmeras de segurança com tinta em spray para que as imagens dos furtos não fossem registradas pelos equipamentos de segurança.

Na série da Netflix cada membro tem sua especialidade. No grupo que agia no Paraná e Santa Catarina não era diferente.

“Eles faziam um levantamento do lugares e estudam a melhor maneira para entrar nos locais. Temos a informações que dois deles trabalhavam com pintura de prédios e isso pode ter dado algum know-how para esses indivíduos praticarem esse tipo de furto”, explicou o delegado.

Segundo Magalhães, um dos locais em que grupo tentou cometer o furto era um escritório de uma deputada federal. No entanto, o assalto ao escritório da parlamentar foi frustrado.

Informações Banda B