PM prende em Curitiba foragido da Justiça condenado a 76 anos de prisão

Uma ação conjunta do 12º Batalhão e do Centro de Inteligência da Polícia Militar nesta terça-feira (13) resultou na prisão de um homem condenado a 76 anos de prisão em Curitiba. Ele estava foragido do sistema penitenciário há aproximadamente um ano e tem dezenas de passagens por homicídios, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. No momento da prisão foram apreendidas uma pistola e munições.

O homem já tinha sido preso pela Polícia Militar em 2019 e, segundo a Corporação, é um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC). A fuga dele ocorreu com o rompimento da tornozeleira eletrônica em abril do ano passado, quando foi beneficiado com a concessão de prisão domiciliar por conta da pandemia e pelo entendimento que se tratava de um preso de grupo de risco ao novo coronavírus, por causa da hipertensão.. A Polícia Militar, que já tinha o histórico criminoso dele, iniciou buscas sobre o seu paradeiro.

“Ele foi preso em um restaurante de luxo, numa ação com o sistema de inteligência. Ele agia na região de Campo Largo e, segundo informações, diversos homicídios que estavam ocorrendo perto da Capital eram devido à ação dele”, disse o comandante do 12º Batalhão, major Marcelo Krainski.

Carro utilizado por Valacir foi apreendido pela polícia Foto: Eliandro Santana/ Banda B

Com ele havia uma pistola de calibre 9mm, 37 munições, carregador, colete balístico, documento falso e uma peruca para ajudar no disfarce. De acordo com a PM, o homem esteve preso na Penitenciária Estadual de Piraquara e já fugiu em outras ocasiões, além de ser alvo de uma tentativa de resgate durante uma transferência.

Foto: AEN PR

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Polícia Civil indicia quatro pessoas por falsificação de testes de Covid-19 em jogo de futebol

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) indiciou quatro pessoas em inquérito policial que apura a suspeita de falsificação de testes da Covid-19 por parte de um clube de futebol da região Oeste do Estado. O inquérito teve início em 23 de abril, com a denúncia da Federação Paranaense de Futebol (FPF), após um jogo ocorrido no dia 22 de abril de deste ano, em Curitiba.  

Durante a investigação parte dos envolvidos e cerca de dez testemunhas foram ouvidas. Os indiciados responderão por falsificação de documento e uso de documento falso. O prazo inicial do inquérito foi de 30 dias, mas as investigações seguem até que todos os envolvidos sejam ouvidos.

Segundo o delegado chefe da Delegacia Móvel de Atendimento a Futebol e Eventos (Demafe), Luiz Carlos de Oliveira, a investigação demanda mais tempo para atingir todos os envolvidos, sendo necessário ouvir mais pessoas.

“Já temos quatro pessoas indiciadas e teremos ainda mais 10. Como esse inquérito demanda um certo tempo, tendo em vista que esses jogadores estão espalhados pelo Brasil, teremos que fazer algumas cartas precatórias para cada um dos envolvidos”, destacou.

A PCPR também solicitou a apreensão do passaporte de um dos suspeitos, que possui dupla nacionalidade. Ele foi intimado pelo escrivão de Cascavel para tomar ciência da decisão judicial. 

Além do presidente do clube e do filho dele, mais duas pessoas foram indiciadas, segundo o delegado. “Esses dois outros indiciados são pessoas que estavam relacionadas como se fossem da comissão técnica e não realizaram exames. Um é pai de um atleta e o outro é olheiro do clube. Eles foram ouvidos em declaração prioritária, primeiramente, e depois, através do despacho, foram indiciados”, disse.

Os exames apresentados no dia do jogo foram analisados pelo Instituto de Criminalística, que constatou que os documentos foram falsificados.

“Essa falsificação de documento foi assumida junto à Federação Paranaense de Futebol (FPF) por um dos envolvidos em uma carta de próprio punho. Além disso, o médico que foi contratado para o dia do jogo nos trouxe algumas informações muito esclarecedoras, caracterizando as fraudes do clube”, destacou o delegado.

Ação policial interdita sete estabelecimentos em Curitiba

As operações da Ação Integrada de Fiscalização Urbana (AIFU) contra o descumprimento das medidas de combate à Covid-19 desta quarta-feira (23), em Curitiba, resultaram na interdição de sete estabelecimentos comerciais por irregularidades envolvendo jogos de azar e contrabando. Foram abordadas 22 pessoas, sendo que seis acabaram detidas. Sete autuações administrativas foram aplicadas pelas equipes.

A ação foi conduzida por policiais militares da Capital, com apoio da Guarda Municipal e da Secretaria Municipal de Urbanismo. As fiscalizações tiveram início por volta das 13h30 e foram até as 21h, e contaram com a atuação de oito viaturas e um veículo oficial municipal na formação do comboio. Dos 12 pontos fiscalizados, sete deles foram interditados pela AIFU e três encontrados fechados.

O coordenador da AIFU, capitão Ronaldo Carlos Goulart, destaca a importância das denúncias da população. “De diferentes formas, as pessoas têm contribuído com as ações da AIFU”, disse ele. “Nestes tempos de pandemia recebemos denúncias de festas clandestinas e de outros eventos que envolvem aglomerações. A participação das pessoas com o fornecimento de informações contribui de maneira decisiva para que as ações de fiscalização tenham maior efetividade “.

Nos estabelecimentos vistoriados as equipes apreenderam 150 maços de cigarro em situação irregular, 21 máquinas caça-níqueis, 110 cartelas de jogo do bicho, 10 máquinas deste mesmo jogo, duas impressoras, um monitor, uma CPU, quatro televisores e R$ 2.363,00 em dinheiro. Foram seis Termos Circunstanciados de Infração Penal por jogos de azar lavrados e três Boletins de Ocorrência por contrabando.