A nova proposta dos Estados Unidos para encerrar a guerra na Ucrânia inclui exigências que, se aceitas, resultariam em concessões territoriais significativas por parte de Kiev e uma redução drástica do seu Exército. Informações foram divulgadas por diversas agências de notícias nesta quarta-feira (19), citando fontes anônimas.
Propostas e Exigências
O plano exige que a Ucrânia reconheça a Península da Crimeia e outras regiões atualmente controladas pela Rússia, além de estipular a redução do tamanho do Exército ucraniano para 400 mil soldados. Adicionalmente, a proposta sugere que a Ucrânia renuncie a todas as armas de longo alcance, limitando a quantidade e o tipo de armamentos enviados pelo governo americano.
Concessões a Moscou
As exigências, já rejeitadas anteriormente por Kiev como equivalentes a uma rendição, refletem demandas recorrentes de Moscou. O plano, supostamente desenvolvido pelo enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, em colaboração com o conselheiro do Kremlin, Kirill Dmitriev, propõe que a Rússia tenha um controle significativo sobre a soberania militar e política da Ucrânia.
A ideia de um acordo de 28 pontos, que parece ter inspiração em propostas anteriores do governo Trump para resolver conflitos em outras regiões, foi inicialmente divulgada pelo portal de notícias Axios. Até o momento, planos de paz elaborados por Washington fracassaram, pois seriam vistos como concessões excessivas à Rússia em detrimento de Kiev.
Escalada de Conflitos
A revelação do plano ocorreu no mesmo dia em que a Rússia intensificou seus ataques na Ucrânia, incluindo um bombardeio em Ternopil que resultou em pelo menos 25 mortos, além de atacar instalações de energia em Ivano-Frankivsk e Lviv, ampliando sua campanha para destruir a infraestrutura civil ucraniana ante a chegada do inverno.
Atualmente, a Rússia ocupa cerca de um quinto do território ucraniano, tendo anexado, em 2022, quatro regiões do país: Donetsk, Lugansk, Zaporíjia e Kherson, além da Crimeia em 2014. As negociações de paz estão estagnadas, principalmente devido às exigências territoriais da Rússia.
Futuro das Negociações
O secretário do Exército dos EUA, Daniel Driscoll, chegou a Kiev nesta quarta-feira para discutir as iniciativas de pacificação com autoridades ucranianas. Desde o encontro entre o ex-presidente Trump e o presidente russo Vladimir Putin no Alasca, em agosto, os esforços para retomar as negociações de paz estão congelados. Moscou não demonstrou disposição para flexibilizar suas exigências.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, se reuniu com o presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, destacando sua intenção de reavivar as negociações e buscar uma paz justa para a Ucrânia. Zelenski pediu uma intensificação da pressão internacional sobre a Rússia e requisitou o envio de mísseis de defesa antiaérea para fortalecer a segurança ucraniana.
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