Piraquara cria ‘Corujão da Vacinação’ e vai imunizar idosos contra a covid-19 até de noite

A cidade de Piraquara será o primeiro município da região metropolitana a realizar o “Corujão da Vacinação”, imunizando a população contra a covid-19 no período noturno, das 19h às 0h. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, uma vez por semana, de acordo com a disponibilidade de doses, as equipes vacinarão fora do horário comercial. Nesta quinta-feira (15), estão convocados os idosos de 64 anos ou mais que ainda não receberam a primeira dose, além dos que já estão no prazo para receber a segunda, de acordo com a data informada na carteirinha de vacinação.

De acordo com o Prefeito de Piraquara, Josimar Fróes, o município pretende continuar com o ritmo satisfatório de vacinações, já que é um dos que mais avançou nas faixas etárias na região metropolitana. “No último domingo já avançamos com o atendimento do público de 64 anos. Nesta quinta vamos lançar a vacinação noturna atendendo o público de 64 anos ou mais que eventualmente não conseguiu comparecer durante o dia para receber a primeira dose”, destacou.

Em entrevista ao Jornal Metropolitano, da Rádio Banda B, a secretária municipal de Saúde de Piraquara, Glaucia Buss Guimarãres, destacou os objetivos com a iniciativa. “É mais uma ação para facilitar a vinda dos grupos prioritários para vacinar, porque ainda há uma abstenção. Alguns idosos não vem por não terem como e então criamos essa oportunidade para os moradores, que podem vir com parentes no horário noturno, fora do horário comercial”, descreveu.

De acordo com a secretária, o avanço da imunização na cidade depende da chegada de doses, porque vontade de vacinar não falta em Piraquara. “Se dependesse da gente a vacina seria 24 horas por dia. A vacinação acontece no Complexo da Vila da Cidadania, em um espaço bem grande. Deixamos uma van para idosos com dificuldade de locomoção. Tudo organizado em tendas, com grande efetivo, para que não demore a vacinação”, pontuou.

Em média, quem vai de carro demora 20 minutos para vacinar e a pé em torno de dez minutos.

Serviço:

Corujão da Vacinação
Data: 15/04/21
Hora: 19h às 00h
Local: Complexo Administrativo Vila da Cidadania
Rodovia João Leopoldo Jacomel, nº 7645, Jardim Primavera.

Informações Banda B

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Sem insumos, vacinação pode ser afetada a partir de junho, alerta diretor do Butantan

A indefinição para o governo da China liberar a exportação do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), necessário para a produção da Coronavac, pode afetar o cronograma de vacinação contra a covid-19 a partir de junho, afirmou nesta segunda-feira (10) o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas. Há a expectativa de que o insumo seja liberado até próxima quinta-feira e, assim, chegaria até o dia 18, mas o envio ainda não foi confirmado. O anúncio foi feito durante a entrega de 2 milhões de doses da vacina para o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde.

“Para maio, temos a entrega desta semana, 2 milhões no dia de hoje, mais 1 milhão na quarta-feira e 1 milhão e 100 na sexta. E, a partir daí, não teremos mais vacinas, porque não recebemos o IFA. Então, aguardamos a chegada desse material para que isso possa ser processado. Situação parecida com essa também é enfrentada pela Fiocruz, que a informação que eu tenho é que não teve o seu IFA liberado. Preocupa muito, porque o cronograma de vacinação, não neste momento, mas a partir de junho, poderá sofrer algum impacto.”

Segundo Covas, a liberação aguardada é de 4 mil litros do insumo O diretor do instituto e o governador de São Paulo João Doria (PSDB) voltaram a atribuir a dificuldade para o IFA ser liberado à postura do presidente Jair Bolsonaro e membros do governo federal, que fizeram declarações ofensivas contra a China.

“O mesmo laboratório, Sinovac, disponibiliza insumos para um país vizinho, o Chile, que não agride a China, que não tem o seu presidente falando mal do governo chinês, do povo chinês e de sua vacina. O fluxo é normal de entrega desses insumos para o Chile. Por que não é para o Brasil? Razões de ordem diplomática e as formas desastrosas de manifestação em relação ao governo da China”, afirmou Doria.

Média de mortes diárias por covid-19 cai 28% em um mês no país

O número de mortes diárias por covid-19 no Brasil recuou 28,3% em um mês, de acordo com a média móvel de sete dias, divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os dados mostram que no domingo (9) a média diária estava em 2.100 óbitos, abaixo dos 2.930 de 9 de abril.

Em 14 dias, a média móvel de mortes caiu 15,8%, já que, em 25 de abril, o número de óbitos diários estava em 2.495.

O ápice de mortes foi registrado em 12 de abril (3.124). Desde então, os registros têm apresentado uma trajetória de queda, com algumas altas pontuais.

A média de móvel de sete dias, divulgada pela Fiocruz, é calculada somando-se os registros do dia com os seis dias anteriores e dividindo o resultado da soma por sete. O número é diferente daquele divulgado pelo Ministério da Saúde, que mostra apenas as ocorrências de um dia específico.