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PIB alcança recorde pelo 14º trimestre consecutivo

A economia brasileira registrou um crescimento de 1,4% no Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2023, em comparação ao trimestre anterior, alcançando um novo patamar recorde. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB nacional tem alcançado recordes consecutivos há 14 trimestres, iniciando no quarto trimestre de 2021.

Setores em Alta

No mesmo período, os setores da agropecuária e dos serviços também atingiram patamares históricos. Os serviços, por sua vez, vêm mostrando desempenho positivo há 15 trimestres, desde o terceiro trimestre de 2021. Além disso, sob a perspectiva da demanda, foram registrados recordes no consumo das famílias, no consumo do governo e nas exportações.

Em contrapartida, a indústria e os investimentos permanecem aquém dos seus patamares históricos, os quais foram atingidos em 2013. A formação bruta de capital fixo, que representa os investimentos, está 6,7% abaixo do nível observado no segundo trimestre de 2013, enquanto o setor industrial apresenta um déficit de 4,7% em relação ao terceiro trimestre daquele ano.

“A indústria é a única das grandes três atividades econômicas que ainda está no patamar abaixo do pico”, afirma Rebeca Palis, pesquisadora do IBGE.

Desempenho do PIB

O crescimento do PIB no primeiro trimestre foi impulsionado principalmente pelo desempenho da agropecuária, que registrou um crescimento de 12,2% em relação ao trimestre anterior. Rebeca Palis explica que “a agro tem dois efeitos principais este ano: um é a questão climática favorável e o outro é o aumento nas colheitas, como a soja, que é nossa principal lavoura, concentrada no primeiro semestre.”

Os serviços, que representam 70% da economia brasileira, também apresentaram uma evolução positiva, com crescimento de 0,3% neste trimestre em comparação ao anterior. O setor de informação e comunicação destacou-se com um aumento de 3%. Por outro lado, a indústria sofreu uma leve retração de 0,1%, com a construção apresentando uma queda de 0,8% e a indústria da transformação com uma redução de 1%.

Rebeca Palis enfatiza que “esses setores estão sentindo os efeitos da alta taxa básica de juros (Selic).”

Demanda e Consumo das Famílias

Do ponto de vista da demanda, todos os componentes apresentaram aumentos no primeiro trimestre em relação ao trimestre anterior: o consumo das famílias cresceu 1%, a formação bruta de capital fixo aumentou 3,1%, as exportações subiram 2,9% e o consumo do governo avançou 0,1%.

“Em relação ao consumo das famílias, há fatores que prejudicam, como a inflação resiliente e a política monetária restritiva. Contudo, o mercado de trabalho continua a melhorar, juntamente com programas de transferência de renda do governo e crescimento do crédito, apesar de estar mais caro. Vários fatores contribuem positivamente, mas o consumo das famílias poderia ser maior se não houvesse uma política monetária restritiva”, conclui a pesquisadora.

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