Pfizer e BioNTech iniciam teste de vacina contra covid-19 em crianças

A Pfizer e a parceira alemã BioNTech começaram a testar sua vacina contra covid-19 em crianças menores de 12 anos na esperança de ampliar a vacinação a esta faixa etária até o início de 2022, informou o laboratório nesta quinta-feira (25).

Os primeiros voluntários do teste de estágio inicial receberam as primeiras doses na quarta-feira (24), disse a porta-voz da Pfizer, Sharon Castillo.

A vacina da Pfizer/BioNTech foi autorizada por agências reguladoras dos Estados Unidos no final de dezembro para pessoas acima de 16 anos. Quase 66 milhões de doses da vacina já foram administradas no país até a manhã de quarta-feira, de acordo com dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

A vacina também obteve registro no Brasil concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O teste pediátrico, cujos participantes mais jovens são crianças de seis meses, foi lançado na esteira de um semelhante iniciado pela concorrente Moderna na semana passada.

Apenas a vacina Pfizer/BioNTech está sendo usada em jovens de 16 e 17 anos nos EUA, enquanto a vacina da Moderna foi liberada para pessoas de 18 anos ou mais. Nenhuma vacina contra covid-19 foi autorizada para crianças mais novas.

Inicialmente, a Pfizer e a BioNTech planejam averiguar a segurança de sua vacina de duas doses em três dosagens diferentes –10, 20 e 30 microgramas– em um teste de estágio inicial e intermediário com 144 participantes.

Mais tarde, elas pretendem passar para um teste de estágio avançado com 4.500 participantes no qual avaliarão a segurança, a tolerância e a reação imunológica gerada pela vacina, provavelmente medindo os níveis de anticorpos nos participantes jovens.

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Curitiba convoca o primeiro grupo de crianças sem comorbidades para a vacinação

Nesta quinta-feira (20/1), Curitiba completa um ano do início da campanha de vacinação contra a covid-19 e começa imunizar as crianças sem comordidades. Devido à limitação de doses, a convocação acontecerá de forma escalonada por data de nascimento. 

Nesta quinta, receberão a primeira dose anticovid as crianças nascidas entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2010. Na sexta-feira (21/1), a vacinação será para as nascidas entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2010.

“Em 20 de janeiro de 2021 eu abria as portas do Pavilhão da Cura para vacinar os profissionais da Saúde. Um ano depois já estamos colhendo os bons resultados da vacina e agora recebemos com alegria os primeiros curitibinhas sem comorbidades”, disse o prefeito Rafael Greca.  

O atendimento para as crianças será feito em dez unidades de saúde exclusivas, das 8h às 17h. Confira os endereços no site Imuniza Já, na aba “Locais de vacinação”.

Segundo estimativas da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) há cerca de 20 mil crianças nessa faixa etária. A ampliação para novo grupo depende da avaliação de estoque e da chegada de mais imunizantes pediátricos.

Greca pede que os pais não tenham medo da vacina e que levem os filhos para vacinar.

“A humanidade conhece as vacinas desde o século 18, desde a vacina de varíola. Então, não tem cabimento a humanidade não gostar de vacina ou não vacinar. Levem seus filhos”, pede o prefeito.

Também poderão receber a primeira aplicação as crianças que já foram convocadas e não puderam comparecer na data. 

O novo chamamento será possível devido às 10.400 doses de imunizantes pediátricos que a SMS recebeu da Secretaria Estadual da Saúde do Paraná (Sesa).

Orientação para a vacinação 

A SMS orienta para que os responsáveis façam o cadastro prévio da criança no Aplicativo Saúde Já. Essa ação agiliza o fluxo da vacinação. Crianças acompanhadas pelo SUS de Curitiba já estão cadastradas. 

No dia da vacinação é necessário que a criança esteja acompanhada de um familiar ou responsável para a assinatura do termo de consentimento.

Também devem ser apresentados os documentos pessoais da criança, documento de identificação com foto e comprovante de residência em nome do responsável pela criança. 

As orientações detalhadas e a relação das comorbidades pode ser conferida no Pequeno Manual para vacinação das crianças de 5 a 11 anos em Curitiba.

Crianças acamadas

Equipes volantes de vacinadores continuam imunizando as crianças acamadas, mediante agendamento. As crianças acamadas em leitos atendidas pelo SUS Curitibano terão sua dose agendada a partir de um contato telefônico das equipes da SMS com os familiares. 

Aquelas que são atendidas pela rede privada devem fazer o cadastro, disponível desde o dia 13 de janeiro, via Aplicativo Saúde Já Curitiba – é necessário atualizar a versão do aplicativo nas lojas virtuais para plataformas Android ou iOS – ou pelo site.

Após baixar a atualização nas lojas de aplicativos para Android ou iOS – ou pelo site https://saudeja.curitiba.pr.gov.br/, escolhendo a opção “Paciente Acamado”.  

Recomendações

A vacina contra a covid-19 para crianças não deve ser aplicada de forma simultânea com imunizantes para outras doenças, a recomendação é de seja dado um intervalo de 15 dias.

Crianças que testaram positivo para a doença devem aguardar o intervalo necessário para receber o imunizante, que neste caso é de 30 dias após a data de início dos sintomas.

Cronograma de vacinação das crianças

•    20/1 (quinta-feira) – nascidas entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2010;

•    21/1 (sexta-feira) – nascidas entre 1º de julho e 31 de dezembro.

OMS: com casos da Ômicron subindo, novas variantes do coronavírus devem surgir

O Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom disse nesta terça-feira (18) que a alta no número de casos de covid-19, por conta da cepa Ômicron, torna provável que novos variantes do coronavírus surjam. Em coletiva à imprensa, Tedros Adhanom informou que na semana passada foram registrados mais de 18 milhões de casos da doença.

“O número de mortes permanece estável até o momento, mas nos preocupamos com o impacto da Ômicron está tendo em sistemas de saúde exaustos e sobrecarregados”, afirmou. Tedros afirmou que “esta pandemia não está nem perto do fim” e que é “enganosa” a narrativa de que a doença provocada pela Ômicron seja leve, ainda que na média seja menos grave.

O diretor reforçou sua preocupação especialmente com países onde a taxa de vacinação ainda é baixa. Tedros pontuou que, ainda que as vacinas tenham menor eficácia em prevenir a infecção e transmissão da Ômicron em relação às variantes anteriores, ainda são “excepcionalmente boas em prevenir casos sérios da doença e mortes”.

Informações Estadão Conteúdo