Os preços do petróleo registraram um aumento de US$ 1 por barril nesta segunda-feira, 5 de outubro. O movimento ocorre em meio à avaliação dos operadores sobre o impacto da captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos, no fluxo de petróleo daquele país, que possui as maiores reservas do mundo.
Alta nos Contratos Futuros
Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em alta de US$ 1,01, ou 1,66%, atingindo US$ 61,76 por barril. Da mesma forma, o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subiu US$ 1, ou 1,74%, alcançando US$ 58,32.
Reações do Mercado
Após uma negociação agitada que viu os preços caírem mais de US$ 1 no início da sessão, ambos os índices de referência se recuperaram no final da manhã. Os investidores analisam as repercussões da captura de Maduro e o controle sobre a Venezuela, membro da Opep, cujas exportações de petróleo enfrentam um embargo americano.
Avaliações de Especialistas
Segundo analistas da Aegis Hedging, a incerteza sobre como os fluxos de petróleo da Venezuela mudarão com as ações dos Estados Unidos é a principal dúvida no mercado. “A incógnita para o mercado de petróleo é como os fluxos de petróleo da Venezuela mudarão devido a ações dos EUA”, afirmaram.
Consultas com Empresas Petrolíferas
O governo Trump não consultou grandes empresas petrolíferas, como Exxon Mobil, ConocoPhillips ou Chevron, sobre a Venezuela antes ou após a captura de Maduro. No entanto, reuniões com essas empresas estão sendo agendadas para o final desta semana.
Expectativas para o Setor
Um executivo do setor expressou ceticismo sobre a possibilidade de novas empresas se comprometerem a desenvolver os recursos venezuelanos, apontando que apenas a Chevron deve continuar sua presença no país.
Estado da Produção de Petróleo na Venezuela
A produção de petróleo na Venezuela caiu drasticamente nas últimas décadas, devido à má administração e à falta de investimento estrangeiro após a nacionalização das operações nos anos 2000. No ano passado, a produção média foi de cerca de 1 milhão de barris por dia, o que representa apenas 1% da produção global.
Posicionamento da Presidente Interina
A presidente interina da Venezuela manifestou-se no domingo, oferecendo cooperação aos EUA. Ela destacou a esperança de que o ataque naval e o bloqueio sejam suspensos, permitindo que o petróleo venezuelano, atualmente preso em mares e armazéns, possa ser liberado para o mercado.
O gestor de portfólio Simon Wong, da Gabelli Funds, acrescentou que, embora existam perspectivas positivas para a liberação do petróleo, levará algum tempo para que a Venezuela possa aumentar sua produção.
Fonte: CNN https://www.cnnbrasil.com.br/economia/mercado/petroleo-sobe-mais-de-1-com-tensao-na-venezuela-no-radar/
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