Pessoas de 20 a 59 anos são maioria dos casos de Covid-19 no Paraná

O Paraná tem 188 pessoas com o novo coronavírus (Covid-19) na faixa etária entre 20 e 59 anos, segundo o mais recente levantamento epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde, divulgado nesta quinta-feira (2).  Os adultos são os mais impactados até o momento, concentrando 72,8% dos 258 casos diagnosticados.

O intervalo mais crítico é entre 30 e 39 anos, com 62 casos, e entre 50 e 59 anos, com 56 pessoas positivadas para a Covid-19. Há um empate na terceira faixa etária mais atingida, entre 20 e 29 anos e 40 e 49 anos: 35 diagnósticos positivos. Também há cinco casos entre crianças, adolescentes e jovens entre 6 e 19 anos.

O levantamento da Secretaria de Saúde aponta ainda que, desde a divulgação do primeiro boletim, os homens se posicionam como mais atingidos do que as mulheres, ainda que a diferença seja bem estreita: 135 x 123 casos.

BOLETIM – De acordo com o último boletim epidemiológico, o Estado tem 258 casos confirmados, 3.848 descartados e 638 em investigação. São 42 pacientes internados, 24 deles em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 18 em leitos clínicos. Os registros já chegaram a 50 das 399 cidades do Estado (12,5%).

ÓBITOS –O Paraná já registrou quatro mortes pela doença: três homens acima de 60 anos (66 anos, em Cascavel; 84 anos, em Maringá; e 72 anos, em Campo Mourão) e uma mulher de 54 anos em Maringá.

PAÍS – Segundo o balanço do Ministério da Saúde divulgado nesta quinta-feira (2), a maioria dos óbitos no País também é de homens (57,8%), contra 42,2% de mulheres. Quase 90% dos óbitos ocorreram com pessoas acima de 60 anos (227 dos 299 confirmados).

FAIXA ETÁRIA

6 – 9 anos – 1 caso – 0,3%
10 – 19 anos – 4 casos – 1,5%
20 – 29 anos – 35 casos – 13,5%
30 – 39 anos – 62 casos – 24%
40 – 49 anos – 35 casos – 13,5%
50 – 59 anos – 56 casos – 21,7%
60 – 69 anos – 39 casos – 15,1%
70 – 79 anos – 16 casos – 6,2%
80 anos ou mais – 6 casos – 2,3%
Não informado – 4 casos
Total: 258 casos

LABORATÓRIOS DOS CASOS POSITIVADOS

Laboratório Central do Estado – 164 testes positivos, entre 4.140 já realizados
Demais laboratórios – 94 testes positivos

HISTÓRICO DE VIAGEM ENTRE DIAGNOSTICADOS

Sim – 82 casos
Não – 176 casos

GÊNERO

135 homens
123 mulheres

CIDADES

Curitiba – 99
Londrina – 27
Maringá e Cascavel – 13
Foz do Iguaçu – 12
Cianorte – 11

Paraná é o segundo estado com o menor número de casos e óbitos de Covid-19

O Paraná fica atrás apenas de Minas Gerais entre os estados brasileiros com o menor número de casos e de óbitos pela Covid-19 por 100 mil habitantes. A taxa de incidência da doença na população paranaense foi de 1.477,4 casos por 100 mil habitantes, com 37,1 mortes a cada 100 mil, mostram os dados mais recentes do Painel Coronavírus, do Ministério da Saúde, divulgados na noite de quarta-feira (23).

Os valores ficam bem abaixo da média nacional. No Brasil, o índice de incidência é de 2.200,8/100 mil, e a taxa mortalidade, 66,1 por 100 mil habitantes. O Paraná também tem a melhor posição no Sul, região com os menores índices de incidência e óbito pela Covid-19. A média regional é de 1.859 casos/100 mil e 38,2 óbitos/100 mil. No Rio Grande do Sul, que tem uma população equivalente à do Paraná, a média de casos é de 1.577,1/100 mil e a de óbitos é 39,7/100 mil. Em Santa Catarina, a taxa de incidência é de 2915,6/100 mil e a de mortalidade é 37,5/100 mil.

A taxa de mortalidade do Distrito Federal, que é a maior do País, é de 104,4 óbitos/100 mil habitantes, seguido do Rio de Janeiro (103,7/100 mil) e Roraima (101,7/100 mil). Tirando Minas Gerais, onde o índice de mortalidade foi de 32,6/100 mil habitantes, e os estados do Sul, em nenhuma unidade da federação essa taxa foi menor que 43,1 óbitos por 100 mil habitantes.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior destaca que o planejamento do Estado foi fundamental para minimizar os impactos da pandemia no Paraná. “Estruturamos a rede assistencial de forma transparente e organizada, sendo que nenhum paciente ficou sem atendimento desde o início da pandemia. Com apoio dos demais poderes e de toda a sociedade, conseguimos fazer esse enfrentamento para salvar o maior número de vidas possível” destaca. “O ideal seria não perder nenhuma pessoa para essa doença, mas mantemos o trabalho organizado para que o impacto no Paraná seja o mínimo possível”, diz. 

Para o diretor-geral da Secretaria de Estado da Saúde, Nestor Werner Júnior, o planejamento iniciado pelo Paraná antes de ter pacientes confirmados com o novo coronavírus, e a adoção de estratégias para conter o avanço da epidemia quando o número de casos ainda era baixo, permitiu um certo controle sobre a circulação do vírus no Estado.

“A adoção de medidas de distanciamento social ajudou a achatar a curva em um momento em que ainda preparávamos a rede hospitalar para receber os pacientes da Covid-19. Quando os números subiram, os hospitais já estavam prontos para o atendimento”, afirma Werner. “Priorizamos utilizar a estrutura já existente, com a contratação de leitos clínicos e de UTI exclusivos para a Covid nos hospitais estaduais e em nossos parceiros da rede privada e filantrópica, sem a necessidade de construir hospitais de campanha, que são caros e não ficariam como legado para o Estado”, explica.

A estratégia de estruturação incluiu uma maior celeridade nas obras dos hospitais regionais de Guarapuava, Telêmaco Borba e Ivaiporã, que foram entregues antes do prazo. As três unidades atendem hoje exclusivamente os pacientes com Covid-19. Também foram habilitados 1,1 mil leitos de UTI e aproximadamente 1,5 mil de enfermaria.

TESTAGEM – Outra vertente foi o investimento na aquisição de testes, para garantir o maior número possível de diagnósticos. Até agora, já foram realizados 632.282 testes RT-PCR, considerados padrão ouro pela Organização Mundial da Saúde. A capacidade de processamento dos resultados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) e pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) é de 5,6 mil testes por dia.

A Secretaria também recebeu do Ministério da Saúde 427.980 One Step Test (teste rápido), que foram disponibilizados aos municípios. “A testagem em grande escala é a melhor forma de rastrear e impedir a circulação do vírus, reduzindo a contaminação”, explica Werner.

ESTABILIZAÇÃO – De acordo com o diretor-geral da Saúde, o Paraná está há cerca de 70 dias com estabilidade no número de casos, sem uma aceleração profunda ou uma queda abrupta de pacientes confirmados. Por isso, ainda é necessário manter a atenção, as medidas de distanciamento, as etiquetas de higiene e o uso de máscaras. Essa situação também impede a retomada de algumas atividades, como o início das aulas.

“Ainda não há uma vacina ou algum remédio comprovado para a doença, por isso trabalhamos todos os dias com os municípios para evitar uma segunda onda de casos, como o que ocorre em outras partes do mundo”, ressalta. “A pandemia ainda não acabou. Enquanto não houver uma queda mais consistente, uma diminuição concreta de casos, a população vai precisar manter as medidas que conseguiram frear os casos no Estado. Foi graças a esse esforço coletivo que o Paraná tem um dos menores índices de incidência do País, que queremos manter”, completa.

Informações AEN.

Criança de 9 anos tenta comprar casa para família na OLX e post viraliza

A ideia dele era pagar parcelas de R$ 50 ao mês até que todo o valor fosse quitado

A inocência e a boa vontade de um menino de apenas 9 anos fizeram a história dele viralizar na internet nos últimos dias. O pequeno João Bernardo, morador de Maringá, foi visto pela mãe tentando negociar a compra de uma casa para a família no site de vendas OLX. A situação curiosa foi compartilhada nas redes sociais e ganhou a internet.

A maringaense e mãe do João, Daiana Campiolo, de 38 anos, mostrou aos seguidores as mensagens que o filho trocou com o vendedor do imóvel. Na primeira parte da conversa, o menino diz que tem interesse em comprar a
casa, mas que não tem todo o dinheiro pedido pelo proprietário. A ideia dele era então pagar parcelas de R$ 50 ao mês até que todo o valor fosse quitado.

“Pensei: ‘E se eu te desse 50 reais por mês até juntar 110.000 [reais]’”, escreveu João. “É que eu gostaria de morar eu, minha mãe e meu irmão”, acrescentou.

Na conversa, o menino ainda disse achar o aluguel da casa onde a família mora atualmente “muito caro”. Ele, no entanto, é surpreendido logo em seguida com a negativa do vendedor. “Tem condições não, 50 reais por
mês. No mínimo 1.376 por mês”, afirmou o anunciante. O menino entende a situação e, por fim, diz que não seria mesmo possível comprar a casa já que o imóvel fica localizado em Sergipe, no nordeste do
Brasil.

Veja toda a conversa e o final desta história AQUI, no GMC Online, parceiro da Banda B.

Informações Banda B.