Pessoas com sintomas gripais leves devem ligar para a Central de Atendimento

A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba reforça a orientação para que pessoas com sintomas gripais leves, como tosse, coriza, dor de garganta e perda de olfato e paladar, entrem em contato com a Central de Atendimento (41) 3350-9000, em vez de ir diretamente a unidades de pronto-atendimento (UPAS).

No contato com a Central, o usuário receberá orientações sobre isolamento domiciliar, informações sobre como não transmitir o vírus e não contaminar o restante da família e onde buscar atendimento em caso de necessidade. A Central de Atendimento também fará o agendamento do exame do covid-19, se for necessário.

“Os casos leves também são orientados a voltar a ligar para a Central, se houver outras dúvidas ou piora do quadro de saúde”, explica a secretária Municipal da Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak.

A Central de Atendimento funciona todos os dias, das 8h às 20h.

Sinais de alerta

Segundo a secretária, pessoas com sintomas mais graves podem buscar também a Central de Atendimento para receber orientação ou a unidade básica de saúde de sua região. Já as UPAs, com atendimento 24 horas, podem ser opção nos horários em que as unidades básicas não funcionam e apenas em caso de sintomas graves.  

São considerados sinais de alerta febre alta persistente (38ºC por mais de 24 horas) e/ou os seguintes sintomas: falta de ar, respiração acelerada, vômito, desidratação, pontas dos dedos arroxeadas e alteração do nível de consciência.

Central de Atendimento

Se você tem alguns destes sintomas, entre em contato com (41) 3350-9000.

  • Nariz escorrendo
  • Dor de garganta
  • Tosse
  • Perda de olfato e paladar

Se você tiver alguns destes sintomas abaixo, além da Central de Atendimento, é possível acessar a sua unidade básica de saúde – ou UPA, nos horários que as unidades básicas não funcionam.

  • Febre alta persistente (38ºC por mais de 24 horas) e/ou
  • Falta de ar, respiração acelerada, vômito, desidratação, pontas dos dedos arroxeadas e alteração do nível de consciência.

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ParkShoppingBarigüi ganha nova cafeteria com ambiente exclusivo

Com mesas próprias, o Café Cultura oferece muito conforto para quem quer aproveitar cafés especiais de maneira segura

A pausa para o café é um momento especial do dia, seja para ganhar mais energia para o trabalho, para relaxar ou mesmo aproveitar os sabores e aromas da bebida. A experiência se torna ainda melhor em um ambiente favorável, que valorize o conforto e bem estar. E este momento do dia tem um novo lugar para os curitibanos: o Café Cultura do ParkShoppingBarigüi. A cafeteria, que teve origem em Florianópolis conta com espaço exclusivo no piso térreo do shopping.

Divulgação

O espaço valoriza mesas com poucos assentos, observando a distância entre os lugares. Plantas e luminárias que lembram sacos de café, entre outros detalhes da decoração que passam por livros e rádios antigos, dão um clima acolhedor. O ambiente, apesar de reservado, não é um salão fechado, o que destaca a circulação de ar. Assim, o Café Cultura consegue manter a loja aconchegante e confortável enquanto cumpre as regras da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba.

Outra ótima opção é o take away: pode-se comprar no local e levar para consumir em casa, no trabalho ou onde o cliente preferir. Além de embalagens próprias para viagem, um destaque é o copo de café to go, desenhado para manter a bebida aquecida e ser degustada no caminho.

Divulgação

Cardápio

Estrela da franquia, o café pode ser servido no Café Cultura de diferentes maneiras. French Press é um método clássico e prático que preserva os óleos naturais do café, mantendo-o com consistência mais densa. O Pour Over permite maior controle do fluxo de água sobre o filtro de papel e porta-filtro. O Café Passado é o típico coado, de grãos selecionados, servido em uma térmica. E o Chemex é semelhante ao Pour Over, mas com filtro mais espesso, concedendo uma saturação prolongada.

O tradicional Espresso também é uma pedida da rede, seja puro, com leite ou até o macchiato, que pode também ser servido em um copo casquinha. Outras escolhas especiais passam pelo Cappuccino Italiano, Café Nutella e Chocolate Quente. Chás quentes e frios, smoothies, sucos e drinks completam as opções de bebidas. Para comer, o cardápio comtempla qualquer hora do dia. Do pão da manhã, passando por misto-quente, croissants e bolos simples, há ovos mexidos, Paninis (os sanduíches abertos), até sopas, saladas e bowls. Já os brunches são combinados com diversas pedidas: o Café Brasileiro, por exemplo, tem porção de pão de queijo, misto-quente, bolinho, salada de frutas, café e suco de laranja. Brownies e tortas, como a de Maçã com amêndoas e sorvete ou a de Chocolate cremoso sem glúten, são ideais para sobremesas.

O Café Cultura foi instalado no andar térreo do ParkShoppingBarigüi (Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 600), no bairro Ecoville. O funcionamento da loja segue decretos da Prefeitura – no momento, abrindo de segunda-feira a sábado, das 11h às 22h. Mais informações no site www.cafeculturabrasil.com.

Governo investe R$ 700 mil em vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela UFPR

O Brasil pode ganhar uma nova vacina contra a Covid-19 integralmente desenvolvida no Paraná. O Governo do Estado formalizou nesta quinta-feira (22) o apoio financeiro para o desenvolvimento da vacina da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O investimento inicial será de R$ 700 mil por meio da Unidade Gestora do Fundo Paraná (UGF), vinculada à Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). 

O imunizante, que ainda está em fase de testes, apontou a produção de anticorpos comparáveis e até superiores aos reportados pela vacina AstraZeneca/Oxford, em estudos na fase pré-clínica. Os resultados do projeto devem contribuir com uma alternativa economicamente viável para a produção de uma vacina segura e sem a necessidade de manipulação do vírus. 

Os pesquisadores da UFPR usaram um polímero bacteriano chamado polidroxibutirato (PHB), que utiliza a proteína spike da Covid-19, responsável por ligar o coronavírus à células humanas e de outros mamíferos. As partículas do PHB são recobertas com a proteína do Sars-CoV-2, induzindo o organismo a uma forte resposta imune. Esse fato já foi demonstrado em camundongos.

“Além das duas vacinas novas anunciadas no início de março, o Brasil tem cerca de outras 10 em fase de pesquisa e a da UFPR é uma das que está em estágio mais avançado”, afirma o reitor da universidade, Ricardo Marcelo Fonseca. 

Divulgação UFPR

Micropartículas de PHB com antígenos superficiais já foram utilizadas com sucesso para imunizar camundongos contra hepatite C e tuberculose. A vacina desenvolvida na universidade deve ser protocolada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a fase clínica em seis meses, solicitando a autorização para os testes em voluntários. O custo da dose, incluindo materiais e insumos, é calculado a um custo aproximado de R$ 10,00.

O professor da UFPR Emanuel Maltempi, doutor em Bioquímica e coordenador da pesquisa, explica que o polímero, quando combinado com a proteína S (utilizada pelo vírus para infectar a célula humana), induz a produção de anticorpos pelas células de defesa. A preparação vacinal será testada na forma nasal.

“Vamos realizar os testes da vacina injetada e também com aplicação nasal, para facilitar os ensaios clínicos. Essa nova plataforma tecnológica que desenvolvemos será um legado não só relacionado ao combate à Covid-19, como no desenvolvimento de outras vacinas paranaenses”, ressalta.

Para o superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, o apoio do Governo do Estado será fundamental no desenvolvimento da primeira vacina paranaense contra a Covid-19. “Esse investimento é um marco histórico na valorização da pesquisa científica produzida no Paraná. A UFPR foi contemplada em um edital nacional com recursos para produção de vacinas e os primeiros testes mostraram resultados promissores. Para a continuidade da segunda fase, são necessários novos investimentos”, destaca. 

Além de agilizar a segunda etapa de testagem, a parceria entre o Governo do Estado e a UFPR também vai proporcionar a contratação de novos bolsistas de pós-doutorado que atuarão na pesquisa. O edital para a seleção dos bolsistas será realizado pela Fundação Araucária.

Para o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, este apoio à ciência é fundamental para que a pesquisa tenha sucesso. “O Governo do Estado tem atuado incansavelmente em várias frentes no combate à pandemia. Como instituição de apoio à pesquisa e inovação não estamos medindo esforços, desde o início, no incentivo às ações de extensão e agora na pesquisa no enfrentamento a esta doença. É uma ação integrada que tem trazido excelentes resultados e estamos otimistas com o estudo feito pela UFPR”, afirma.

PRÓXIMA ETAPA 

Os próximos testes pretendem descobrir se os anticorpos produzidos pela imunização têm efeito neutralizante, isto é, se eles impedem que o vírus interaja com os receptores das células. 

“Digamos que uma pessoa tenha, no organismo, anticorpos com potencial para reconhecer o coronavírus. Se a pessoa for infectada e esses anticorpos reconhecerem rapidamente o coronavírus e se ligarem aos receptores do vírus antes que eles reconheçam os receptores das células do organismo, há o efeito neutralizante, pois provavelmente o vírus não conseguirá infectar células do trato respiratório”, explica o professor do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da UFPR e um dos responsáveis pelo estudo, Marcelo Müller dos Santos. 

Os pesquisadores acreditam que, pela quantidade de anticorpos presente no sangue imunizado, as chances de que tenham esse efeito neutralizante são altas. O projeto de investimento acontece em parceria com o Tecpar, que fornecerá recursos humanos e laboratórios durante o desenvolvimento do projeto, incluindo os testes pré-clínicos.

“É um passo importante para o Paraná e uma parceria fundamental entre UFPR, Seti e Tecpar. Nesse processo nós vamos avançar, não só na fase de testes clínicos, mas também nas etapas de produção e fornecimento ao Sistema Único de Saúde”, destaca o diretor-presidente do Tecpar, Jorge Callado.

RECURSOS 

Até o momento, a pesquisa recebeu aporte de aproximadamente R$ 230 mil pela Rede Vírus, do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), além de outros R$ 40 mil em recursos próprios da universidade. De acordo com o reitor da UFPR, os custos envolvidos podem chegar a R$ 30 milhões, considerando todas as fases dos testes pré-clínicos e clínicos, baseando-se em pesquisas já finalizadas e no material publicado sobre o assunto.

NOVAS PESQUISAS 

O Tecpar e a Seti anunciaram no dia 25 de março a criação de um grupo de trabalho para fortalecer a pesquisa e desenvolvimento de vacinas e medicamentos imunobiológicos no Paraná. O grupo é formado por pesquisadores do Tecpar, da Seti e de seis universidades estaduais do Paraná, todos com expertise na área.

O objetivo do grupo é analisar propostas e o desenvolvimento de ações na área de imunobiológicos (vacinas, soros e antígenos, entre outros) no âmbito do Tecpar. A medida é fundamental para ampliar a capacidade do desenvolvimento científico e tecnológico do Estado, já que o instituto tem sido procurado por diversas instituições internacionais para a realização de parcerias para este tipo de produção.