Pesquisadores identificam primeiro gato com coronavírus no Brasil

Não há evidências de que os animais domésticos, como gatos e cachorros, sejam uma forma de transmissão importante para pessoas

Pesquisadores identificaram o que deve ser o primeiro felino brasileiro oficialmente contaminado pelo Sars-CoV-2, vírus que causa a Covid-19 em humanos. A descoberta do felino com o vírus foi noticiada pelo jornal O Globo.

O fato não chega a ser surpreendente no universo do novo coronavírus. Já há relatos, em outras partes do mundo, de animais nos quais foi detectado o Sars-CoV-2.

Mas não fique preocupado. Não há evidências de que os animais domésticos, como gatos e cachorros, sejam uma forma de transmissão importante para pessoas.

São os humanos, ao que tudo indica, que contaminam os animais, segundo informações da FDA (agência de controle de drogas e alimentos, com função similar à da Anvisa) e do CDC (Centros de Controle de Doenças), ambos dos Estados Unidos.

Nos casos de Sars-CoV-2 detectado em animais domésticos, havia ocorrido contato próximo entre o bichinho e uma pessoa infectada pela Covid-19. O mesmo ocorreu no caso brasileiro, segundo reportagem do O Globo.

O gato brasileiro com Sars-CoV-2 – e sem sintomas -, é de Cuiabá, em Mato Grosso. Ele contraiu o vírus de seus donos, um casal e uma criança pequena, que foram contaminados em uma festa de família, em setembro. O casal ficou doente, mas a criança teve um quadro assintomático, segundo a reportagem.

Até o momento, segundo o CDC, já houve registro de infecção pelo Sars-CoV-2 em gatos e cachorros domésticos. Também há documentação de leões e tigres que foram contaminados pelo vírus no zoológico de Nova York, uma das cidades que foi mais afetada pela doença. Nesse caso, os animais foram testados após apresentarem sintomas de problemas respiratórios. Os bichanos se recuperaram bem.

O vírus foi ainda detectado em minques em fazendas na Holanda, Dinamarca, Espanha e Estados Unidos, segundo o CDC. A gata brasileira com Sars-CoV-2 é um caso ilustrativo dos cuidados necessários com os bichinhos de estimação durante a pandemia.

O ideal, segundo o CDC, é limitar as interações do seu animal de estimação com pessoas fora da sua casa. Deve-se manter os gatos dentro de casa, andar com cachorros distante de outras pessoas e evitar locais com aglomerações. Além disso, não se deve colocar máscaras nos bichinhos.

Por fim, se alguém da casa se contaminar, é necessário isolar a pessoas e afastar os bichinhos de estimação dela, da mesma forma como se faz com os outros presentes na residência.

Informações Banda B.

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Em 2030, 68% dos brasileiros poderão estar com excesso de peso

O ano de 2030 parece estar longe, mas uma projeção com dados alarmantes mostram como poderão estar os brasileiros daqui a oito anos: a prevalência de excesso de peso pode chegar a 68%, ou seja, sete em cada 10 pessoas, e a de obesidade a 26%, ou uma a cada quatro.

Os dados levantados são do estudo A Epidemia de Obesidade e as DCNT – Causas, custos e sobrecarga no SUS, realizado por uma equipe formada por 17 pesquisadores de diversas universidades do Brasil e uma do Chile. Os resultados do estudo podem ser acessados no por meio de endereço eletrônico.

O estudo, que foi financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), mostra que, no Brasil, a prevalência do excesso de peso aumentou de 42,6% em 2006 para 55,4% em 2019. Já a obesidade saltou de 11,8% para 20,3% no mesmo período.

Os dados revelam que o risco associado de diversas Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) é o mais preocupante e pode levar a consequências impactantes para o Sistema Único de Saúde (SUS). O acúmulo excessivo de gordura corporal está associado com o aumento no risco de mais de 30 DCNT, em maior ou menor grau.

As DCNT são causadas por diversos fatores de risco, podem ficar um longo período ocultas e afetam pessoas por muitos anos, podendo resultar em incapacidades funcionais. As doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas, as neoplasias (cânceres) e a diabetes mellitus são exemplos de DCNT.

Na opinião do coordenador do estudo, professor e pesquisador da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Leandro Rezende, as causas populacionais podem ser o motivo para incentivar  o controle do sobrepeso e da obesidade.

“O excesso de peso e obesidade vêm aumentando no mundo não por causas individuais, as causas populacionais da obesidade que vêm mudando. A gente define como causa populacional um conjunto de mudanças especialmente no sistema alimentar que foram ocorrendo a partir da década de 1970, 1980 e que notavelmente a partir de mudanças da legislação, mudanças nas leis agrícolas, mudanças na legislação quanto ao marketing e ao processamento dos alimentos. São essas questões que foram mudando e que tornaram o problema do excesso de peso e obesidade em uma epidemia”.

As causas do excesso de peso e da obesidade devem ser combatidas no âmbito populacional ao invés do âmbito individual, para que sejam pensadas em estratégias de prevenção mais assertivas, ressaltou o professor.

“Continuar focando no problema do excesso de peso e de obesidade, assim como para outros fatores de risco, como por exemplo, o tabagismo. Olhamos para o tabagismo como fenômenos populacionais e propomos estratégias de prevenção. Conseguimos sair de uma prevalência de 30%, 40% de tabagistas no Brasil para hoje menos de 10% . Notavelmente por conta das políticas públicas que foram feitas para que pudessem combater o cigarro como fenômeno populacional e não como escolha individual [como falta de vontade das pessoas pararem de fumar]”.

Políticas públicas

Uma das estratégias sugeridas no estudo são a adoção de  políticas públicas e de ações voltadas à redução do consumo de alimentos ultraprocessados. A tributação desses tipos de alimentos, informação nutricional mais clara e simples no rótulo, restrição para marketing e publicidade desses produtos são exemplos dessas ações de âmbitos social e coletivo.

Um exemplo é a campanha Tributo Saudável, que tem como causa aumentar o tributo de bebidas açucaradas para desestimular o consumo, ao mesmo tempo que traz impactos positivos para a economia.

No Plano de Ações Estratégicas para enfrentamento das DCNT no Brasil (2021-2030), o Ministério da Saúde estipulou a meta de deter o crescimento da obesidade em adultos no país até 2030.

Custo e sobrecarga no SUS

Estar com sobrepeso e obesidade não custa caro somente para a saúde do indivíduo, também para a saúde coletiva. O custo e a sobrecarga para o SUS também aumentou: somente em 2019 o gasto direto com DCNTs no país atingiu R$ 6,8 bilhões. O grupo de pesquisadores do estudo estimou que 22% desse valor (R$ 1,5 bilhão) podem ser atribuídos ao excesso de peso e à obesidade, com custos um pouco mais elevados em mulheres (R$ 762 milhões) do que nos homens (R$ 730 milhões).

O levantamento mostrou que, além dos custos, foram 128,71 mil mortes, 495,99 mil hospitalizações e 31,72 milhões procedimentos ambulatoriais realizados pelo SUS, atribuíveis ao excesso de peso e obesidade..

Guia Alimentar

Na visão dos pesquisadores, o Guia Alimentar para a População Brasileira também constitui uma das estratégias para implementação da diretriz de promoção da alimentação adequada e saudável que integra a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN).

Os guias alimentares contribuem para a melhora dos padrões de alimentação e nutrição e para a promoção da saúde das populações, já que os hábitos alimentares e as condições de saúde se modificam ao longo do tempo.

Recomendações Guia Alimentar

» Base da alimentação: alimentos in natura ou minimamente processados, variados e predominantemente de origem vegetal;
» Utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar;
» Limitar o consumo de alimentos processados (conservas, compotas, queijos, pães);
» Evitar o consumo de ultraprocessados;
» Comer com regularidade e atenção;
» Fazer compras em feiras e mercados que ofertem variedades de alimentos in natura e minimamente processados;
» Desenvolver, exercitar e partilhar habilidades culinárias, principalmente, com crianças e jovens;
» Planejar a alimentação: da compra e organização dos alimentos até a definição do cardápio e a divisão das tarefas domésticas relacionadas ao preparo das refeições;
» Preferir comer, quando fora de casa, em locais que sirvam refeições frescas (restaurantes de comida caseira ou a quilo);
» Ser crítico quanto à publicidade de alimentos, que tem como único objetivo o aumento da venda de produtos.

Curitiba divulga novo cronograma de vacinação das crianças contra a covid-19

Com a chega de nova remessa de imunizantes pediátricos, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba amplia a vacinação contra a covid-19 para as crianças. Confira o cronograma para os próximos dias.

A vacinação das crianças seguirá de forma escalonada por data de nascimento. Entre quarta (26/1) e sexta-feira (28/1) poderão receber a primeira aplicação as crianças nascidas nos anos de 2012, 2013 e 2014 (veja o cronograma abaixo).

O atendimento para as crianças seguirá em dez Unidades de Saúde exclusivas, das 8 às 17 horas. Confira os endereços no site Imuniza Já na aba “Locais de vacinação”. 

Também poderão receber a primeira aplicação as crianças que já foram convocadas e não puderam comparecer na data. 

A ampliação para demais faixas etárias depende da avaliação de estoque ou da chegada de nova remessa de imunizantes pediátricos.

Orientação para a vacinação

A SMS orienta para que os responsáveis façam o cadastro prévio da criança no Aplicativo Saúde Já, essa ação agiliza o fluxo da vacinação. Crianças acompanhadas pelo SUS de Curitiba já estão cadastradas. 

No dia da vacinação é necessário que a criança esteja acompanhada de um familiar ou responsável para a assinatura do termo de consentimento.

Também deverá ser apresentado documento de identificação e CPF da criança, documento de identificação com foto e comprovante de residência em nome do responsável pela criança. 

As orientações detalhadas e a relação das comorbidades pode ser conferida no “Pequeno Manual para vacinação das crianças de 5 a 11 anos em Curitiba”.

Crianças acamadas

Equipes de vacinadores continuam fazendo em paralelo a vacinação das crianças acamadas, mediante agendamento. As crianças acamadas em leitos atendidas pelo SUS Curitibano terão sua dose agendada a partir de um contato telefônico das equipes da SMS. 

Aquelas que são atendidas pela rede privada devem fazer o cadastro, disponível desde o dia 13 de janeiro, via Aplicativo Saúde Já Curitiba – é necessário atualizar a versão do aplicativo nas lojas virtuais para plataformas Android ou iOS – ou pelo site.

Após baixar a atualização nas lojas de aplicativos para Android ou iOS – ou pelo site, escolhendo a opção “Paciente Acamado”.  

Recomendações

A vacina contra a covid-19 para crianças não deve ser aplicada de forma simultânea com imunizantes para outras doenças, a recomendação é de que seja dado um intervalo de 15 dias.

Crianças que testaram positivo para a doença também devem aguardar os intervalos para receber o imunizante, que nesse caso é de 30 dias após a data de início dos sintomas.

A vacinação das crianças com 5 anos e das imunossuprimidas de qualquer idade deve ser feita exclusivamente com o imunizante pediátrico da Pfizer, conforme recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa.

Após a liberação da Anvisa, o Ministério da Saúde incluiu na última sexta-feira (21/1) a Coronavac na campanha de vacinação contra a Covid-19 para a faixa etária de 6 a 17 anos

Cronograma de vacinação das crianças

•    26/1 (quarta-feira) – Todas as crianças nascidas em 2012;
•    27/1 (quinta-feira) – Todas as crianças nascidas em 2013;
•    28/1 (Sexta-feira) – Todas as crianças nascidas em 2014.