A recente aprovação de uma lei em Israel, que estabelece a pena de morte para palestinos condenados por crimes terroristas, gerou forte repercussão internacional. O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, classificou a legislação como uma violação do direito internacional e advertiu que sua aplicação poderia ser considerada um crime de guerra.
Discriminação Legal
A lei, aprovada no dia 30 de março, prevê a execução por enforcamento como pena padrão para palestinos, sem aplicar a mesma medida a israelenses acusados dos mesmos crimes. “Essas medidas consolidam uma justiça discriminatória e unilateral. Todos os perpetradores devem ser responsabilizados”, destacou Turk, chamando Israel a revogar a norma.
As sentenças devem ser executadas em até 90 dias, sem possibilidade de indulto, o que gera preocupações sobre a conformidade com o direito humanitário internacional.
Críticas da Comunidade Internacional
A nova legislação enfrenta críticas inclusive entre aliados de Israel. O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou que a lei representa uma forma assimétrica de justiça que ameaça a igualdade perante a lei. A Alemanha também expressou preocupação, destacando a impossibilidade de apoio à nova medida.
Defesa do Governo Israeli
Em contrapartida, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, afirmou que a legislação é um passo histórico na luta contra o terrorismo. Ele garantiu que a lei inclui um rigoroso processo judicial para proteger inocentes e manter a justiça.
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