Pazuello é transferido para Secretaria Geral do Exército

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello foi transferido para a Secretaria-Geral do Exército. Com isso, o general deixou de estar ligado (adido, no termo militar) à 12ª Região Militar, em Manaus (AM). A mudança foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (23). O segundo no comando da Saúde durante a gestão de Pazuello, coronel Elcio Franco, também ganhou novo cargo em Brasília como novo assessor especial da Casa Civil da Presidência.

Alvo de inquérito e na mira da CPI da Covid, a realocação de Pazuello para a Secretaria-Geral do Exército é, contudo, temporária. Assim como Franco, o ex-ministro deve receber uma vaga no Palácio do Planalto nos próximos dias. Um dos postos cogitados é a chefia da Secretaria Especial de Modernização do Estado.

Eduardo Pazuello foi o terceiro ministro da Saúde do governo de Jair Bolsonaro. Ele ficou no cargo entre maio de 2020 a março deste ano. Sua gestão foi marcada principalmente pelo atraso na negociação das vacinas. O militar deixou o ministério pressionado por críticas à sua atuação durante a pandemia da covid-19. Em seu lugar, assumiu o cardiologista Marcelo Queiroga

O ex-ministro é investigado por possível omissão no colapso da saúde com a falta de oxigênio medicinal em Manaus no início do ano. Depois de sair do ministério e perder o foro privilegiado, o inquérito foi enviado à primeira instância da Justiça Federal de Brasília, por decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, na semana passada, o Ministério Público Federal apresentou ação de improbidade administrativa contra Pazuello e secretários do Ministério da Saúde pelo ocorrido em Manaus.

Motivo de preocupação para o governo, a CPI da Covid deve ouvir Pazuello e também seus auxiliares. O colegiado será instalado no próximo dia 27 e deve apurar as ações e omissões do governo federal no combate ao novo coronavírus, além dos repasses da União aos Estados e municípios.

Em entrevista à Veja divulgada ontem, o ex-secretária especial de Comunicação Social Fábio Wajngarten afirmou que houve “incompetência” e “ineficiência” do Ministério da Saúde nas negociações com a farmacêutica Pfizer. Ele negou estar acusando diretamente Pazuello, mas sim toda a equipe que “gerenciava o Ministério da Saúde nesse período”.

O coronel Elcio Franco foi nomeado nesta sexta-feira para o cargo de assessor especial da Casa Civil, pasta chefiada por Luiz Eduardo Ramos. Antes, Franco exerceu a função de secretário executivo do Ministério da Saúde durante a gestão de Eduardo Pazuello. Segundo no comando da pasta, Franco deixou o cargo após Marcelo Queiroga assumir a chefia do órgão.

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Bolsonaro nomeia Cida Borghetti para o Conselho de Administração de Itaipu

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), nomeou a ex-governadora do Paraná, Cida Borghetti, para o Conselho de Administração da Itaipu Binacional. Cida substitui o ex-deputado federal Carlos Marum. Os atos foram publicados no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (6).

Cida Borghetti foi um das principais articuladoras da execução da nova ponte ligando o Brasil ao Paraguai que está sendo construída com recursos de Itaipu.

Em 2018, a então governadora se reuniu com o presidente Michel Temer em Brasília, foi a Assunção para tratar do tema com o presidente paraguaio, Mario Abdo, e também se encontrou com as diretorias brasileiras e paraguaias da Usina.

Em dezembro daquele ano, Cida Borghetti participou da cerimônia de assinatura do convênio entre os países para a construção da ponte, uma demanda histórica da região.

EX-GOVERNADORES – Cida Borghetti administrou um orçamento de cerca de R$ 50 bilhões, liberou recursos para todos os municípios e marcou o Paraná com uma gestão eficiente e municipalista. Com a indicação do presidente da República, Cida intregará o Conselho que já teve entre seus membros os ex-governadores José Richa, Orlando Pessuti e Ney Braga. Ney Braga, inclusive, foi diretor-geral da Usina.

O Conselho de Administração da Itaipu Binacional é composto por 12 conselheiros, seis brasileiros e seis paraguaios. Além deles, há dois representantes dos Ministérios das Relações Exteriores, um de cada país. Os 14 reúnem-se a cada dois meses ou em convocação extraordinária. As atribuições e competências do Conselho de Administração são descritas no Anexo A do Tratado de Itaipu e no Regimento Interno da binacional.

CPI da Covid abre sessão para ouvir o ex-ministro Nelson Teich

A CPI da Covid abriu pouco depois das 10h desta quarta-feira (5), a sessão em que ouvirá o segundo ministro da Saúde do governo Bolsonaro, Nelson Teich, que ficou menos de um mês no cargo, entre abril e maio do ano passado.

Na abertura dos trabalhos, os senadores fizeram um minuto de silêncio em homenagem às mais de 410 mil pessoas mortas em decorrência da covid-19, com destaque para o ator e humorista Paulo Gustavo, que morreu na noite de ontem por complicações da doença. Teich começo a depor por volta das 10h40.

Sucessor de Luiz Henrique Mandetta no comando da Saúde, Nelson Teich saiu da pasta pressionado a ampliar o uso da cloroquina contra a covid-19, que à época já tinha causado quase 15 mil mortes no País.

A participação mais expressiva de militares na gestão da pandemia começou a se consolidar durante os poucos dias que Teich passou à frente do ministério – uma forma de o governo tutelar os passos do oncologista. Foi nesse período que o general Eduardo Pazuello foi nomeado como secretário executivo do Ministério da Saúde, ficando a um passo de se tornar o titular da pasta.