Parques Estaduais da RMC reabrem para visitação

 A visitação nas Unidades de Conservação (UCs) do Paraná na Região Metropolitana de Curitiba reabrem neste final de semana (09 e 10) com normas que precisam ser seguidas diante da pandemia do Covid-19.

A medida está prevista na Portaria nº 06/2021, do Instituto Água e Terra (IAT), que define regras para o retorno da visitação nos Parques Estaduais Serra da Baitaca, Pico Paraná e Pico do Marumbi.

As três UCs fecham apenas às terças-feiras para manutenção. São permitidas atividades individuais, como caminhada, corrida e exercícios. Apenas o Caminho do Itupava, situado no Parque Estadual Serra da Baitaca, permanece fechado por conta das intensas chuvas das duas últimas semanas, que causaram a queda de árvores. O espaço está sendo vistoriado e recebendo manutenção para a reabertura.

Para orientar os visitantes, o IAT produziu um informativo com especificidades a cada Unidade (confira aqui). O IAT é um órgão vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest).

A visitação das Unidades de Conservação estava suspensa pela Portaria 269/2020, devido, principalmente, à pandemia do Covid-19 e a crise hídrica, que pode provocar focos de incêndio com o clima seco.

“Com as chuvas que tivemos no Paraná nos últimos meses, é possível reabrir as Unidades de Conservação, mas os cuidados para evitar a contaminação pelo novo coronavírus não devem ser esquecidos”, afirmou o secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes.

Ele lembra, ainda, que as Unidades de Conservação são atrativos naturais do Paraná bastante, procurados por turistas. “O turismo que vai crescer no Brasil, por conta da pandemia, é o turismo de natureza e o Paraná tem muitos atrativos que podem ser explorados para esse fim”, disse.

 A Portaria estabelece que em todas as Unidades o visitante deve realizar o cadastro de visitação. Além disso, não é permitida a entrada de pessoas sem passar pela portaria oficial. O horário de funcionamento das portarias é das 8:00 da às 17:00. Para atividades fora desse horário, é preciso ligar e verificar a disponibilidade de entrada.

CUIDADOS – A Portaria 06/2021 determina que sejam adotados todos os procedimentos descritos pela Portaria IAT nº 223/2020, a respeito das medidas de segurança e saúde pública, relativos a pandemia de COVID-19.

“Assim como em outras Unidades de Conservação do Estado, esses três parques estaduais reabrem agora com regras a serem cumpridas tanto pelas administrações quanto pelos visitantes”, destacou o diretor de Patrimônio Natural do IAT, Rafael Andreguetto.

 É obrigatório o uso de máscara, o distanciamento social, a disponibilização de álcool em gel e a medição da temperatura dos visitantes na entrada dos Parques Estaduais, além de outras medidas de prevenção ao vírus.

 Para evitar aglomerações, estão proibidos acampamentos, práticas esportivas coletivas e eventos dentro das Unidades de Conservação do Estado. A capacidade de visitação também foi reduzida em 50%. A orientação é ligar antes para certificar-se da capacidade ou até mesmo agendar a presença.

INFRAÇÃO – Não seguir as determinações impostas pelo órgão ambiental acarreta em infração ambiental prevista no Decreto Federal nº 6.514/08, que dispõe sobre as infrações e sansões administrativas ao meio ambiente.

 ENTRADAS – No Parque Estadual Pico do Paraná, são permitidas 200 pessoas simultaneamente nas trilhas e o visitante só pode entrar conforme disponibilidade de vagas. O visitante deve entrar pela base do IAT, ou seja, pelo trailer.

O Parque Estadual Pico do Marumbi abriga três atrativos: Pico Marumbi, Salto dos Macacos e Morro do Canal. A capacidade de visitação é de 100 pessoas por dia para cada atrativo. O visitante deve entrar pelas bases do IAT (Base Prainhas ou Base Marumbi). Para o acesso às trilhas do Morro do Canal, o acesso deve ser feito pela propriedade particular Morro do Canal.

Já no Parque Estadual Serra da Baitaca, o visitante deve entrar pelo trailer, a base do IAT. O Parque abriga o Caminho do Itupava, com capacidade de 314 pessoas por dia para visitação; o Anhangava, com capacidade de 166 pessoas por dia; e o Pão de Loth, também com capacidade para 166 pessoas por dia.

Aos sábados, domingos e feriados, uma vez que seja feito o cadastro de visitação e a entrada do visitante esteja dentro da capacidade de carga definida para a trilha escolhida, o visitante deve receber uma pulseira de identificação. A pulseira deve ser colocada em local visível e ser carregada durante todo o tempo no interior da Unidade de Conservação.

Confira a Portaria 06/2021

Confira o Informativo da Serra da baitaca

Telefones das Unidades de Conservação:

– Parque Estadual Pico do Paraná: (41) 3213-3855

– Parque Estadual Serra da Baitaca: (41) 3213-3407, (41) 3213-3819 ou (41) 3554-1531

– Parque Estadual Pico do Marumbi: (41) 3432-0019.

Informações AEN.

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Deputados aprovam projeto que pode reduzir em até 20% o preço do gás de cozinha no Paraná

A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou na sessão plenária desta segunda-feira (7) a proposta que pode reduzir o preço do gás de cozinha em até 20%. O projeto de lei 188/2021, assinado pelos deputados Ademar Traiano (PSDB), Delegado Francischini (PSL) e Hussein Bakri (PSD), que permite ao consumidor efetuar a compra do gás de cozinha de qualquer marca, independente daquela estampada no botijão, passou em primeiro turno de votação.

O texto estabelece que, em todo o estado do Paraná, o titular da marca inscrita em vasilhame ou embalagem reutilizável, não poderá impedir a livre circulação do produto ou reutilização do recipiente, ainda que por empresa concorrente, ou criar, por meio de marca, vínculo artificial com o consumidor de maneira a impedir a plena liberdade de adquirir produto de sua escolha.

Os autores destacam na justificativa da proposta que hoje, no país, existem aproximadamente 150 milhões de botijões de posse das revendedoras ou dos consumidores, e que mesmo que cidadão possua o botijão, este não pode enchê-lo, por exemplo, na empresa que tenha o menor preço, pois as maiores distribuidoras se protegem através da marca estampada no botijão, dificultando a entrada de novas empresas distribuidoras no mercado e consequentemente, diminuindo a livre concorrência, a qual poderia promover a redução do preço do botijão e do GLP para a população.

O objetivo do projeto, segundo os autores é permitir a opção de escolha do consumidor pela marca mais barata e não obrigar a adquirir o produto da marca estampada do botijão, que poderá ser mais caro. Ainda segundo a matéria, a medida poderá promover uma redução entre 15 e 20% no preço final ao consumidor.

“Com esse projeto estamos democratizando o atendimento daqueles que precisam de um bujão de gás, que hoje está concentrado na mão de poucas empresas credenciadas. Queremos oportunizar a possibilidade de que outras pequenas empresas possam fazer essa distribuição e atender aos consumidores”, afirmou Traiano. “É uma proteção ao consumidor. Vai ter uma repercussão enorme no preço na ponta a partir do momento que vamos estimular a concorrência e o proprietário do botijão puder escolher onde trocar”, reforçou Francischini. “A medida também é importante para conter o aumento descontrolado dos preços de produtos essenciais aos paranaenses em meio à pandemia”, concluiu Bakri.

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Trem que opera na serra do Mar ganha vagões especiais e de luxo

Ao viajar de trem, muitos turistas preferem entrar na história. Mas há os que preferem viajar em vagões mais novos ou temáticos. Para esses, a rota ferroviária entre Curitiba e Morretes, na serra do Mar paranaense, é uma boa opção a ser considerada, por atender os mais variados gostos – e bolsos.

A rota oferece os carros de passageiros convencionais, mas também vagões temáticos e até mesmo específicos para viagens com pets.

Os mais recentes a entrar em funcionamento são o carro desenvolvido para as viagens com animais de estimação e o que homenageia Ildefonso Pereira Correia (1849-1894), o Barão do Serro Azul, que foi o maior produtor de erva-mate do mundo e que foi morto durante a Revolução Federalista na ferrovia Paranaguá – Curitiba. Ambos são qualificados como “vagões boutique”.

O “carro do Barão”, como passou a ser chamado, tem uma varanda panorâmica de seis metros quadrados, em que é possível ao visitante sentir a natureza paranaense ainda mais de perto. Por suas características, é o último vagão da composição e também abriga menos passageiros que os carros convencionais: apenas 32.

Fabricado originalmente em 1954, o carro foi comprado pela Serra Verde Express, empresa que administra a rota ferroviária, num leilão em Vitória (ES). A reforma e transformação em vagão panorâmico custou R$ 530 mil.

Outro carro especial é o Imperial, com mesas de madeira (quadradas e redondas) que comportam quatro pessoas. Produzido com decoração refinada, foi inspirado nos anos 30, mais especificamente nos vagões-restaurante daquela década.

O Bove é o vagão destinado aos pets. Tem janelas panorâmicas e uma varanda central que acomoda até quatro pessoas.

O projeto envolveu o desenvolvimento de uma estrutura que permite que os animais fiquem fora das caixas de transporte na viagem, além de terem poltronas exclusivas. O vagão comporta 28 pessoas e possui 8 poltronas pets. Os animais de pequeno e médio portes podem viajar no colo dos passageiros e têm circulação livre pelo vagão, além de serviço de bordo, com um kit lanche especial.

O desenvolvimento desse carro, cujos assentos têm tecido impermeável, custou R$ 205 mil. Além desses, há os carros de primeira classe batizados de Foz do Iguaçu, Copacabana (ambos com estilo neoclássico) e Curitiba, com símbolos que remetem à capital do Paraná.

São litorinas (automotrizes, que operam com um carro somente) e, por terem ar condicionado e janelas fechadas, não têm sido utilizadas em tempos de pandemia.

Os bilhetes custam a partir de R$ 135 (carros convencionais). Os chamados carros boutique têm passagens a partir de R$ 240, enquanto na litorina custam R$ 270. O trem opera de sexta-feira a domingo.

Há, ainda, vagões das categorias standard (ar condicionado e poltronas estofadas), turística (assento duplo) e econômico.

Além da rota ferroviária entre Curitiba e Morretes, há outra ligando Morretes a Antonina, esta operada pela ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária) e que busca na restauração de seus carros de passageiros deixá-los exatamente como eram no passado. A composição é tracionada por uma locomotiva fabricada em 1884.


Curitiba a Morretes (PR)
Duração: quatro horas e 15 minutos
Trecho percorrido: 70 km
Preços: a partir de R$ 135
Atrações: trecho de mata atlântica e cachoeiras

Informações Banda B