Paranaenses que testaram positivo para coronavírus falam da experiência

Mesmo com a atenção do mundo voltada para os casos do novo coronavírus, a maior parte dos diagnósticos para a Covid-19 não evolui para os quadros mais graves da doença. Relatos de paranaenses que testaram positivo para o vírus, com testes confirmados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen), mostram como os sintomas podem variar para cada paciente.

Para o casal Ana Caroline Rafagnin Rodrigues e Hassan Soueid, os dois com 30 anos, os sintomas da Covid-19 foram leves. Moradores de Foz do Iguaçu, no Oeste do Estado, eles estiveram em São Paulo no início de março, onde desconfiam ter pego a doença.

Depois que dois amigos com quem tiveram contato terem sido diagnosticados, eles também resolveram fazer o exame, mesmo tendo sintomas leves por poucos dias. “Tanto para mim como para meu marido foi bem tranquilo, foram sintomas de uma gripe leve, com uma febre à noite, dor de garganta no dia seguinte e um pouco de tosse”, conta Ana.

Após procurarem um hospital particular e com a confirmação do teste, os dois foram orientados a ficar em isolamento domiciliar. Diariamente, profissionais da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde e da Secretaria da Saúde de Foz do Iguaçu entravam em contato com eles para confirmar a evolução dos sintomas.

“Todos os dias eles perguntavam sobre nossos sintomas, se estávamos em casa e se tivemos contato com outras pessoas. Na quarta-feira passada nos ligaram para dizer que já poderíamos sair do isolamento domiciliar e ainda hoje mantêm contato”, conta Ana.

“Mantemos o isolamento social, que é a melhor forma de combater a doença, mas já podemos sair para ir ao mercado ou a farmácia, o que não fazíamos anteriormente”, explica.

PRIMEIROS CASOS – O engenheiro José Mario Moraes e Silva e a esposa Sandra Mara Moraes e Silva, ambos com 62 anos, estão entre os primeiros paranaenses que testaram positivo para o coronavírus.

A evolução dos sintomas fez com que o casal de Curitiba ficasse internado por seis dias. Mas agora, passadas mais de duas semanas desde o resultado positivo no exame, eles voltam, aos poucos, a respirar aliviados.

Os dois fizeram um cruzeiro pela Europa no início de março, com duas passagens pela Itália. A volta coincidiu com o primeiro dia de quarentena no País, em 9 de março. Já na primeira noite no Brasil, Sandra teve febre e resolveu procurar por um médico para fazer o teste para a Covid-19. Mesmo assintomático, José também fez o exame, mas os sintomas chegaram ainda antes do resultado.

“Mantivemos a viagem porque a recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) era, até então, que ninguém voasse para a China, mas ainda não havia receio quanto aos outros países”, conta José. “No navio, nossa temperatura era medida o tempo todo e tomamos todos os cuidados na volta, chegamos em casa já decididos pelo isolamento”, afirma. 

O que começou com uma febre, evoluiu para outros sintomas, como dor de cabeça, dificuldades para comer e sudorese. “Era uma série de sintomas que, isolados, não eram muito fortes, mas todos juntos eram horríveis. Nós dois tivemos um quadro parecido, inclusive sem dificuldades respiratórias, mas quando desmaiamos em casa por causa da desidratação, achamos melhor buscar por um internamento”, diz.

MONITORADOS – No hospital particular, eles ficaram isolados e foram monitorados 24 horas por dia. Em casa, as condições de saúde dos dois era acompanhada de forma remota por profissionais das secretarias da Saúde de Campo Largo e Curitiba, já que o exame de Sandra foi direcionado para a cidade da Região Metropolitana, e do Estado.

Vinte dias desde que os primeiros sintomas se manifestarem, os dois estão de alta, mas continuam em isolamento social. José está fazendo home office e diz que ainda não sairá de casa pelos próximos dias. “O isolamento é um esforço que todos devem fazer em nome de um bem comum”, afirma o engenheiro.

“O pior da Covid-19 é que uma doença que ninguém pode chegar perto, apenas profissionais devidamente paramentados. Neste tempo todo, ficamos longe de nossas mães, filhos e netos. Vamos aguardar esse momento passar para podermos nos reunir novamente”, completa.

Sabores do Sertão: hambúrguer com chimichurri leva primeiro lugar em Foz do IguaçuSabores do Sertão: hambúrguer com chimichurri leva primeiro lugar em Foz do Iguaçu

Um hambúrguer com chimichurri, que conta um pedaço da história de Foz do Iguaçu, foi o prato vencedor do Concurso Gastronômico Sabores do Sertão. A ação faz parte da 30ª edição do Rally dos Sertões e tem como objetivo valorizar a história e as tradições das cidades por onde a competição vai passar. No total, serão 14 municípios, do Sul ao Norte do Brasil, contemplando os mais diversos biomas e ecossistemas do País.

Na etapa de Foz do Iguaçu, cidade que sediará a largada do Rally, foram 12 pratos inscritos, sendo que todos deveriam conter pelo menos um dos três ingredientes propostos pela organização: molho chimichurri, carne de cordeiro ou mandioca; podendo ser utilizados em pratos doces ou salgados. Depois de divulgadas as opções, o público pôde eleger os melhores em uma votação online, que somou mais de 800 votos.

Felipe Benvenuto, proprietário da Mamute Burgers, que levou o prêmio, explica que o prato vencedor é uma releitura do primeiro hambúrguer servido pela empresa, há sete anos. Por isso, ele foi batizado de “El Primero”. Na receita, além do molho chimichurri, o sanduíche leva maionese de alho confit, pão tradicional, hambúrguer de 160g, bacon em fatias e queijo muçarela. Uma junção que remonta a história da cidade e, também, do estabelecimento, que foi o primeiro food truck de Foz do Iguaçu.

“Nós fizemos uma campanha muito grande para convidar os clientes a votarem. Fizemos muitos posts nas redes sociais, enfatizamos o nosso prato e demos muito destaque para a receita e para a história dela. Estamos com a sensação de dever cumprido. É um concurso grande, feito com duas grandes instituições como o Sebrae e o Rally, e o resultado vai impulsionar ainda mais a nossa empresa”, enfatizou Felipe.

Como parte da premiação, a Mamute Burgers recebeu troféu e um selo de reconhecimento, além de um espaço em um guia especial de comemoração dos 50 anos do Sebrae, com veiculação nacional.

“É mais uma forma de valorizarmos as nossas raízes e mostrarmos os sabores das mais diversas regiões do País. Estamos felizes por realizar um concurso dessa magnitude em Foz do Iguaçu, pois sabemos que a ação movimentou a economia local e incentivou os empreendedores a pensarem de forma inovadora para atingirem o desafio”, celebra o gerente da Regional Oeste do Sebrae Paraná, Augusto Stein.

Finalistas

Além da Mamute Burgers, outras duas empresas de Foz do Iguaçu também garantiram o lugar no pódio: o restaurante Dom Liro, em segundo lugar; e a Oficina do Sorvete, em terceiro. No restaurante, os clientes puderam experimentar o “Tropeiro do Iguaçu”, uma releitura do tradicional feijão tropeiro, com dois adicionais especiais: um filé regado com molho chimichurri e mandioca cozida.

“Todas as quintas-feiras, servimos o tropeiro no restaurante e, para o concurso, queríamos reforçar esse costume, mas trazendo uma novidade, que era a inclusão desses ingredientes. Foi um sucesso e já incluímos como uma opção fixa no cardápio”, explica Marcelo Chiappa, proprietário do Dom Liro.

Sobre o concurso, o empresário garante: o resultado deu grande visibilidade para a empresa e poderá fazer a diferença para os negócios.

“Temos o restaurante há cerca de três anos e há pouco tempo abrimos outra unidade, na região central. O concurso deu muita ênfase para a nossa empresa e tivemos a oportunidade de conquistar novos clientes. Foi uma oportunidade muito especial”, garante.

No terceiro lugar, a sobremesa moderna e conceitual da Oficina do Sorvete conquistou olhares e paladares. Batizado de “A lenda de Mani”, um prato composto por sorvete de mandioca com mel de guabiroba e tuile branca, que remete ao efeito das brumas das Cataratas do Iguaçu.

“Nossa filosofia está relacionada à valorização das nossas origens e na criação de novidades. Nós criamos pratos através da história e essa foi uma experiência muito linda porque a Oficina do Sorvete pôde mostrar mais, uma vez, que é uma empresa diferente, que acredita na inovação e está comprometida em levar novidades para os clientes”, enfatiza o representante da Oficina do Sorvete, Inácio Imperador.

Os dois pratos também receberão menções especiais no guia e todos os três finalistas continuarão oferecendo as opções do concurso até o dia 27, por preços acessíveis, entre R$ 20,00 e R$ 60,00. Programação que, segundo a organizadora do Rally dos Sertões, Leonora Guedes, envolve os empreendedores, especialmente os ligados aos pequenos negócios, e tem a parceria do Sebrae.

“Esse concurso é uma iniciativa muito importante que coloca o rally na programação das cidades antes mesmo de chegarmos no local com as nossas comitivas. Ficamos muito felizes por proporcionar isso em uma cidade como Foz do Iguaçu, que está sempre de portas abertas para receber turistas, visitantes e eventos”, afirma Leonora.

Sabores do Sertão 2022 – Estrela Sebrae 50+50 Em todo o Brasil, foram inscritos 167 restaurantes em 14 cidades. Em cada uma delas, foram propostos ingredientes típicos de cada local, como mandioca, em Foz do Iguaçu, carne seca em Campo Grande (MS), buriti em Balsas (MA) e açaí em Paragominas (PA), por exemplo. Durante todo o concurso, foram computados mais de 11 mil votos

Casa Eliseu Voronkoff reúne artes visuais e música na próxima sexta-feira

Carioca, nascida em 1961, Clara Luhm é uma adoradora das artes desde pequena. Pesquisa, estuda e experimenta muitas técnicas. A mãe estudou na faculdade de Belas Artes no Rio de Janeiro, com Poty Lazarotto, o que iniciou seu interesse pelas artes. Estudou com Andrade Lima (desenho e pintura); Fernando Calderari e Elvo Benito (gravura em metal, litogravura e xilogravura); Maria de Lourdes Zanelatto (aquarela e acrílico aquarelado); Ana Muller (aquarela); casa Alfredo Andersen (desenho).
Participou de exposições com obra premiada na Câmara Municipal de Curitiba, Casa Alfredo Andersen, ABO e Solar do Rosário, entre outros espaços.

A música ficará por conta do Grupo Vocal Curitibôcas, do qual Caita e Ana Paula Frazão, gestora da Casa Eliseu Voronkoff são integrantes. O grupo é formado por 16 participantes, que atuam em diferentes profissões. Sob a regência de Dirceu Saggin, o Curitibôcas, que estreou em 1998, tem seu repertório voltado para a Música Popular Brasileira e realiza um encontro de timbres variados e um diálogo musical, conferindo ao trabalho uma sonoridade única com esmero e acuidade das vozes. E já realizou inúmeros shows e apresentações, inclusive fora do país, tendo se apresentado na Argentina e em Portugal.

O evento será gratuito. A Casa Eliseu Voronkoff fica na Rua Julieta Vidal Ozório, 413 Centro Araucária.

Serviço:

Abertura da Exposição O Mundo em Cores e Luzes, de Caita Luhm, com a participação do Grupo Vocal Curitibôcas.

12 de agosto de 2022, 19h

Casa Eliseu Voronkoff – Rua Julieta Vidal Ozório, 413 Centro Araucária.

Evento Gratuito

Informações: 41 3031 5355 – 41 99850 6246