Paranaenses conquistam terceiro lugar na Olimpíada de Robótica

A equipe CDRS Robocep, formada por quatro alunos do 6º ano do Ensino Fundamental do Colégio Estadual do Paraná (CEP), ficou em terceiro lugar na Olimpíada Brasileira de Robótica, na categoria “Apresentação — Modelagem Virtual”. O resultado foi divulgado no sábado (14), após o encerramento das competições da fase nacional, que foram transmitidas pelo canal de YouTube da Olimpíada.

Os estudantes criaram um robô digital, totalmente autômato (toda a programação teve de ser feita previamente, não sendo possível controlá-lo na hora), para participar de uma simulação. Nela, o robô precisa concluir o desafio de percorrer um caminho, desviar de obstáculos e resgatar vítimas que estão presas.

Para a modalidade “Apresentação”, os alunos tiveram que gravar um vídeo explicativo, contando como foi todo o processo de criação, até a finalização do trabalho.

A competição ocorreu de maneira virtual pela primeira vez, devido à pandemia, por meio da plataforma de simulação Sbotics. A preparação dos estudantes contou com reuniões diárias realizadas pelo Google Meet e guiadas pelo professor Tony Groch, coordenador do laboratório de robótica do CEP.

“Não é só ensinar a programar; é ensinar tecnologia, matemática, engenharia e desenvolvimento interpessoal. São vertentes importantes para que o aluno desenvolva habilidades para toda a vida”, afirma o professor, que ensinou aos alunos uma nova linguagem de programação, a R-Educ. “Por causa das competições de que a gente participa, o trabalho em equipe é muito valorizado. Acaba aquela imagem estereotipada do nerd que não sabe se comunicar. Os alunos têm que aprender uns com os outros, trocar conhecimento entre si”, acrescenta.

Além da equipe CDRS Robocep (que competiu nas categorias “Apresentação” e “Simulação”), o CEP também classificou a equipe InfnitysUniverse Robotics — formada por alunos do Ensino Médio — para a etapa nacional na categoria “Simulação”.

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Inscrições para cursos técnicos do Ensino Médio encerram hoje (26)

Foi prorrogado o prazo para que estudantes da rede estadual do Paraná se inscrevam nas mais de 23 mil vagas de cursos técnicos do Ensino Médio. As inscrições podem ser feitas até o fim do dia desta quinta-feira (26) de forma online ou presencialmente nas secretarias das escolas.

São 57 opções de cursos, entre técnico subsequente (para alunos que já concluíram o Ensino Médio) e integrado (para estudantes que fazem o Médio e o técnico na mesma instituição da rede). Os cursos são gratuitos e estão disponíveis em todos os 32 Núcleos Regionais da Educação. As aulas começarão junto ao calendário escolar de 2021, em fevereiro.
A proposta dos cursos técnicos é contribuir para a rápida inserção do estudante no mercado de trabalho. Entre as opções de curso, estão técnico em administração, agropecuária, logística, secretariado, saúde bucal, química, enfermagem, cozinha, contabilidade, edificações, recursos humanos, entre outros.

Gabriele Borba, de 23 anos, trabalha em um laboratório da multinacional Tintas Renner, no setor de tintas automotivas. Em 2018, ela concluiu o cursou o técnico em Química no Colégio Estadual Professor Elysio Vianna, em Curitiba. “O técnico me abriu portas. Comecei para ver se gostava da área, e o curso acabou me ajudando a decidir pela graduação em Química e a passar na UTFPR [Universidade Tecnológica Federal do Paraná]”.

O bom desempenho foi decisivo para que a estudante ingressasse tão rapidamente no mercado de trabalho. “Ela foi uma aluna bem qualificada. Então, quando empresas entraram em contato conosco [equipe do colégio] pedindo indicações, recomendei a Gabriele”, explica o diretor Rafael Westphalen.
Sarah Carlotto, de 24 anos, abriu um brechó virtual enquanto cursa Vestuário no Colégio Estadual Polivalente, também em Curitiba. Ela conta que o incentivo para empreender surgiu em função do curso técnico. “Os professores são muito solícitos, ajudam e dão material extra. Ter todo esse apoio e acolhimento me motivou a começar alguma coisa na área”, afirma. “Sempre me desencorajaram a seguir na área da moda por ser difícil conseguir emprego como estilista, mas quando conheci o técnico em Vestuário, me encantei. Era exatamente o que eu queria”, diz.

O adiamento do prazo de matrícula é válido para todo o Estado. Os estudantes interessados vão passar por análise de histórico escolar e entrevista prévia, realizados com o objetivo de seleção e, também, para que os alunos conheçam mais sobre o curso para o qual se matriculou.

Informações AEN.

Paraná confirma três mortes de macacos por febre amarela

O Informe Epidemiológico da Febre Amarela divulgado nesta quarta-feira (25) pela Secretaria de Estado da Saúde confirma três epizootias, que são as mortes de macacos contaminados pelo vírus da doença. Os registros ocorreram no município de Coronel Domingos Soares, na região Sudoeste.

Diante da confirmação de positividade das primeiras epizootias do período sazonal 2020/2021, o informe da febre amarela volta a ser publicado quinzenalmente.

O boletim contabiliza 65 notificações sobre mortes de macacos no Paraná, em 16 municípios. Destas, 30 já foram descartadas, 27 encaminhadas como causas indeterminadas e cinco seguem em investigação, além das três confirmadas como mortes por febre amarela.

Os casos em investigação ocorreram em Cruz Machado (Sul), Clevelândia (Sudoeste), Assis Chateaubriand (Oeste).

“É importante salientar sempre que os macacos não transmitem a febre amarela. Os animais também são infectados pela picada do mosquito contaminado com o vírus e morrem em conseqüência da doença”, explicou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

A mortalidade dos macacos indica a circulação de vírus da febre amarela silvestre naquela região. “Os macacos são nossos sentinelas e indicam o caminho que o vírus pode fazer, e diante destas informações podemos antecipar medidas para evitar a febre amarela urbana”, explicou o secretário.

HUMANOS – Neste período de monitoramento, com início em 1º de julho, até o momento não foi confirmado nenhum caso humano da doença. Houve dez notificações, das quais nove foram descartadas e um caso segue em investigação, no município de Curitiba.

VACINA – A forma efetiva de prevenção da febre amarela é a vacina. Desde julho de 2018, todos os municípios do Paraná passaram a ser área com recomendação vacinal devido à circulação viral.

A Secretaria de Estado da Saúde orienta todos os municípios para promoverem estratégias de intensificação seletiva de vacinação, com prioridade nos municípios afetados e ampliada regionalmente.

A pasta reforça a orientação para a vacinação contra a febre amarela na faixa etária entre nove meses a 59 anos 11 meses e 29 dias na rotina de vacinação, nas unidades básicas de saúde.

Até o momento, a cobertura vacinal no Paraná está em 71,28%, enquanto a meta preconizada é 95%. O cálculo percentual leva em conta apenas a crianças menores de um ano que receberam a vacina no período de janeiro até outubro deste ano.

Informações AEN.