Paraná vai receber novas doses de vacinas entre quinta e sexta, diz Ratinho após reunião com Queiroga

O governador Ratinho Junior se reuniu com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, nesta terça-feira (6) em Brasília. A pauta do encontro envolveu recomposição de quantitativos de vacinas contra a Covid-19 para os grupos prioritários, mais agilidade na entrega dos imunizantes ao Paraná e reedição da lei federal 13.979/20, que permitia contratações emergenciais, com dispensa de licitação, para atender necessidades de enfrentamento célere da pandemia.

“Tivemos uma boa conversa com o ministro, que nos confirmou a chegada de novas doses entre quinta ou sexta-feira e uma previsão de mais de 30 milhões de doses para o Brasil em abril, garantindo assim a primeira dose a mais grupos e as segundas doses de quem já foi imunizado”, afirmou o governador.

Foto: AEN PR

A previsão do Ministério da Saúde, segundo Queiroga, é de distribuir 30,5 milhões de doses nas próximas semanas e começar a imunizar até 1 milhão de pessoas por dia. O Paraná já recebeu 11 lotes de vacinas do Ministério da Saúde, totalizando 2.253.300 unidades, e imunizou mais de 1,2 milhão de pessoas.

Em relação aos grupos prioritários, o ministro esclareceu que as informações utilizadas pelo Ministério da Saúde foram extraídas do Censo de 2010, o que gera um descompasso com a população atual do Paraná. Houve um compromisso para reavaliação dos dados para possivelmente incorporar, nos próximos lotes, doses que compensem essa defasagem.

Acompanhado do secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, o governador também levou a demanda da distribuição de medicamentos do chamado kit entubação. A Sesa enviou uma remessa de cerca de 260 mil unidades aos 60 hospitais que integram a estratégia de enfrentamento da pandemia nos últimos dez dias, a maior parte adquirida pelo Estado, mas mesmo assim a situação ainda é crítica, com lotação acima de 95% nas UTIs.

“As nossas demandas da Saúde serão repassadas para as áreas técnicas do Ministério, que sinalizou em breve uma ajuda com mais medicação. Saímos otimistas desta reunião”, avaliou Beto Preto. O envio de mais 110 respiradores e 110 monitores também integrou a pauta paranaense.

Lei emergencial

Ratinho Junior também solicitou a reedição dos efeitos da lei que flexibiliza a manutenção e o custeio de hospitais e a compra de insumos para as unidades com leitos de UTI e enfermaria sob gestão do Governo. O pleito reforça apresentação feita pelo governador do Paraná na primeira reunião dos governadores com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, no comitê nacional criado para enfrentar a pandemia.

A lei foi sancionada em fevereiro do ano passado, mas o texto previa que as contratações emergenciais fossem válidas temporariamente, até dezembro de 2020. O que o governador Ratinho Junior defende é que haja uma reedição para que a dispensa seja válida pelo menos para a compra de equipamentos e insumos e para a contratação de prestadores de serviços da área da saúde, já que esse leque era mais amplo.

“Sugerimos a reedição da lei. A pandemia entrou com força em 2021. É muito importante para vários estados e municípios”, disse o governador. “A lei desburocratiza o processo. Na lei das licitações levamos muito tempo. A ideia é encurtar e dar velocidade para as secretarias estaduais”.

Informações Banda B

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Como o aumento de casos de insuficiência renal e a pandemia de Covid-19 estão relacionados?

Durante a pandemia da Covid-19, houve um aumento de pacientes que desenvolveram insuficiência renal e que, agora, necessitam de hemodiálise. Segundo um estudo feito por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e da Escola Paulista de Medicina, em 2021, cerca de 36% dos pacientes, que apresentaram sintomas graves de Covid-19, desenvolvem lesão renal aguda (LRA). A causa não é bem esclarecida, mas parece ser multifatorial.

Dentro disso, a citotoxicidade do próprio vírus, microangiopatia trombótica e alterações sistêmicas hemodinâmicas são os principais fatores. Os termos são complexos, mas é de extrema importância o conhecimento sobre a comprovada relação causal da insuficiência renal com casos graves de Covid-19. A pandemia trouxe à tona temas que vão além do comprometimento pulmonar.

A doença é leve na maioria dos casos, mas, para alguns, pode ser multissistêmica, complexa e acometer qualquer órgão. Em geral, compromete quem já tem fatores de risco, mas há muitos casos conhecidos de quem necessita de hemodiálise ou mesmo de transplante renal sendo completamente hígidos previamente.

Entretanto, um estudo publicado no periódico Frontiers in Physiology no último ano mostrou que o fator principal que leva o novo coronavírus a afetar o sistema renal, é a interação do vírus com uma enzima chamada ‘conversora de angiotensina 2’, responsável por permitir que o vírus se replique no organismo.

Além disso, ela também regula a pressão arterial do corpo humano. Quando essa enzima entra em contato com o Sars-cov-2 pode ter o comprometimento do fluxo sanguíneo e da filtragem do sangue pelos rins, causando a insuficiência renal.

Uma vez identificado o quadro de insuficiência renal, é necessário o acompanhamento com dois especialistas: o médico nefrologista e o cirurgião vascular. O primeiro definirá qual a gravidade do quadro e a necessidade de se iniciar hemodiálise ou não. O vascular será aquele quem irá prover e preservar o acesso pelo qual a hemodiálise é realizada.

Pacientes com essas condições devem ser anualmente avaliados quanto a função renal e, em caso de qualquer alteração, como aumento da creatinina no sangue ou níveis de proteína elevados na urina, devem ser encaminhados ao médico nefrologista.

A forma mais segura, com menor risco de reinternações e, comprovadamente, de maior sobrevida a longo prazo, é através da fístula arteriovenosa. Ela consiste na comunicação de uma veia com uma artéria, em que torna possível, através de agulhas, a aspiração e devolução do sangue que será filtrado pela máquina de hemodiálise.

Esse é um tema que gera muitas dúvidas e medo aos pacientes. Por conta disso, o vascular precisa ser consultado, pois muitos paradigmas podem ser quebrados em relação ao acesso para hemodiálise. Nesse cenário, é preciso frisar que pacientes com fístulas arteriovenosas apresentam baixa taxa de infecção, diminuição no número de internações hospitalares e, consequentemente, menor taxa de mortalidade.

A insuficiência renal é uma doença silenciosa e, no Brasil, as principais causas são hipertensão crônica e diabetes. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) em 2019, estima-se que mais de 10 milhões de pessoas tenham alguma condição renal no país. A maioria das pessoas que identifica a redução da função renal precocemente consegue parar ou mesmo reverter o quadro de piora da função dos rins e vive normalmente sem que um dia necessite de hemodiálise.

Sobre o Dr. Carlos André Pereira Vieira

É médico com 15 anos de experiência (2007). Graduação em medicina pela Universidade Federal do Espírito Santo (2002-2007), fez residência médica em Cirurgia Geral pela Irmandade Santa Casa de São Paulo (2008-2010) e residência em Cirurgia Vascular no Hospital do Servidor Público Estadual (IAMSPE) 2010-2012. Possui Título de Especialista em Cirurgia Vascular, Endovascular e Ecodoppler pela SBACV e CBR desde 2013. Médico titular em cirurgia vascular no Hospital Paulistano de 2012 a 2019. Atualmente, é médico titular no principal hospital do Grupo DASA em São Paulo (Hospital Nove de Julho). Atua em consultório próprio na realização de exames e consultas na Av. Paulista, 91, conj. 307.

COVID-19: Curitiba começa na sexta-feira a vacinação de crianças de 3 e 4 anos

Curitiba inicia nesta sexta-feira (22/7) a vacinação de crianças de 3 e 4 anos contra a covid. Foto: Ricardo Marajó/SMCS

A Prefeitura de Curitiba vai começar a vacinação contra a covid-19 das crianças de 3 e 4 anos. O primeiro grupo a ser atendido, nesta sexta-feira (22/7), é o das crianças dessa faixa etária com imunossupressão.

Na segunda-feira (25/7), começa a convocação escalonada das demais crianças, por faixas etárias, divididas por meses de nascimento (cronograma completo abaixo).

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) fará a vacinação das crianças em 106 unidades de saúde, das 8h às 17h. São todas as unidades da cidade, menos a da Praça Ouvidor Pardinho. Os endereços estão no site Imuniza Já Curitiba (clique em “Locais de Vacinação”, “Onde Tomar a Vacina” e no quadro “Covid 5 a 11 anos”). O uso de máscara é recomendado nas unidades de saúde.

Para os cerca de 44,5 mil curitibinhas de 3 e 4 anos, a vacina utilizada será a Coronavac, recomendada pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde para esse público. A imunização será em duas doses, com intervalo de 28 dias entre as aplicações. 

“Sabemos o quanto as famílias estavam aguardando por essa notícia, porque quem ama vacina. Estamos muito felizes em chamar nossos curitibinhas de 3 e 4 anos para também receberem a proteção contra o coronavírus”, diz a secretária municipal da Saúde, Beatriz Battistella.

Curitiba incluiu a população de 3 e 4 anos na imunização seguindo orientação do Ministério da Saúde (MS) e seu Plano Nacional de Operacionalização (PNO) da Vacinação contra a covid-19, que fez a recomendação na Nota Técnica 213/2022 .

A secretária municipal destacou a importância de escalonar a vacinação por faixas etárias: “Estamos preparando essa nova etapa de forma organizada e com o compromisso de manter asseguradas doses a todos que procurarem pelo imunizante, como tem sido feito desde o início da vacinação contra a covid-19.”

Por recomendação do Ministério da Saúde, para começar a imunização deste público a cidade vai utilizar vacina Coronavac do estoque para primeira dose, até que este seja restabelecido pelo Ministério da Saúde, com o envio de novos lotes da marca. O estoque para segunda dose está garantido pelo município.

O chamamento escalonado dos grupos também leva em consideração a capacidade das salas de vacinação das unidades de saúde, que também realizam multivacinação e a vacinação contra a covid de outras faixas etárias.

Crianças imunossuprimidas

Podem procurar pela vacina contra a covid a partir desta sexta-feira (22/7) as crianças imunossuprimidas de 3 e 4 anos. A definição de imunocomprometidos segue o que já consta no PNO (confira aqui a lista e também no site Imuniza Já Curitiba).

O público infantil imunossuprimido atendido pelo SUS Curitibano tem sua condição registrada no prontuário eletrônico da SMS. Para a vacinação, é preciso apresentar apenas os documentos pessoais da criança e dos responsáveis.

Já as crianças imunossuprimidas atendidas na rede privada devem apresentar também documento comprobatório da sua condição para se vacinarem a partir desta sexta-feira. 

Esquema vacinal

Para as crianças de 3 e 4 anos, a posologia recomendada é de duas doses do imunizante Coronavac, com intervalo de 28 dias entre a primeira e a segunda dose.

A vacina contra a covid-19 pode ser administrada concomitantemente com os demais imunizantes para toda a população elegível (a partir de 3 anos).

Orientações

No dia da vacinação, é necessário que um familiar ou responsável acompanhe a criança. Deverão ser apresentados documento pessoal com foto e CPF do pequeno e do adulto.

A criança deve ter cadastro no Aplicativo Saúde Já Curitiba – pode ser incluída como dependente no cadastro do pai, mãe ou responsável para que a vacina seja registrada na carteira vacinal.

Esse cadastro também colabora para melhor fluxo de atendimento nas unidades de aaúde, com maior agilidade no acesso aos dados e registro das doses.

Crianças que não comparecerem no dia da convocação podem ser levadas às unidades o mais breve possível. Curitiba oferta as repescagens contínuas da vacinação.

As crianças que tiveram covid-19 devem aguardar pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas para se vacinar. No caso das que tiveram outras doenças, a orientação é que aguardem o completo reestabelecimento.

A vacina para este grupo é destinada para crianças a partir de 3 anos completos até 4 anos, 11 meses e 29 dias. Crianças que completarem 5 anos após o recebimento da primeira dose deverão completar o ciclo vacinal com o mesmo imunizante. 

Cronograma da vacinação

1ª dose contra a covid-19 para crianças de 3 e 4 anos

Segunda a sexta-feira, das 8h às 17h – confira os locais no site Imuniza Já Curitiba

Nesta semana

22/7 (sexta-feira) – Crianças imunossuprimidas nascidas entre 23/7/2017 a 22/7/2019

Próxima semana (25 a 29/7)

25/7 (segunda-feira) – Crianças nascidas entre julho e setembro de 2017; e repescagens

26/7 (terça-feira) – Crianças nascidas entre outubro e dezembro de 2017; w repescagens

27/7 (quarta-feira) – Crianças nascidas entre janeiro e março de 2018; e repescagens

28/7 (quinta-feira) – Crianças nascidas entre abril e agosto de 2018; e repescagens

29/7 (sexta-feira) – Crianças nascidas entre setembro e dezembro de 2018; e repescagens

Semana 1º a 5/8 

1º/8 (segunda-feira) – Crianças nascidas entre janeiro e março de 2019; e repescagens

2/8 (terça-feira) – Crianças nascidas entre abril e 2 de agosto de 2019; e repescagens

Veja a matéria no site da Prefeitura de Curitiba

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