Paraná ultrapassa a marca de 2 milhões de doses aplicadas contra a Covid-19

Mais de 2 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 já foram aplicadas no Paraná. O número foi alcançado nesta quarta-feira (21), de acordo com o vacinômetroda Secretaria de Estado da Saúde. Foram aplicadas até o momento 2.018.742 doses, todas dos grupos prioritários definidos no Plano Estadual de Vacinação contra a doença. Dessas, 1.470.656 equivalem ao primeiro ciclo da imunização e outras 548.086 à dose de reforço, finalizando o processo. Os números são da atualização das 10h29.

O total de paranaenses vacinados equivale a 12,7% da população do Estado, estimada pelo censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2020 em 11.516.840 pessoas, e a 31% das cerca de 4,6 milhões de pessoas incluídas entre os grupos prioritários. São aquelas que estão mais expostas ao vírus, como trabalhadores da saúde e da segurança pública, ou que correm mais riscos de apresentar piora ou morrer pela doença, como pessoas com mais de 60 anos ou que apresentam alguma comorbidade.

A aceleração no processo de imunização no Paraná está relacionada às campanhas recentes adotadas pelo Governo do Estado junto aos municípios com foco em atingir o máximo possível de pessoas e fazer com que as doses enviadas pelo Ministério da Saúde cheguem rapidamente aos braços dos paranaenses.

Com o Vacina Paraná de Domingo a Domingo, salas de vacinação ao redor do Estado estão funcionando ininterruptamente, todos os dias da semana. Já o Corujão da Vacinação estendeu os horários de aplicação até a meia-noite em algumas cidades para atingir aquele público que por algum motivo não consegue comparecer em horário comercial.

 “Não queremos vacina em estoque. O trabalho do Governo do Estado é para que as doses cheguem o mais rapidamente possível às 22 Regionais de Saúde e de lá para os 399 municípios paranaenses. Precisamos vacinar, vacinar e vacinar. É a solução para vencermos essa pandemia”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

APLICAÇÃO 

O Paraná recebeu do Ministério da Saúde, até agora, 2,8 milhões de doses da vacina contra a Covid-19. A maior parte já foi repassada aos municípios: de acordo com o Vacinômetro, 2.433.979 vacinas foram distribuídas. Das destinadas para a primeira dose, o índice de aplicação é de 102,4%. Ou seja, foram usadas algumas vacinas reservadas para a segunda dosagem. A taxa de reforço é de 54,6%.

Foto: AEN PR

As doses são administradas conforme a ordem prevista no Plano Estadual, iniciando por pessoas idosas em Instituições de Longa Permanência, indígenas, pessoas com deficiência institucionalizadas, trabalhadores da saúde, quilombolas e idosos, que são vacinados regressivamente até chegar à faixa dos 60 anos. A partir daí, será iniciada a imunização das pessoas com comorbidades.

No Paraná, profissionais das forças de segurança e salvamento e das Forças Armadas já estão sendo vacinados. Com a vacina já aplicada em praticamente 100% dos profissionais da saúde e nos primeiros da fila, a vacinação no Paraná está na faixa etária entre os 60 e os 64 anos. 

MUNICÍPIOS 

Na ordem, os municípios com o maior quantitativo aplicado até agora em números absolutos, somando a primeira e a segunda dose, estão Curitiba (349.093), Londrina (132.402), Maringá (85.414), Cascavel (69.415) e Ponta Grossa (57.130).

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Cães e gatos podem ter vírus da covid-19, mas não transmitem a doença

Apenas 11% dos cães e gatos que habitam casas de pessoas que tiveram covid-19 apresentam o vírus nas vias aéreas. Esses animais, entretanto, não desenvolvem a doença, segundo pesquisa realizada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

Isso significa que eles apresentam exames moleculares positivos para SARS-CoV-2, mas não têm sinais clínicos da doença.

Segundo o médico veterinário Marconi Rodrigues de Farias, professor da Escola de Ciências da Vida da PUC-PR e um dos responsáveis pelo estudo, até o momento, foram avaliados 55 animais, sendo 45 cães e dez gatos. Os animais foram divididos em dois grupos: aqueles que tiveram contato com pessoas com diagnóstico de covid-19 e os que não tiveram.

A pesquisa visa analisar se os animais que coabitam com pessoas com covid-19 têm sintomas respiratórios semelhantes aos dos tutores, se sentem dificuldade para respirar ou apresentam secreção nasal ou ocular.

Foram feitos testes PCR, isto é, testes moleculares, baseados na pesquisa do material genético do vírus (RNA) em amostras coletadas por swab (cotonete longo e estéril) da nasofaringe dos animais e também coletas de sangue, com o objetivo de ver se os cães e gatos domésticos tinham o vírus. “Eles pegam o vírus, mas este não replica nos cães e gatos. Eles não conseguem transmitir”, explicou Farias.

Segundo o pesquisador, a possibilidade de cães e gatos transmitirem a doença é muito pequena. O estudo conclui ainda que em torno de 90% dos animais, mesmo tendo contato com pessoas positivadas, não têm o vírus nas vias aéreas.

Mutação

Segundo Farias, até o momento, pode-se afirmar que animais domésticos têm baixo potencial no ciclo epidemiológico da doença.

No entanto, é importante ter em mente que o vírus pode sofrer mutação. Por enquanto, o cão e o gato doméstico não desenvolvem a doença. A continuidade do trabalho dos pesquisadores da PUC-PR vai revelar se esse vírus, em contato com os animais, pode sofrer mutação e, a partir daí, no futuro, passar a infectar também cães e gatos domésticos.

“Isso pode acontecer. Aí, o cão e o gato passariam a replicar o vírus. Pode acontecer no futuro. A gente não sabe”.

Por isso, segundo o especialista, é importante controlar a doença e vacinar em massa a população, para evitar que o cão e o gato tenham acesso a uma alta carga viral, porque isso pode favorecer a mutação.

A nova etapa da pesquisa vai avaliar se o cão e o gato têm anticorpos contra o vírus. Os dados deverão ser concluídos entre novembro e dezembro deste ano.

O trabalho conta com recursos da própria PUC-PR e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Com avanço na vacinação, Saúde acredita que festividades de fim de ano serão próximas do normal em Curitiba

Com o avanço da vacinação em Curitiba, a Secretaria Municipal da Saúde acredita que as festividades de fim de ano serão muito próximas do que nos acostumamos como normal. Faltando pouco mais de dois meses para o Natal e o Ano Novo, a expectativa é de que uma parcela bastante expressiva da cidade já esteja vacinada.

O diretor do Centro de Epidemiologia, Alcides de Oliveira, disse à Banda B que o desejo de todos é que as reuniões familiares possam acontecer. “É preciso que a sociedade esteja consciente de seus deveres e que a doença não irá desaparecer. Mas, dentro de um cuidado, poderemos ter o reencontro com nossos familiares e amigos já vacinados, desde que, com distanciamento e ventilação dos ambientes”, explicou.

Na última quinta-feira (14), Curitiba chegou a 60,1% de sua população estimada totalmente vacinados contra a Covid-19. São pessoas que já receberam as duas doses do imunizante ou a dose única (Janssen). Ao todo, 1.171.419 curitibanos estão com esquema vacinal completo.

“Esses números mostram que o curitibano aderiu à vacina. É um dado importante na diminuição de casos e de internações. Mas só a vacina não é suficiente, é necessário manter a máscara, ambientes arejados, uso de álcool em gel, lavar as mãos”, afirmou a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak.

Máscara

Durante a entrevista, Oliveira ainda comentou uma possível flexibilização do uso da máscara. Segundo ele, a cidade deve manter a obrigatoriedade por pelo menos mais alguns meses. “Temos uma jornada gradativa e que não pode ser feita de um dia para o outro. O vírus é de transmissão respiratória, então vamos primeiro observar os ambientes abertos, para depois estudar outros ambientes. Não queremos cometer alguns erros, como EUA e Israel, locais em que uma nova variante acabou entrando e as pessoas estavam descuidadas”, concluiu.

Informações Banda B