No primeiro trimestre de 2026, o Paraná registrou a menor taxa de desocupação da sua história, conforme os dados divulgados nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de 3,5% é a mais baixa desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, iniciada em 2012. O resultado consolida o Estado como um dos principais protagonistas na geração de empregos no Brasil.
Queda Contínua no Desemprego
Comparado ao mesmo período de 2025, houve uma redução de 0,5 ponto percentual, quando a taxa era de 4%, até então a melhor marca histórica para esses meses. Os índices refletem um padrão de diminuição consistente do desemprego, exceto pelo período de 2020 a 2021, quando a pandemia de Covid-19 causou um impacto significativo.
Desde 2018, o Paraná registrou queda na taxa de desocupação todos os anos. Em 2017, a taxa era de 10,4%, evidenciando uma redução de 6,9 pontos percentuais em apenas nove anos. Esse progresso coloca o Estado em uma faixa que economistas consideram compatível com o pleno emprego, que não é sinônimo de desemprego zero, mas de taxas residuais normais do mercado de trabalho.
Posição no Cenário Nacional
Com a quarta menor taxa de desocupação do Brasil, o Paraná se destaca em relação a estados como São Paulo (6%), Minas Gerais (5%) e Rio de Janeiro (7,3%). O índice também ficou abaixo da média nacional de 6,1%, sinalizando um mercado de trabalho mais dinâmico em comparação ao resto do País.
Mercado de Trabalho em Alta
No primeiro trimestre de 2026, o Paraná contava com 9,83 milhões de pessoas em idade de trabalhar, das quais 6,48 milhões fazem parte da força de trabalho, composta por ocupados e desocupados que estão à procura de emprego. Este é o maior contingente já registrado na série histórica da PNAD Contínua.
A análise dos dados indica não só a redução do desemprego, mas também uma melhoria na qualidade das vagas disponíveis. Comparado ao início de 2025, o número de desocupados diminuiu em 28 mil, enquanto 37 mil pessoas deixaram a informalidade e 24 mil saíram da condição de subutilização da força de trabalho. Esses avanços refletem um aumento no acesso a empregos formais, promovendo estabilidade, renda e proteção trabalhista, fatores essenciais para fortalecer a economia local.
Rendimentos em Nível Recorde
Além dos dados sobre desocupação, o levantamento indica que os trabalhadores paranaenses alcançaram, em 2026, um rendimento mensal médio de R$ 4.055, superando em R$ 303 o valor do mesmo trimestre do ano anterior. Com um crescimento anual de mais de 8%, esse aumento foi significativamente superior à inflação oficial do período, que ficou em torno de 4,1%.
O aumento do rendimento médio no Paraná também supera o desempenho nacional, onde o rendimento médio foi de R$ 3.610, com um incremento de apenas R$ 178 em relação ao ano anterior. Esse crescimento não apenas possibilita um aumento no número de pessoas empregadas, mas também amplia a qualidade da renda, contribuindo para um mercado interno mais robusto.
Evolução Histórica do Desemprego
A trajetória da taxa de desocupação no Paraná ao longo dos anos apresenta uma visão clara da evolução do mercado de trabalho no Estado:
- 2012: 5,6%
- 2013: 4,9%
- 2014: 4,2%
- 2015: 5,4%
- 2016: 8,1%
- 2017: 10,4%
- 2018: 9,7%
- 2019: 9%
- 2020: 8%
- 2021: 9,4%
- 2022: 6,8%
- 2023: 5,4%
- 2024: 4,8%
- 2025: 4%
- 2026: 3,5%
📲 Receba as notícias de Curitiba no WhatsApp!
Participe do grupo do Busão Curitiba e fique por dentro de tudo que acontece na cidade. Entrar no grupo ›



