Paraná registra 2 óbitos e 741 casos de dengue em dois meses

O boletim quinzenal da Dengue divulgado nesta terça-feira (06) pela Secretaria da Saúde do Paraná registra 741 casos confirmados da doença no período epidemiológico. São 163 casos a mais que a publicação anterior.

A publicação confirma o segundo óbito do período ocorrido no município de Assaí, no Norte Pioneiro, de uma mulher de 74 anos, que sofria de hipertensão. A confirmação da morte por dengue foi realizada por exame laboratorial e aconteceu no dia 13 de agosto.  O primeiro óbito deste período foi no município de Apucarana.

Há 4.870 casos notificados no Paraná e 2.220 estão em investigação. Atualmente, 109 cidades apresentam casos confirmados da doença. Os municípios com maior número de casos em relação ao informe anterior são Cambé, Foz do Iguaçu, Paranaguá, Umuarama, Santa Terezinha de Itaipu, Cascavel, Maringá e Londrina.

“O Governo do Paraná está em alerta e mobilizado contra a dengue”, disse o secretário da Saúde Beto Preto. “Aprovamos, na semana passa, o Plano de Ação para o Enfrentamento da Dengue, Zika Vírus e Febre Chikungunya, em reunião com representantes das secretarias municipais de Saúde”, informou.

“Mas, além da participação das esferas de governo nas atividades de combate e controle, é preciso o apoio permanente da população para a eliminação dos criadouros do mosquito transmissor das doenças. Cerca de 90% dos focos do Aedes aegypti estão em ambiente domiciliar”, enfatizou o secretário.

AÇÕES –  Em Cascavel, a 10ª Regional de Saúde participou de atividade de orientação realizada em parceria com a Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Batalhão do Exército, secretaria municipal de Saúde e entidades da sociedade. A Ação Integrada contra a Dengue teve abordagem educativa, dirigida a moradores do bairro Neva, que apresenta alto índice de casos confirmados da doença. 

As equipes percorreram residências e depósitos de materiais recicláveis, reforçando as informações para eliminação dos focos do mosquito transmissor da dengue.

A 19ª Regional de Saúde de Jacarezinho realizou ação para remoção de criadouros abrangendo os 22 municípios. Foram realizadas visitas em bairros e locais considerados de risco para a proliferação do mosquito da dengue com a retirada de entulhos, lixo e materiais que acumulam água.

A atividade contou com apoio das secretarias municipais de Saúde e do Corpo de Bombeiros. Em Jacarezinho, foi utilizado um drone para mapeamento das áreas.

INFORME – O boletim quinzenal traz ainda 2 casos confirmados de Chikungunya, um caso autóctone registrado em Londrina, e outro importado, em Araucária,  além de 21 notificações para a doença. Em relação a Zika Vírus o informe apresenta 12 notificações.

O atual período epidemiológico começou a ser monitorado em agosto deste ano e seguirá até o final de julho de 2021.

Informações AEN.

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Café da manhã em parreiral e uma noite na carroça? Conheça opções de experiências memoráveis na RMC

Viajar, sair, ir. Verbos de conjugação tão aguardada durante a pandemia que deu água na boca. A espera foi igualmente longa na outra ponta dessa estrada, para quem recebe o visitante. E no meio desse caminho, reinventar: uma ação no presente que garantiu o futuro de muitos empreendimentos turísticos e fez nascer iniciativas com foco no turismo de experiência na região chamada Rotas do Pinhão, que compreende Curitiba e boa parte da Região Metropolitana.

“O turismo de experiência já estava no mapa de tendências desde 2018, a pandemia acelerou o processo porque despertou no consumidor a busca por bem-estar”, conta a coordenadora estadual de Turismo do Sebrae/PR, Patrícia Albanez. “Se você vai circular, que seja para se sentir bem”.

Viver experiências memoráveis, conviver com a natureza, conhecer histórias e pessoas são pontos integrantes desse roteiro. E dois aspectos são essenciais, conforme a consultora, para que um serviço seja oferecido como turismo de experiência.

O primeiro é impactar os sentidos. “A gente chega no lugar e já tem um aroma, uma decoração, um conforto auditivo que nos transporta para lembranças. O serviço precisa impactar para que sejam despertadas as boas memórias”, destaca. O segundo, ser inusitado. “É aquela sensação de que você saiu melhor, agregou um conhecimento e tem algo a contar”, explica.

Guiados por essas dicas e todos os cuidados que a pandemia ainda exige, a Agência Estadual de Notícias buscou experiências perto da Capital. Do café da manhã servido sob o parreiral até a hospedagem em uma carroça, não é preciso ir muito longe de Curitiba para se surpreender.

As opções podem ser sazonais, como o piquenique entre os campos de girassol e de camomila, ou estão de portas abertas o ano todo, como a degustação de queijo no local de produção; o passeio pode ser ecológico e urbano, ou ainda noturno para quem puder ir um pouco mais longe até a Lapa. Em comum: em vez de serem criados artificialmente para o turista, nasceram de histórias vividas, contadas de um jeito autêntico e recontadas pelo próprio viajante.

CONHEÇA AS EXPERIÊNCIAS:

CAFÉ NO PARREIRAL

O roteiro começa com um café da manhã debaixo do parreiral. A 35 km do marco zero de Curitiba (Praça Tiradentes), o café rural na Colônia Campina do Taquaral acontece aos domingos dos meses da safra de uva, entre dezembro e fevereiro, ou até que os cachos sejam colhidos na Cantina Zanchetta. Sim, o turismo de experiência vai no ritmo da natureza. A chuva, por exemplo, impediu que o café fosse servido num domingo do começo de janeiro, quando completou o aniversário de 144 anos que Beniamino Zanchetta, da Itália, fincou raízes em São José dos Pinhais.

“A primeira coisa que ele fez foi plantar um parreiral. Então vieram os quatorze filhos e um deles, o José, veio aqui para a colônia em 1902”, conta José Augusto Zanchetta, da quinta geração.

A história da família sempre foi de recomeços sob o parreiral. Fizeram vinho e viram o fim das plantas sugadas pela praga pérola-da-terra e hoje, em um parreiral até pequeno – 700 plantas em 3 mil metros quadrados, colhem vivências memoráveis. “Meu sonho era levar o nome da família no rótulo das garrafas de vinho, optei pela gastronomia e agora usamos a uva como turismo”, resume José Augusto, que abandonou 20 anos na contabilidade para continuar essa história do jeito que ele gosta de resgatar: “Gosto de fazer de um jeito diferente”.

E a ideia que surgiu numa conversa com a esposa Raquel tomando um café exatamente no parreiral se transformou em café farto de produtos dali das colônias servido ao som de gaita e violão; e está previsto pelos próximos sábados e domingos até o início de fevereiro.

Caso não dê tempo de chegar, a família oferece “polenqueta” (receita do nono) aos sábados e almoços italianos aos domingos. Ao longo do ano, mais experiências devem acontecer: após a colheita, o “amassar uva com o pé” e o retorno previsto do “merendim”, espécie de lanche sob o parreiral; de maio a julho, o empreendedor divide com o público dará início ao projeto “Meu pé de parreira”, que permite ao cidadão cuidar da sua própria safra de uva.

Onde: Colônia Campina do Taquaral, São José dos Pinhais

Quando: dezembro a fevereiro (sob consulta)

Ao redor: paisagem rural, cicloturismo, atrativos do Circuito Ecoturístico Taquaral

Contato: (41) 99965-5494 – @cantinazanchetta (Instagram)

Foto: Divulgação

DEGUSTAÇÃO DE QUEIJOS

Seguindo em direção a outra rota de colônias de São José dos Pinhais, o Caminho do Vinho, o protagonista da experiência é o queijo. Na Queijaria Sapori Italiani, a degustação orientada surgiu do incentivo de falar sobre a história do casal Carla e Antônio, a herança italiana de produzir queijos artesanais, visitando a área externa e saboreando alguns dos onze tipos de queijo que fabricam. Afeto e conhecimento unidos.

“A degustação surgiu como um incentivo na jornada que participamos. Queremos representar nossa região turística rural e sua bacia leiteira levando qualidade de vida em forma de queijo”, afirma a proprietária Carla Gualano. A queijaria fica aberta ao público para vendas e visitas de rotina.

Onde: Colônia Mergulhão, São José dos Pinhais

Quando: quintas e sextas, 19h (com reserva)

Ao redor: paisagem rural e todos os atrativos do Caminho do Vinho

Contato: (41) 99784-8684 – @queijariasaporiitaliani (Instagram)

PIQUENIQUE ENTRE CAMOMILAS OU GIRASSÓIS

De carro, caminhando ou de bicicleta, a rota de acesso à Colônia Marcelino, em São José dos Pinhais, é de contemplação e bem “instagramável”. Ali campos de girassol e de camomila foram além da agricultura e de belas fotos e se tornaram o cenário de uma experiência aromática cheia de delícias produzidas na colônia e oferecidas em toalha xadrez pela família Ienkot.

O “novo olhar para a contemplação”, como define Patricia Albanez, do Sebrae, tem foco em explorar a vivência do espaço rural. “As pessoas querem ter algo a contar e a experiência do piquenique une o aspecto da produção e do turismo sem ser conflitante”, destaca.

A iniciativa partiu das filhas de Martinho Ienkot, que são a quinta geração da família de origem polonesa que há 30 anos se dedica a plantar e colher camomilas. “A ideia surgiu em decorrência da pandemia, quando um cliente se interessou em fazer um piquenique em meio ao campo de camomilas. Começamos a amadurecer a ideia para remodelar o nosso café colonial e trabalhar com o turismo de experiência”, conta Mônica Ienkot.

As camomilas estarão floridas de agosto a setembro e dão nome ao Circuito da Camomila ou Caminho das Camomilas, que une os maiores produtores de camomila do ranking nacional: Mandirituba e São José dos Pinhais. Mas não é mais preciso esperar tanto para um piquenique florido. Neste ano, um campo de girassóis é o cenário até fevereiro. Você pode levar seu lanche ou optar pela experiência completa em cestas que, só para dar mais vontade, incluem produtos que levam a camomila ou o girassol como ingrediente. 

Onde: Colônia Marcelino, em São José dos Pinhais

Quando: florada de girassol, de janeiro a fevereiro; camomila, agosto a setembro

Ao redor: paisagem rural e demais circuitos da Rota das Colônias

Contato: (41) 98759-6704 – @familia.ienkot (Instagram)

HOSPEDAGEM NA CARROÇA

A 35 km de Curitiba, indo pela PR-090 ou Rodovia do Cerne, está Bateias, distrito de Campo Largo que leva o nome das peneiras usadas na exploração do ouro, para encontrar uma hospedagem carregada de história. A própria estrada, entre curvas e beleza bucólica, iniciou por caminhos abertos pelo ouro em meados do século XVI e, inaugurada em 1940, permitiu o escoamento do café do Norte paranaense para o Porto de Paranaguá e não mais para o de Santos, unindo o Norte e o Sul do Estado.

Por mais de vinte anos, caminhões e carroças coexistiam em um trânsito vigoroso. Hoje as carroças estão guardadas nas lembranças ou em alguns quintais, mas uma delas virou quarto com cama queen size, teto com vista para as araucárias, porta para o Morro das Endoenças e com trilha sonora composta pelo canto dos pássaros e pelo barulhinho da água.

A Il Carrello é uma adaptação contemporânea no estilo glamping (camping com conforto). “A carroça é o elo entre dois elementos: a paisagem e a história dos imigrantes de Bateias, porque todas as etnias a usavam. Pensei em como deixar ela mais funcional do que meramente decorativa. Pesquisando sobre a imigração local, vi que os colonos do Paraná no Sul utilizavam a carroça coberta”, diz o empreendedor Rogério Oliveira.

Filho, neto e bisneto de professoras, ele conta que voltou do Equador, onde atuava na área de direitos humanos, assim que a pandemia da Covid-19 foi anunciada e passou a reescrever sua própria história. Ali na propriedade a mãe e a avó ensinaram muitos membros das famílias pioneiras na casa que funcionava como escola isolada. O que ficou da casa, como móveis, fotografias e até os livros de chamada, vai recarregar de significado os novos espaços que vão, aos poucos, dar forma ao projeto “Ravi”, com três cabanas temáticas (italiana, portuguesa e polonesa) e uma casa do Império brasileiro.

A ligação com a comunidade é a força motriz da hospedagem. “A ideia é que o turista passe o dia aproveitando o que a região oferece de turismo rural e ecológico. Que eu seja só um agente para trazer o turista. Que esse investimento inicial, mesmo que pequeno, tenha um efeito multiplicador criando uma rede de contatos com o comércio, o artesanato, os produtores, restaurantes e cafés locais”, destaca Oliveira.

Onde: Distrito de Bateias, Campo Largo

Quando: em construção, previsão de hospedagem para este inverno

Ao redor: morros e trilhas, Estância Ouro Fino, cafés e restaurantes, Vinícola Legado; ligação com Campo Magro

Contato: (41) 99115-2549

Hospedagem na carroça – Beteias, Campo Largo –

ARQUITETURAS DA LAPA

Se a opção for urbana e puder ir mais longe, a 70 km da Capital ficam as fachadas da cidade histórica da Lapa. Uma viagem no tempo que pode ficar mais memorável conhecendo de perto seus detalhes por meio do projeto “Arquiteturas da Lapa”.

O designer e historiador Leônidas Bueno propõe uma aula a pé a céu aberto diurno ou noturno. “O tour noturno ganha um ar mais bucólico com as luzes amareladas da cidade. A ideia não inclui os museus, é um passeio pelas ruas e pela arquitetura, onde vou contando sobre a formação e construção da cidade por meio da arte da arquitetura”, explica.

O público-alvo é formado por pequenos grupos familiares, de estudantes de Arquitetura e Urbanismo e cursos afins. O tour pode incluir pousada e uma pausa em restaurante ou confeitaria da cidade.

Onde: Lapa

Quando: ano todo, sob consulta

Ao redor: museus e demais atrativos do município histórico

Contato: (41) 99663-0952 – https://leondbueno.wixsite.com/website

Foto: Divulgação

ECOLOGIA URBANA

Se a opção for passear pela Capital, o roteiro pode ser ecológico e urbano ao mesmo tempo. Entre as “ekovivências” desenvolvidas pela turismóloga Amanda Selivon, o projeto “Cidade Sustentável” acontece em Curitiba e pode incluir visita a cooperativa de reciclagem, ao parque com práticas sustentáveis, almoço ecogastronômico, visita ao Museu de História Natural, a hortas urbanas e até pontos de compras com foco no consumo consciente.

“O roteiro é vivo. Ele pode ser desenhado conforme o desejo do grupo”, explica a empreendedora da Ekoways, que costuma atender escolas e turistas internacionais e deseja despertar o interesse de quem mora em Curitiba e região ou vem passar uns dias por aqui.

Onde: Curitiba

Quando: ano todo, sob consulta

Ao redor: roteiro personalizado com guia e locomoção

Contato: (41) 99996-9772 – @ekowaysturismo (Instagram)

ROTAS DO PINHÃO – As experiências foram inseridas no mapa ou aprimoradas durante a primeira edição da Jornada Experiências Rotas do Pinhão, promovida pelo Sebrae/PR para o Programa de Desenvolvimento Produtivo Integrado da Região Metropolitana de Curitiba – Pró-Metrópole e ofertada gratuitamente aos empresários do setor. A região chamada Rotas do Pinhão é uma das quinze em que o Estado é organizado e compreende Curitiba e grande parte da Região Metropolitana (RMC) com vocação para o turismo cultural, rural e o ecoturismo numa convivência do ritmo da metrópole com o bucolismo ao redor.

O contato com a natureza pode acontecer pertinho de casa e foi o que, durante a pandemia, atraiu muita gente a passeios pelos municípios da RMC. De acordo com o secretário do Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, a pandemia mudou o formato da procura pelo turismo pelas pessoas. “A pandemia nos mostrou uma outra forma de promoção do turismo. O setor que mais vai crescer no país e no mundo é o de grandes negócios ligados à natureza e o Paraná tem muito potencial nessa área”, diz.

Somente em Unidades de Conservação, são 1,2 milhão de hectares cobertos por opções de lazer. “Ao redor dos principais atrativos, existem as comunidades que ofertam o turismo rural, com pousadas e café colonial, além do contato com tudo o que a natureza oferta, como os pássaros, por exemplo”, afirma.

O trabalho em favor do turismo regionalizado é tripartite: poder público, iniciativa privada e sociedade organizada. O presidente da Agência de Desenvolvimento Turístico (Adetur) da região Rotas do Pinhão, Eros Consentino Tozetto, frisa a importância do mapeamento do turismo por região. “Cada cidade tem um produto ou uma vocação turística a oferecer, mas o olhar deve ser integrado. A política do turismo é regionalizada, não trabalha em cidades de modo isolado”, afirma.

Você pode conferir mais opções de turismo de experiência no caderno da Jornada de Experiências, lançado em novembro de 2021.  

Paraná se mantém na liderança nacional da produção de mel

O Paraná se manteve como o principal produtor nacional de mel, com 7.844 toneladas produzidas pela espécie Apis mellifera em 2020, o que representa 15,2% de toda produção nacional. A atividade é importante na geração de emprego e renda, na diversificação da propriedade rural e nos benefícios sociais, econômicos e ecológicos que proporciona.

Esse é um dos assuntos do Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 14 a 20 de janeiro O documento é preparado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

A apicultura caracteriza-se pela exploração econômica e racional da abelha do gênero Apis e espécie Apis mellifera, que possui ferrão. A atividade é realizada em todo o território brasileiro. De acordo com a Pesquisa Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2020 elas produziram 51.508 toneladas de mel, volume 12,5% maior que no ano anterior, resultando em R$ 621,447 milhões em Valor Bruto de Produção (VBP).

Produção de mel Ortigueira – Pr Gilson Abreu/AEN

A pesquisa aponta que o Paraná teve aumento de 8,9% sobre a safra de 2019, fechando 2020 com 7.844 toneladas e deixando novamente em segundo lugar o Rio Grande do Sul, que tradicionalmente liderava o setor. Em 2020, o Estado gaúcho atingiu 7.467 toneladas, com Valor Bruto de Produção de R$ 97,043 milhões. No Paraná, o VBP foi de R$ 98,619 milhões, aumento de 15,9% em relação a 2019.

O município de Arapoti é o principal produtor estadual e nacional, com 810 toneladas produzidas em 2020, o que rendeu VBP de R$ 8,6 milhões. No Paraná, é seguido por Ortigueira, com 720 toneladas; e Prudentópolis, com 440 toneladas.

CEASA E MANDIOCA – O boletim do Deral registra dados preliminares da Ceasa/PR mostrando que, em 2021, nas cinco unidades do Estado, foram comercializadas 1,3 milhão de toneladas de 200 itens diversos, com participação de 99,1% de produtos nacionais. O montante financeiro alcançou R$ 3,7 bilhões, com preço médio de R$ 2,82 por quilo.

Para os produtores de mandioca, as condições climáticas dos últimos dias, com chuvas mais constantes, favoreceram sobretudo a colheita nas regiões de Paranavaí, Umuarama e Toledo, que respondem por 70% da produção estadual. As indústrias de fécula e de farinha também estão retomando o trabalho após o recesso de final de ano.

SOJA, MILHO E TRIGO – A soja avançou dois pontos percentuais na colheita em relação à semana passada, totalizando 4% dos 5,6 milhões de hectares estimados. No campo, 67% da área a colher estão em condições medianas ou ruins, enquanto 33% são consideradas boas e podem atingir o potencial produtivo esperado.

No caso do milho, a colheita da primeira safra segue bastante lenta no Paraná, com previsão de acelerar a partir da primeira semana de fevereiro. A segunda safra está sendo plantada e atingiu nesta semana 2% da área estimada de 2,56 milhões de hectares.

O documento informa, ainda, que a inflação oficial, medida pelo IPCA, ficou em 10,1% em 2021. Já os produtos à base de trigo pesquisados tiveram 8,4% de variação no preço, percentual muito próximo do registrado pelo item alimentação no domicílio, que ficou em 8,2%.

AVICULTURA CORTE E POSTURA – Na avicultura de corte, o registro é para as exportações de carne de frango, que cresceram 9% em 2021, com o embarque de 4,23 milhões de toneladas. Em receita, a alta foi de 25,7%, chegando a US$ 7,66 bilhões.

A produção nacional de ovos estabilizou-se em 2,971 bilhões de dúzias nos nove primeiros meses de 2021, praticamente o mesmo do ano anterior. O Paraná foi o segundo maior produtor nesse período, com 268,223 milhões de dúzias. A liderança é de São Paulo, com 825,423 milhões de dúzias.