Paraná Registra Crescimento em Doações de Órgãos em 2026
Nos primeiros dias de 2026, o Paraná contabilizou 15 doações de órgãos, que possibilitaram a realização de transplantes pelo Sistema Único de Saúde (SUS), beneficiando aproximadamente 40 pacientes. Este avanço marca a continuidade do crescimento na política estadual de transplantes, iniciada nos últimos anos.
Desempenho Histórico em Doações
O Paraná tem se destacado no cenário de doação de órgãos no Brasil. Entre 2001 e 2024, o número de doadores efetivos por milhão de habitantes (pmp) cresceu de 9,4 para 43,7 — um aumento de cerca de 365%. A média de doadores pmp, que foi de 10,08 entre 2001 e 2010, subiu para 40,84 entre 2020 e 2024.
Esse incremento teve um reflexo direto no número de transplantes: em 2001, foram realizados 729 procedimentos, enquanto em 2024 esse total chegou a 2.081, representando um aumento de 185% no período.
Fatores que Contribuem para o Sucesso
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) aponta que o crescimento das doações é resultado do fortalecimento da Central Estadual de Transplantes (CET), à ampliação da rede de hospitais notificadores e transplantadores, além da padronização de protocolos e da capacitação contínua das equipes profissionais. Essas medidas garantiram maior eficiência no processo, desde a identificação do potencial doador até a realização do transplante.
A melhoria nos fluxos de regulação e logística também foi crucial, aumentando a agilidade na captação e transporte de órgãos e, consequentemente, reduzindo perdas. Além disso, as campanhas de conscientização populações contribuíram para um aumento na taxa de autorização familiar, essencial para o sucesso das doações.
Interiorização e Treinamento de Hospitais
Outro aspecto importante foi a interiorização da política de transplantes, com a capacitação de mais hospitais para notificação de morte encefálica e manutenção de potenciais doadores. Atualmente, cerca de 70 instituições no Paraná participam do processo de doação de órgãos, apoiadas por 34 equipes transplantadoras e três bancos de tecidos.
Cenário Atual e Futuras Perspectivas
O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, destacou que o Paraná alcançou um novo patamar na política de transplantes, observando resultados mais previsíveis e uma maior capacidade de resposta da rede assistencial. “A manutenção dos indicadores elevados reforça a maturidade do modelo adotado pelo Paraná e o impacto positivo na qualidade de vida da população”, afirmou.
Na última década, os transplantes mais realizados foram de córneas e rins, seguidos por fígado e coração. Um exemplo tocante é o de Rosania Domingos Santos, que autorizou a doação dos órgãos da filha de 14 anos, destacando a doação como um ato de amor.
Paraná em Destaque no Brasil
Em 2024, o Paraná foi o estado com o maior índice de doadores por milhão de população, registrando uma média de 42,3 pmp, muito superior à média nacional de 19,2 pmp. Dados parciais de 2025 indicam que até novembro, o estado seguia em segundo lugar, com um índice de 40,5 pmp, mantendo-se acima da média brasileira, que foi de 20,2 pmp.
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