Paraná prorroga suspensão de cirurgias eletivas por mais 30 dias

A Secretaria de Estado da Saúde prorrogou por mais 30 dias a suspensão dos procedimentos cirúrgicos eletivos hospitalares nas redes pública e privada do Paraná. A decisão consta na Resolução Sesa nº 355/2021, publicada nesta quarta-feira (31). O objetivo da normativa é otimizar o uso de medicamentos anestésicos e relaxantes musculares, bem como a ocupação de leitos de UTI para o atendimento exclusivo à Covid-19 no Estado.

“Neste momento em que todo o País passa por dificuldades de aquisição de medicamentos e lotação de leitos de UTI, precisamos priorizar o atendimento que possui maior urgência, que é sem dúvidas os casos suspeitos e confirmados de coronavírus”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Segundo o documento, a suspensão pode ser estendida ou reduzida, de acordo com a disponibilidade de medicamentos, leitos e dependendo da situação epidemiológica da doença no Paraná.

“Os procedimentos de cardiologia, oncologia e nefrologia, exames e procedimentos realizados em âmbito laboratorial de urgência ou emergência, continuarão ocorrendo. Estamos passando por um momento difícil e precisamos unir todos os esforços para combater a Covid-19, com o único propósito de salvar vidas”, acrescentou o secretário.

A Resolução também reforça que as unidades de saúde devem assegurar a realização de ações voltadas à garantia da manutenção de afastamento entre pessoas com redução do risco de contágio da Covid-19 e adoção de medidas de proteção individual e coletiva obrigatórias.

MEDICAMENTOS 

O Governo do Estado distribuiu nesta quinta-feira (1º) aos hospitais 108 mil medicamentos para pacientes que precisam ser intubados. A maior parte dos remédios, que compõem os chamados kits intubação, foi adquirida pela Secretaria de Estado da Saúde para atender à demanda das unidades que atendem pacientes em estado crítico da Covid-19, além de 20 mil unidades enviadas ao Paraná pelo Ministério da Saúde.

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20% da população está totalmente imunizada contra a Covid no Brasil

O Brasil superou nesta terça-feira, 3, a marca de 20% da população totalmente imunizada contra a covid-19, aponta contagem do Consórcio de Imprensa do qual o Estadão faz parte. Esse resultado é fruto da soma das pessoas que tomaram a segunda dose das vacinas e aquelas que receberam a Janssen, de aplicação única.

Os imunizados com a segunda dose somam 38.906.982, o que equivale a 18,4% do total da população. Já os que foram vacinados com a Janssen são 3.876.891, 1,8% do total. A soma dos dois é 42.783.873, ou 20,2% dos brasileiros.

Já o número de pessoas vacinadas com ao menos a primeira dose contra a covid-19 no Brasil chegou a 102.705.487, o equivalente a 48,5% da população total.

Fiocruz vai pedir autorização à Anvisa para testar nova vacina, diz Queiroga

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta terça-feira, 3, que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que já produz a vacina desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca, vai pedir à Anvisa autorização para testar um imunizante criado pela própria instituição. Ele também reafirmou que até setembro todos os brasileiros com 18 anos ou mais terão recebido a primeira dose da vacina contra a covid-19, e metade dessa população terá recebido também a segunda dose.

O ministro foi a um posto de vacinação na Vila dos Pinheiros, uma das favelas do complexo da Maré, na zona norte do Rio, para participar de mais um ato da campanha de vacinação em massa dos moradores do complexo de favelas. O conjunto de favelas, onde moram cerca de 140 mil pessoas, foi escolhido para sediar um estudo relacionado à vacinação contra a covid-19, para o qual toda a população de 18 anos ou mais foi vacinada – enquanto, no restante da cidade, a vacina segue sendo oferecida por faixa etária. Esse projeto vacinou com doses da AstraZeneca 33.774 moradores da Maré de quinta-feira, 29, até domingo, 1. A vacinação prossegue, e pesquisadores vão acompanhar os efeitos da imunização dessa população nos próximos meses.

Ao chegar, na tarde desta terça-feira, Queiroga, que estava acompanhado do ministro do Turismo, Gilson Machado, vacinou moradores, fez um rápido pronunciamento e respondeu algumas perguntas.

Ele disse que a campanha de vacinação contra a covid-19 no Brasil “vai muito bem” e que os brasileiros confiam nele como ministro. “Nossa campanha (de vacinação) vai muito bem. Todas as narrativas que querem desqualificar a campanha nacional de imunização do Brasil estão batendo com a cabeça na parede, porque o Brasil já está incluído entre os países que mais distribuem doses entre os seus cidadãos. A sociedade brasileira sabe disso. Eu sei que a população confia em mim como ministro da Saúde, eu percebo isso muito facilmente, porque ando na rua e vejo. Não preciso fazer pesquisa nenhuma, eu estou vendo”, disse Queiroga durante evento no Rio de Janeiro.

Queiroga negou que o Ministério da Saúde demore para distribuir as doses aos Estados. “O ministério não tem estoque. Essas doses chegam ao departamento de Logística do Ministério da Saúde, é necessária uma autorização da Anvisa (Agência Nacional de Saúde) e é necessário que o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde libere. Assim que libera, a gente dispensa para os Estados e municípios”, afirmou.

Questionado sobre o pedido para que a secretária de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, seja afastada do cargo por defender o uso de cloroquina, feito na segunda-feira, 2, pelo presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), o ministro foi lacônico: ”Eu não estou assistindo televisão não, essas questões tem que ser encaminhadas formalmente, e aí são decididas”.