Paraná lidera ranking de emprego via Agências do Trabalhador

O Paraná lidera o ranking do Sistema Nacional de Emprego (SINE) com 21.717 trabalhadores com carteira assinada colocados no mercado de trabalho pelas Agências do Trabalhador no primeiro trimestre de 2021. Os dados são da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego do Ministério da Economia e levam em conta empregos intermediados.

O número é 95,7 % superior ao segundo colocado, o Ceará, com 11.096 colocações no mercado. Em seguida estão Mato Grosso do Sul (6.796), São Paulo (6.371), Minas Gerais (4.525) e Mato Grosso (4.202).

Em relação aos estados do Sul, a diferença é ainda maior. No Paraná, o número de vagas preenchidas com intermédio das agências foi 572% superior ao Rio Grande do Sul (3.792) e 1.040% em relação a Santa Catarina (2.261).

O Paraná tem 216 Agências do Trabalhador no Estado, o que facilita o acesso ao mercado de trabalho a quem busca uma vaga. “Este é um reflexo direto do trabalho proativo de captação de novas vagas de empregos que é desenvolvido pela equipe do Setor de Intermediação de Mão de Obra do Departamento do Trabalho junto às empresas parceiras”, destacou o secretário da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost.      

“A ação da Secretaria complementa a política de atração de investimentos do Estado. Buscamos nos aproximar da iniciativa privada para acelerar a colocação dos trabalhadores no mercado, fazendo com que o Paraná gere mais emprego e renda”, complementou Leprevost.

Os dados foram fundamentais para um primeiro bimestre com saldo positivo nos empregos. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o Paraná é o terceiro maior polo gerador de empregos do País em 2021. São 66.763 contratos assinados em dois meses, já considerando as adequações feitas pelo órgão. Apenas São Paulo (203.774) e Minas Gerais (75.483) estão à frente.

OPORTUNIDADE

Thamires Lara é um exemplo dessa evolução. Ela é técnica em saúde e ficou durante seis meses desempregada devido à crise causada pela pandemia, até que conseguiu uma vaga de acordo com o seu perfil por meio da Agência do Trabalhador de Curitiba. Thamires procurou uma vaga pelos canais digitais disponibilizados pelo Governo do Paraná e está empregada.

“Com essa crise que a gente está vivendo, me sinto privilegiada de poder trabalhar de casa, tendo uma renda fixa com carteira assinada. A Agência do Trabalhador me ajudou muito, os profissionais me deram todo o suporte necessário por e-mail para que eu conseguisse, de acordo com meu perfil, me encaixar em uma vaga de trabalho e consegui. Desde fevereiro estou trabalhando”, exemplificou.

Além do emprego, a Secretaria de Justiça, Família e Trabalho também oferece qualificação profissional e apoio à contratação de jovens aprendizes. Estão em andamento, por exemplo, os programas Carretas do Conhecimento e Cartão Futuro. Interessados podem conhecer as regras e as formas de acessar os programas no site da pasta.

VAGAS ABERTAS

Esta semana as Agências do Trabalhador estão disponibilizando mais 3.966 oportunidades de empregos em empresas do Paraná. As principais são para auxiliar de linha de produção (2.778 vagas), operador de telemarketing ativo e receptivo (190), alimentador de linha de produção (139 vagas) e auxiliar administrativo (134 vagas). Destas vagas, 710 estão nas agências de Curitiba e Região Metropolitana.

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Assembleia aprova projeto do Governo que prevê auxílio emergencial para empresas

A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou nesta quarta-feira (5) em primeira e segunda votações, e na redação final, o projeto de lei do Executivo que cria um auxílio emergencial para microempreendedores individuais (MEIs), pequenas e microempresas afetadas pela pandemia de Covid-19. O projeto segue para a sanção do governador Carlos Massa Ratinho Junior. A lei também precisa ser regulamentada para que os beneficiários possam acessar os valores.

Com recursos do Fundo Estadual de Combate à Pobreza do Paraná (Fecoop), o Governo do Estado vai destinar quase R$ 60 milhões para socorrer cerca de 87 mil empresas dos segmentos mais atingidos pela pandemia. Pequenas e microempresas cadastradas no Simples Nacional em oito segmentos receberão R$ 1.000. Já os microempreendedores individuais (MEIs) de seis setores terão direito a R$ 500.

Uma emenda foi incluída no projeto original. O texto retira a exigência de certidões que deveriam ser apresentadas pelos empresários, o que deve simplificar a análise dos pedidos de crédito e renegociações junto aos bancos.

Agora, o Poder Executivo regulamentará as formas para cadastro, solicitação e pagamento do auxílio emergencial. As pessoas jurídicas terão o prazo de 60 dias para adesão ao programa, a partir da publicação do Decreto de Regulamentação da lei.

PARCELAS 

Serão quatro parcelas de R$ 250 para microempresas paranaenses de transporte rodoviário de passageiros; organização de eventos, exceto culturais e esportivos; restaurantes e outros serviços de alimentação e bebidas; atividades esportivas; atividades artísticas, criativas e de espetáculos; aluguel de objetos pessoais e domésticos; atividades de recreação e lazer; e comércio varejista de produtos novos não especificados anteriormente e de produtos usados.

Para receber o auxílio, é preciso ter inscrição estadual ativa e comprovar faturamento ou declaração no PGDAS-D no valor de até R$ 360 mil durante o ano de 2020. Elas devem ter registro em pelo menos uma das atividades principais ou secundárias.

Já os MEIs dos segmentos de restaurantes e outros serviços de alimentação e bebidas; atividades esportivas; organização de eventos, exceto culturais e esportivos; atividades artísticas, criativas e de espetáculos; aluguel de objetos pessoais e domésticos; atividades de recreação e lazer; agências de viagens e operadores turísticos; e atividades fotográficas e similares receberão duas parcelas de R$ 250.

CRÉDITO 

O projeto de lei também prorroga por 120 dias a validade das Certidões Negativas de Débitos Tributários e de Dívida Ativa Estadual e das Certidões Positivas com Efeitos de Negativa de Regularidade de Débitos Tributários e de Dívida Ativa Estadual, bem como a consulta ao Cadastro Informativo Estadual (Cadin), para fins de operações de crédito realizadas com instituições financeiras públicas no âmbito do Estado do Paraná.

Dona da Sadia, Perdigão e Qualy anuncia investimento de R$ 292 milhões no Paraná

A empresa de alimentos BRF anunciou nesta terça-feira (4) um investimento de R$ 292 milhões para ampliação das suas unidades no Paraná. O valor deve ser aplicado até 2022 e abrange as unidades industriais de Toledo, Ponta Grossa, Dois Vizinhos, Francisco Beltrão, Carambeí e Paranaguá. O anúncio foi feito durante reunião do governador Carlos Massa Ratinho Junior com o CEO da BRF, Lorival Luz.

“Para nós é motivo de muito orgulho ter a BRF no Paraná, uma empresa que vem ao encontro da vocação do nosso Estado, que é produzir alimentos”, disse o governador. “Essa vocação é extremamente importante para a sobrevivência do planeta, e nós queremos cada vez mais avançar tecnicamente e facilitar a vida de quem produz alimento e o faz de forma sustentável”.

Lorival Luz reforçou a relevância do Paraná para a empresa como um todo. “Geramos 18,5 mil empregos diretos e contamos com cerca de 2 mil produtores integrados. Queremos proporcionar a geração de mais oportunidades, avançando na nossa agenda de crescimento e seguindo nosso propósito de levar vida melhor a todos com integridade, segurança e qualidade”, afirmou o CEO da empresa.

Produção de perus

Entre os investimentos anunciados pela empresa está a retomada da produção de perus na unidade de Francisco Beltrão, na região Sudoeste, que deve gerar mais de 400 empregos diretos. A modernização e ampliação da planta – que, hoje, é voltada principalmente à produção de frangos – inclui a integração de mais 200 aviários, além de investimentos na fábrica de rações e no incubatório.

O início da produção está previsto para novembro. A estimativa é produzir 7,5 mil aves por dia na unidade, a partir do segundo trimestre de 2022. A planta recebeu uma autorização para exportar a proteína ao México. A habilitação, concedida em março, foi viabilizada por meio de uma auditoria, realizada por na fábrica via videoconferência por autoridades do governo mexicano, que inspecionaram todas as etapas de produção da ave.

“Ficamos felizes com essa notícia porque voltamos a ter essa alternativa na produção de proteínas no Paraná voltada não apenas para consumo interno, mas também visando o mercado externo. Isso permite que agricultores tenham nova fonte de renda e que o Estado, como economia, tenha a produção de mais uma proteína diferenciada”, endossou Norberto Ortigara, secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento.

Empresa

A BRF é uma das maiores produtoras de alimentos do mundo, abarcando marcas como Sadia, Perdigão e Qualy. Presente em mais de 130 países, possui mais de 100 mil colaboradores diretos.

No Paraná, além das seis unidades industriais e do centro administrativo, a empresa também possui um Centro de Distribuição em Londrina. Entre os produtos fabricados no Estado estão cortes de frangos (como peito, coração, coxa e sobrecoxa, steak e nuggets), de suínos (linguiça, apresuntado, bacon), margarinas, lasanhas, tortas, pizzas e sobremesas.

PRESENÇAS – Compareceram à reunião o vice-governador Darci Piana; o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex; o secretário estadual de Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost, e o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin.