Paraná inicia a segunda edição do programa Cesta Solidária

Começa nesta terça-feira (23) a segunda edição do programa Cesta Solidária, com foco na arrecadação de alimentos para famílias paranaenses que estão em situação de maior vulnerabilidade. É uma iniciativa da Superintendência Geral de Ação Solidária (SGAS), ligada à Secretaria da Justiça, Família e Trabalho.

A primeira edição foi em 2020, quando as crises sanitária e econômica atingiram diversas famílias por conta do novo coronavírus. Na época, o programa conseguiu arrecadar e distribuir 150 toneladas de alimentos à população mais vulnerável e em situação de risco, em todo o Paraná.

A primeira-dama e presidente do Conselho de Ação Solidária, Luciana Saito Massa, reforça a importância da ação diante do novo cenário da pandemia. “Estamos passando por um momento de grande dificuldade devido à pandemia. Muitas famílias do nosso Paraná estão sofrendo com a fome e a falta de renda. Pensando nos mais necessitados, decidimos lançar a segunda edição desse projeto tão especial, que no ano de 2020 contribuiu com milhares de pessoas”, explica. 

Neste momento, toda a equipe da SGAS está concentrada em promover e estimular a cultura da ação solidária. “Eu convido a todos que puderem vir conosco a abraçar essa causa. Pode ser uma cesta básica ou qualquer alimento não perecível, o que puder. Quanto mais pessoas vierem conosco, mais famílias conseguiremos ajudar”, ressalta a primeira-dama.

A campanha faz parte da força-tarefa “Menos Eu, Mais Nós”, da Superintendência Geral de Ação Solidária em parceria com a Coordenação Estadual da Defesa Civil, que será responsável por receber e coordenar o repasse das doações, de acordo com os critérios estabelecidos.

Entrega de cesta básica no drive-thru montado em Curitiba (Palácio Iguaçu). Foto: Geraldo Bubniak/AEN

PARANÁ SOLIDÁRIO 

Ações como o Cesta Solidária têm sido foco da Superintendência desde o início da pandemia do novo coronavírus. Elas já geraram resultados diretos e contribuições que ultrapassaram as barreiras geográficas, como a recente ação da SGAS, juntamente com a Defesa Civil, para arrecadar roupas que foram doadas às vítimas das enchentes que atingiram o Acre, no último mês. Foram 48 mil peças de roupas doadas por paranaenses para a população daquele estado.

A campanha, que teve também o apoio do Corpo de Bombeiros do Paraná, endossou o prêmio recebido pelo Governo do Paraná de “Estado mais solidário do Brasil”, concedido pelo programa Pátria Voluntária do Governo Federal em 2020.

COMO DOAR 

Os pontos para a coleta das doações estarão disponíveis em todas as unidades do Corpo de Bombeiros do Paraná. Ao todo, serão 131 pontos de coleta com horário de funcionamento das 10h às 17h.

As cidades, endereços e telefones de contato estão disponibilizados na página da Superintendência Geral de Ação Solidária.

O Palácio Iguaçu, sede do Governo do Estado, será um ponto de recebimento de doações dos servidores que quiserem participar.

Informações AEN PR

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Parceiros reforçam arrecadação para a Campanha do Agasalho

Parceiros reforçam arrecadação para a Campanha do Agasalho.

Lançada em maio, a Campanha do Agasalho 2022 da Prefeitura de Curitiba arrecadou até agora mais de 28 mil peças de roupas, calçados e roupas de cama. Os itens foram doados pela população, que aderiu à ação de solidariedade que conta, até o momento, com 14 parceiros que se tornaram pontos de coleta e ajudam na divulgação da campanha.

Órgãos públicos, instituições e empresas de várias áreas abriram as portas para receber as doações. O mais recente parceiro a aderir à campanha foi o Instituto RIC, o braço social do Grupo RIC, que passou a divulgar a campanha em todos os veículos de comunicação, como RIC TV Curitiba, rádios Jovem Pan FM e Jovem Pan News Curitiba, Portal RIC Mais e Topview, além das redes sociais dos veículos.

O instituto trouxe também como parceiros a rede de farmácias Call Farma, a Mega Mania e as lojas Calceleve, onde é possível depositar as doações que são recolhidas pelo Disque Solidariedade, serviço da Fundação de Ação Social (FAS), coordenadora da campanha, que faz a separação e distribuição das peças.

A Campanha do Agasalho 2022 tem como slogan “Nada aquece mais do que a solidariedade” e conta também com a parceria da Rede Massa, que agregou à ação as lojas Havan de Curitiba, além de doar as caixas para coleta das doações nas dez regionais da cidade.

São parceiros também: Baldussi Telecom, Banco do Brasil, redes de supermercados Condor e Festval, Instituto Curitiba de Saúde (ICS), Plataforma BLL Compras, PWC – Pricewaterhousecoopers Assessoria Empresarial, Ritmo Logística, Spacefarma Distribuidora de Medicamentos, Studio Corpo Livre, Up Experience (Teatro Positivo, UP Expo e Universidade Positivo), Volvo do Brasil, postos Aladin, Copa Ouro, Nova Curitiba, Passione e Qualita, além da Superintendência da Guarda Municipal de Curitiba.

Roupas masculinas

A campanha incentiva a população a doar roupas masculinas e roupas de cama. As doações são destinadas ao atendimento de pessoas em situação de rua, principalmente os homens, que representam 92% da população que vive nesta condição na cidade.

Além de agasalhos, roupas íntimas e calçados que aqueçam os pés, a FAS quer arrecadar cobertores, lençóis, fronhas e toalhas de banho que são usadas nas unidades que de acolhimento a pessoas em situação de rua, principalmente durante a Ação Inverno – Curitiba que Acolhe.

Campanha

A Campanha do Agasalho 2022 pode ser vista nas redes sociais e televisões de alguns veículos do transporte público, além de cartazes espalhados principalmente nos pontos de coleta de doações.

Neste momento, a campanha conta com 143 pontos de arrecadação. Confira a lista completa aqui.

Interessados em se tornar parceiros da campanha podem entrar em contato com o Disque Solidariedade pelo telefone (41) 3350-3596.

Veja a matéria no site da Prefeitura de Curitiba

Pode ter mais de um pai na certidão de nascimento?

Atualmente, é comum filhos terem seus pais divorciados ou separados. Viver com somente a mãe ou o pai é uma realidade que muitos jovens enfrentam. Para ver o quanto esse cenário é comum, difícil é, nas escolas, encontrar algum aluno que tenha pais casados que vivam juntos.

Nessa realidade, muitas dúvidas podem surgir. Quem ficará responsável pela moradia e cuidados diários com a criança? O menor viverá com somente um em determinados períodos e em outros mudará de residência? Um dos pais visitará o filho aos finais de semana? Entre tantas outras dúvidas.

Contudo, uma dúvida recente e importante vem bater as portas do judiciário do país, que é a possibilidade de inclusão de mais um genitor (pai ou mãe) nos documentos legais dos filhos. Entenda:

Para Dra. Sabrina Rui, advogada, “Existem casos em que, por exemplo, uma criança tenha sido gerada em uma união que, pouco depois de seu início, deixou de existir. A mãe, então, inicia um relacionamento amoroso com outro homem e se casa, e ela fica com a guarda da criança que foi fruto do relacionamento anterior. O agora padrasto começa então um forte vínculo emocional com o enteado, igualado ao vínculo de um pai biológico. Nesse exemplo, por ter sido criada com outra figura paterna, a criança começa a considerar como pai o atual padrasto e irá crescer com a noção de que existem dois pais do sexo masculino: um foi seu pai biológico e outro o seu pai afetivo (padrasto)”.

Sob esse cenário, para que o filho não tenha de escolher tão entre o pai afetivo e biológico, a Justiça passou a considerar a multiparentalidade, que permite ter mais de um pai registrado no documento da criança. Então, “Sim, quando tiver um pai afetivo e outro biológico, é possível pedir o registro dos dois na identidade ou registro civil da criança”, afirma a especialista.

Nesse caso, a multiparentalidade é considerada possível, porque a criança e o padrasto adquirem um forte vínculo emocional e afetivo, e essa relação, desse modo, começa a ser chamada de paternidade socioafetiva. “A multiparentalidade foi possível após uma decisão do STF em que se entendeu que deveria ser preservado o melhor interesse da criança”, explica a Dra. Sabrina.

Em suma, a multiparentalidade é a possibilidade de ter mais de um pai (ou mãe) na certidão de nascimento ou no RG. Esse princípio do melhor interesse está no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em que se dá a proteção integral à criança e ao adolescente, incluindo todos os direitos fundamentais enquanto pessoa. Assim, sempre deve prevalecer o direito da criança em ter reconhecido ambos os pais, devido à existência de mais de um vínculo paternal (um biológico e outro afetivo).

Ainda, vale destacar que, a multiparentalidade traz consigo consequências importantes na esfera patrimonial também, pois o filho que venha a optar pela inclusão de outro genitor nos seus documentos passará a contar também com direito à dupla herança, e, ainda possibilitará que o filho escolha qual pai deve constar no seu documento de identificação, podendo realizar pedido de retificação de registro.

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