Paraná está preparado para a vacinação contra Covid-19, afirma governador

O governador Carlos Massa Ratinho Junior destacou nesta sexta-feira (11) que o Paraná está preparado para a campanha de vacinação contra o novo coronavírus assim que as vacinas forem aprovadas pelos órgãos reguladores. Ele também disse que a imunização respeitará o calendário nacional, que o Estado continua conversando com laboratórios e que tem R$ 200 milhões disponíveis para eventual aquisição, se necessário.

Ratinho Junior ressaltou que o Estado pretende oferecer a vacina a toda a população. “Estamos muito organizados. Esse programa precisa de uma série de instrumentos e de uma logística robusta. A Secretaria de Saúde já vem há bastante tempo preparando o Estado para quando aparecer a vacina comprovadamente eficaz e com autorização dos órgãos responsáveis”, disse o governador Ratinho Junior.

Ele também frisou que o Paraná está trabalhando com base em orientações técnicas e científicas desde o início da pandemia e que o mesmo se dará em relação à vacinação. “Não vamos fazer da vacina um programa eleitoral. Estamos tratando de forma técnica e científica para dar o melhor resultado para a população. Tratamos a pandemia desde o começo com decisões técnicas”, disse.

MATERIAL – O governador citou as estratégias já estabelecidas pela Secretaria de Estado da Saúde, entre elas a aquisição de 11 milhões de seringas e a abertura de registro de preço para aquisição de mais 16 milhões de unidades; a contratação de mais de 200 câmaras frias e quatro contêineres de 40 pés para armazenamento. Além disso há uma preparação de 1.850 salas de vacinações já existentes em parceria com os municípios, e uma licitação de R$ 22 milhões para comprar mais Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

“Estamos organizados em termos logísticos e de equipamentos, com agulhas, seringas, câmaras frias e profissionais. E torcendo para que a vacina ou as vacinas venham o quanto antes, independente da bandeira e da origem. Olhamos em cima de uma metodologia. É o compromisso do Governo do Paraná”, disse Ratinho Junior.

VACINAS – O governador também ressaltou que o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) se colocou à disposição de diversos laboratórios de todo o mundo para a transferência de tecnologia e que, existindo garantias de eficiência e segurança de imunização, o Governo do Estado poderá ativar um processo de compra.

Ele citou que o acordo com o Instituto Gamaleya (Rússia) ainda está em vigor e que depende de documentação para ativar o protocolo de fase 3 na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além disso, o Estado realizou uma reunião em outubro com a Pfizer e vem conversando com outros laboratórios que desenvolvem vacinas, como a Oxford/AstraZeneca e a Coronavac/Butantan.

“O sistema de imunização do País é conduzido pelo governo federal. Não é um laboratório que vai resolver a questão, mas vários laboratórios fornecendo as vacinas para os países. Não vamos fazer o paranaense ser cobaia. Vamos aplicar as vacinas cientificamente eficazes. Não serão vacinas políticas, mas com segurança para trazer a imunização necessária”, disse Ratinho Junior.

UNIÃO – O secretário estadual de Saúde, Beto Preto, afirmou que o Paraná trabalha em parceria com o governo federal e com os municípios diariamente. Ele citou que todas as 399 cidades terão acesso ao imunizante e precisam estar preparadas para o momento da vacinação.

“Trabalhamos em alinhamento com o Plano Nacional de Imunização (PNI), criado em 1973 e responsável pela erradicação e atenuação de diversas patologias”, explicou. Ele reforçou o processo de compra de materiais e equipamentos para o processo de vacinação. “O Paraná está preparado para toda a logística do material imunibiológico”.

Beto Preto falou que o calendário de imunização respeitará o cronograma nacional e deverá priorizar os trabalhadores de saúde e idosos/grupos de risco, mas não descartou a possibilidade de ações mais ostensivas em áreas de muita circulação e para outros grupos.

“As salas de vacina do Paraná contam com profissionais experientes. Fizemos uma capacitação em 2019 com 1.200 vacinadores. É uma rede robusta. Também temos expertise de distribuição para todo o Estado. Contratamos quatro contêineres refrigerados de 40 pés para armazenamento de 100 mil doses de vacinas cada”, explicou, revelando que o armazenamento será no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar).

ALERTA – O governador Ratinho Junior também destacou que a população do Paraná tem demonstrado respeito e compromisso com o próximo no combate à pandemia. Ele lembrou a ativação de 2,8 mil leitos em todas as regiões do Estado desde o começo da pandemia e o esforço ininterrupto de profissionais da saúde das redes pública e privada para ajudar os paranaenses a enfrentar essa crise.

“Temos que agradecer os profissionais de saúde e reforçar a mensagem: continuem se cuidando. Temos que lavar as mãos, passar álcool em gel, usar a máscara e evitar ficar próximos. A vacina ainda é uma esperança. Nesse momento precisamos da colaboração dos jovens. É uma época em que as pessoas costumam se reunir, mas não podemos descuidar”, disse o governador.  “Ano que vem a gente volta à normalidade e se abraça”.

Ele também citou o decreto que restringe a circulação de pessoas das 23h às 5h e impõe novas medidas para conter o avanço da nova onda de casos. “A estratégia utilizada nos últimos dias para controlar a circulação de madrugada tem dado resultado, ajudou a amenizar o estresse no sistema hospitalar. Já registramos uma queda de 35% a 40% de traumas, o que tem ajudado os profissionais da saúde”, concluiu o governador. “É uma medida que atende quem trabalha no sistema e alivia a pressão dos policiais para poder assessorar a saúde”.

Confira as medidas que estão em andamento:

– 11 milhões de seringas já adquiridas;

– Registro de preço para aquisição de 16 milhões de seringas;

– 21 câmaras frias já adquiridas e 180 em processo de aquisição;

– Contratação de 31 câmaras frias para armazenamento em parceria com o governo federal;

– 1.850 salas de vacinação aptas, em estratégia com os municípios;

– Possibilidade de ampliação de locais de vacinação com a estratégia extramuros;

– R$ 200 milhões na LOA 2021 para aquisição de vacinas;

– Abertura de processo de aquisição de agulhas;

– R$ 22 milhões para aquisição de EPIs: máscaras, luvas, gorros, avental, algodão;

– Freezers (produção de gelo) e equipamentos de ar-condicionado já adquiridos;

– 4 contêineres refrigerados de 40 pés para armazenamento de 100 mil doses de vacinas cada no Cemepar;

– 17 ª Regional de Saúde já locou um contêiner de 20 pés para armazenamento de 50 mil doses de vacina;

– 4 caminhões refrigerados para distribuição vacinas e possibilidade de aquisição de novos veículos;

– Perspectiva de implantação de câmaras modulares para armazenamento de frios nas 22 Regionais de Saúde;

Informações AEN.

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Ciclone subtropical pode provocar ondas de até três metros no Litoral do Paraná

A Marinha do Brasil confirmou a formação de um ciclone subtropical em alto-mar, na manhã desta segunda-feira (19). De acordo com comunicado, os ventos associados ao ciclone, que teriam atingido velocidades de até 55 km/h, poderão provocar mar agitado e ressaca com ondas entre 2,5 e 3,0 metros no litoral dos estados do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná e de São Paulo, ao sul de Santos, entre a manhã desta terça-feira (20) e a manhã de quinta-feira (22).

Os locais ao norte de Santos e do Rio de Janeiro, ao sul de Arraial do Cabo, entre a tarde desta segunda-feira (19) e a noite desta terça-feira, também podem presenciar mar agitado e ressaca com grandes ondas. “Seu centro se encontra a aproximadamente 300 milhas náuticas (555 km) a leste da costa do estado de Santa Catarina e a 250 milhas náuticas (450 km) ao sul da costa do estado do Rio de Janeiro, com lento deslocamento para leste/nordeste.”, diz o texto sobre a localização do ciclone.

As condições atmosféricas que possibilitam a intensificação do ciclone persistem, o que poderá ser classificado como tempestade subtropical nas próximas horas. Segundo as Normas da Autoridade Marítima para Meteorologia Marítima (NORMAM-19), para que haja a classificação do ciclone como tempestade subtropical e a sua nomeação, os ventos deverão ser iguais ou superiores a 63 km/h.

Em alto-mar, as ondas podem chegar a alturas de até 6 metros até a noite desta quinta.

Informações Banda B

Paraná vacinou 86% do público acima de 65 anos

Quase nove em cada dez pessoas com idade acima de 65 anos já tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19 no Paraná. O Estado vacinou 1.057.518 pessoas nessa faixa etária, 86% de um público que conta com 1.227.551 pessoas, de acordo com o Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19. A meta da Secretaria de Estado da Saúde é completar ainda neste mês a vacinação dos idosos com 60 anos ou mais, para dar continuidade ao cronograma dos demais grupos prioritários previstos no plano.

Quando o Estado iniciou a vacinação de domingo a domingo, a maior parte dos municípios paranaenses estava vacinando pessoas com idade próxima aos 70 anos. Além de reduzir dia a dia a idade de quem é vacinado, três semanas depois o Paraná já aplicou a vacina em 39.762 pessoas com idade entre 60 e 64 anos, faixa etária com a maior população entre os grupos de idosos, compreendendo 554.705 pessoas.

Para o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, a prioridade é que todo esse grupo seja vacinado até 30 de abril, conforme o Estado receba as remessas de imunizantes do Ministério da Saúde. “Temos em estoque todos os insumos usados na vacinação e uma estrutura com 1.850 salas nas unidades básicas de saúde, com equipes focadas e a capacidade de vacinar de 150 mil a 180 mil pessoas por dia”, afirma.

“Confiamos que o Ministério da Saúde entregue quantitativos maiores nas próximas semanas, estamos em contato direto com a pasta e a expectativa é que até o final do mês o Brasil tenha mais 11 milhões de doses, das quais em torno de 550 mil devem vir ao Paraná”, explica Beto Preto. “Nossa vontade é que, até 30 de abril, possamos chegar à grande maioria dos idosos com 60 anos ou mais. É uma luta, queremos fazer a vacinação acontecer com os mutirões de domingo a domingo, com o Corujão da Vacinação e no dia a dia das unidades de saúde”, ressalta.  

Até o momento, o Ministério da Saúde enviou ao Estado 2,8 milhões de doses de vacinas, das quais 1.911.307 já foram aplicadas. Na última atualização do Vacinômetro da Secretaria da Saúde, no início da noite desta segunda-feira (19), 1.430.281 paranaenses já tinham recebido a primeira dose, sendo que 481.015 completaram o processo de imunização ao receber a dose de reforço.

FAIXAS ETÁRIAS

Entre o público dos idosos, a faixa etária dos 80 aos 84 anos foi a que teve a maior porcentagem de vacinados, com 98% das 126.822 pessoas recebendo a primeira dose (124.813 vacinadas). Em metade delas (62.946) já foi aplicada a segunda dose.

Atendidos há mais tempo na campanha de vacinação, 96% das pessoas com idade entre 85 e 89 anos foram imunizadas com a primeira dose – 70.584 de um público de 73.362 paranaenses dessa faixa etária. Do total vacinado, 57% (40.605) receberam a segunda dose. Entre os 215.843 idosos de 75 aos 79 anos de idade, 204.399 (94%) receberam a vacina, sendo que em 133.494 já foram aplicadas as doses de reforço, a maior porcentagem entre esse grupo, 65% entre os vacinados.

Na faixa dos 70 aos 74 anos, 298.934 pessoas foram vacinadas, 93% de um público de 321.432. Destes, 33.877 (11% entre os vacinados) já completaram a imunização com a segunda dose. Na população com idade entre 65 e 69 anos, 325.349 receberam a primeira dose do imunizante, 74% de um universo de 439.203 pessoas.

Além desses grupos, o Paraná já imunizou praticamente 100% das pessoas com 60 anos ou mais que vivem em Instituições de Longa Permanência para Idosos. No público com mais de 90 anos o percentual de imunizados está em 65%.

A avaliação da Secretaria da Saúde, porém, é que o número previsto pelo Ministério da Saúde de paranaenses nessa faixa etária é maior do que a realidade. Das 50.889 pessoas que constavam no Plano Estadual de Vacinação, 33.439 receberam a primeira dose da vacina e 29.455 a segunda, 88% dos imunizados desse grupo.

GRIPE 

Além da imunização contra a Covid-19, o Paraná deu início, na semana passada, à campanha de vacinação contra a influenza. A meta é imunizar contra a gripe pelo menos 90% do público-alvo, estimado em 4,4 milhões de pessoas. A vacinação será realizada de forma escalonada, com os grupos prioritários estão distribuídos em três etapas.