Paraná envia nova equipe de bombeiros para o Pantanal

Um ônibus do Corpo de Bombeiros saiu de Curitiba nesta quarta-feira (07) com 35 bombeiros militares com destino ao Mato Grosso do Sul, para substituir os colegas que estão no combate ao fogo na região do Pantanal desde o dia 15 de setembro. Ao todo, 39 bombeiros do Paraná prestam apoio na região.

A saída dos bombeiros foi acompanhada pelo comandante da instituição, coronel Samuel Prestes. “O trabalho deles será em continuidade às ações. No Mato Grosso do Sul, serão destacados para atuar na região de Corumbá. Nossos homens já estiveram na cidade de Alcinópolis, próximo ao Parque Nacional das Emas, e debelaram o incêndio naquela localidade”, disse.

Antes de chegar ao destino, o ônibus passará por Ponta Grossa e Maringá, para buscar outros bombeiros que fazem parte da equipe.

Os profissionais atuarão em conjunto com Exército e com o Corpo de Bombeiros do Mato Grosso do Sul. “O Paraná foi pioneiro nos estudos sobre incêndios florestais na década de 1960. Já prestamos apoio em outras situações e nossa tropa tem o treinamento para dar a resposta necessária”, disse o coronel Prestes.

PREPARAÇÃO – A preocupação do Governo do Estado e do Corpo de Bombeiros com o fogo se alastrando por quilômetros de mata no estado vizinho motivou a formação de uma equipe de apoio, formado por bombeiros militares com treinamento para atuar em incêndio florestal. Também foi disponibilizado um suporte de equipamentos, com caminhões-pipa, caminhonetes e ferramentas para auxiliar o trabalho operacional.

EXPECTATIVA – Os bombeiros que participam da missão já estiveram em combate a incêndio florestal em outras regiões do País, e agora agregam mais experiência atuando numa vegetação diferente da encontrada no Paraná. “Nossa preparação inclui os treinamentos rotineiros, além dos cursos de formação e especialização. Nossa expectativa é fazer o melhor trabalho possível, auxiliando na recuperação da vegetação”, disse o capitão Marco Antônio, oficial mais antigo da equipe.

O cabo Julio Cesar Simões, do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), destacado para a missão no Pantanal, disse que a experiência pode agregar mais conhecimento e aperfeiçoamento das técnicas. “Vamos enfrentar vários focos de incêndio em diversas regiões, mas esperamos que possamos ajudar a parar com a devastação que assola o Mato Grosso do Sul”.

Informações AEN.

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Problemas no ferry-boat levam Guaratuba a decretar estado de calamidade pública

Os constantes problemas no ferry boat de Guaratuba, no Litoral do Paraná, levaram o município a decretar estado de calamidade pública nesta quarta-feira (14). Segundo a Prefeitura, no dia anterior ao decreto, uma balsa que fazia a travessia com o balneário Caiobá, em Matinhos, ficou à deriva.

Sobre a ocorrência, o prefeito da cidade, Roberto Justus, afirmou o serviço tem apresentado constantes problemas que oferecem riscos à integridade física dos usuários. Além disso, tem gerado atrasos na rotina de moradores e visitantes que vão à cidade.

“O decreto que acabo de assinar apenas formaliza uma situação que todos nós guaratubanos e as pessoas que frequentam a nossa cidade estamos constatando há várias semanas (…). Aquilo que em um primeiro momento poderia parecer apenas um dissabor em razão dos atrasos nas filas extrapola todos os limites (…)”, disse o prefeito em um pronunciamento nas redes sociais da Prefeitura, no fim da tarde de quarta (14).

O momento que a balsa ficou à deriva foi registrado por diversos internautas nas redes sociais. Segundo testemunhas, o ferry-boat ficou preso em um banco de areia. Há suspeitas que uma falha mecânica pode ter levado a situação.

O serviço, ainda na tarde de quarta, voltou a ficar normalizado após 40 minutos, de acordo com os usuários. A empresa que opera o serviço não se pronunciou sobre o caso.

Decreto

O município, a partir do momento que emitiu o decreto, exigiu que a dona da concessão para explorar a travessa na Baía de Guaratuba, apresente o alvará de funcionamento e atestados de vistorias das embarcações.

A medida, ainda de acordo com a Prefeitura, também permite a suspensão imediata do serviço prestado pela empresa.

Informações Banda B

Baleia jubarte é encontrada morta nesta terça-feira no Litoral

Uma baleia jubarte (Megaptera novaeangliae) foi encontrada morta em estado avançado de decomposição nesta terça-feira, 13 de julho, no balneário Shangrilá, em Pontal do Paraná. A comunidade local acionou a equipe do Laboratório de Ecologia e Conservação de Mamíferos e Répteis Marinhos da UFPR (LEC) por volta das 8 horas da manhã, informando o encalhe do animal.

A equipe do LEC-UFPR, via Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS/UFPR), isolou a área, registrou o encalhe, avaliou a carcaça e coletou materiais biológicos e para a análise de saúde do animal.

A equipe de biólogos, médicos veterinários, e outros profissionais da área técnica conta também com o apoio da Prefeitura de Pontal do Paraná e Instituto Água e Terra (IAT) por meio da rede de encalhes de animais marinhos do Paraná. A rede atua em conformidade com o Protocolo de Atendimento a Encalhes de Animais Marinhos no Litoral do Paraná – PRAE (SEDEST/IAT/IBAMA), e com os protocolos nacionais da Rede Brasileira de atendimento a encalhe de mamíferos aquáticos/REMAB (CMA/ICMBIO).

Os pesquisadores vão investigar a causa da morte da baleia. Foto: Cesar Ramires/Prefeitura Pontal do Paraná.

A baleia é fêmea juvenil, com esqueleto completo, medindo 7 metros e, segundo informações prévias dos pesquisadores, não apresenta marcas de redes de pesca. Uma investigação completa em busca da informação da causa de morte do animal será realizada com auxílio de exames complementares laboratoriais.

Jubarte

As baleias jubartes da população do oceano Atlântico Sul vem ao Brasil anualmente para reprodução, mas passam o verão se alimentando na região Antártica. A principal área brasileira de reprodução é o litoral da Bahia, mas jubartes têm saindo avistadas com frequência na região sudeste e sul do Brasil.

No Paraná, desde o início do PMP-BS, já foram registrados encalhes de 14 baleias da mesma espécie, incluindo indivíduos adultos e jovens. Só nestes dois últimos meses, esta é a terceira baleia jubarte encalhada no litoral do Paraná.

O PMP-BS é realizado desde Laguna (SC) até Saquarema (RJ), sendo dividido em 15 trechos. O Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (LEC/UFPR) é responsável por monitorar e avaliar os encalhes no Trecho 6, abrangendo os municípios de Guaratuba, Matinhos, Paranaguá, Pontal do Paraná e Guaraqueçaba (PR).

Vídeo:  Cesar Ramires/Prefeitura Pontal do Paraná.

Texto: LEC-UFPR.