Paraná distribui 369,6 mil novas doses e começa a vacinar idosos acima de 70 anos

A Secretaria da Saúde enviou nesta segunda-feira (22) mais 369.650 doses de vacina contra o coronavírus às 22 Regionais do Paraná. O número é correspondente à nona remessa recebida pelo Paraná do Ministério da Saúde no sábado (20), composta por 240,4 mil doses, junto com a  segunda metade da remessa recebida na última terça-feira (16), somando mais 129,2 mil doses.

O lote recebido no sábado é composto por 234.200 doses da Coronavac, produzidas no Instituto Butantan, e 6.250 desenvolvidas pela Universidade de Oxford/Astrazeneca, parte do primeiro lote produzido Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Já as 129,2 mil doses recebidas na semana passada são todas Coronavac.

“Estamos sob orientação direta do Ministério da Saúde fazendo com que todas essas doses cheguem aos paranaenses e fiquem imediatamente à disposição dos municípios. Faço um apelo para que os municípios gastem todas essas vacinas, é fundamental que elas sejam utilizadas o mais rápido possível”, afirmou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

As doses foram enviadas por via aérea do Aeroporto do Bacacheri para 15 regionais (Jacarezinho, Cornélio Procópio, Londrina, Apucarana, Ivaiporã, Paranavaí, Umuarama, Cianorte, Campo Mourão, Maringá, Pato Branco, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu, Cascavel e Toledo). As outras sete regionais (Paranaguá, Metropolitana, Ponta Grossa, Irati, Guarapuava, União da Vitória e Telêmaco Borba) buscaram suas doses presencialmente no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar).

Distribuição de vacinas para as 22 Regionais de Saúde do Estado – Curitiba, 22/03/2021 – Foto: José Fernando Ogura/AEN

MAIS GRUPOS – Com a distribuição, o Paraná inaugura a vacinação de mais dois grupos prioritários: idosos de 70 a 74 anos e comunidades quilombolas. São 264.910 doses destinadas à nova faixa etária dos idosos, correspondendo a 78,87% da população do grupo no Estado; e 6.250 destinadas às comunidades quilombolas, representando 63,1% do total do grupo.

Além disso, o Paraná segue imunizando os grupos de profissionais da saúde (que recebem mais 11.850 doses) e idosos de 75 a 79 anos, com 86.640 doses, referente a 47,11% da população desta faixa etária).

NOVA ESTRATÉGIA – A extensão da vacinação para os novos grupos é parte de uma nova estratégia de vacinação do Ministério da Saúde, que recomendou aumentar a população vacinada pela primeira dose. Desta maneira, as 129,2 mil doses restantes do oitavo lote recebido, que estavam armazenadas no Cemepar até a data indicada para a segunda dose, passam a ser destinadas à primeira dose dos grupos.

A expectativa é que, com o aumento da produção de doses das vacinas no País, o Ministério envie novas remessas referentes às segundas doses dentro do prazo recomendado pelas fabricantes.

“Nós queremos que as vacinas cheguem nos braços dos paranaenses para aumentar a imunização no Estado. A primeira dose já consegue dar, depois de alguns dias, condições para que o paciente se porventura for infectado tenha um quadro muito mais leve, não permitindo a necessidade de uma internação hospitalar”, explicou o secretário. “O Ministério da Saúde nos garante um maior fluxo de vacinas, e eu reitero a necessidade de que esse fluxo seja cumprido. Estamos em um momento em que precisamos ampliar a base de vacinados. Aumentando as pessoas vacinadas pela primeira dose, rapidamente nós conseguimos duplicar esse número”. 

Confira a quantidade de doses que cada Regional de Saúde recebe nesta remessa:

1ª RS – Paranaguá – 9.000 doses

2ª RS – Metropolitana – 103.640 doses

3ª RS – Ponta Grossa – 18.030 doses

4ª RS – Irati – 4.760 doses

5ª RS – Guarapuava – 15.950 doses

6ª RS – União da Vitória – 4.890 doses

7ª RS – Pato Branco – 9.100 doses

8ª RS – Francisco Beltrão – 12.310 doses

9ª RS – Foz do Iguaçu – 11.800 doses

10ª RS – Cascavel – 16.970 doses

11ª RS – Campo Mourão – 12.110 doses

12ª RS – Umuarama – 10.540 doses

13ª RS – Cianorte – 4.980 doses

14ª RS – Paranavaí – 9.680 doses

15ª RS – Maringá – 29.500 doses

16ª RS – Apucarana – 13.630 doses

17ª RS – Londrina – 38.050 doses

18ª RS – Cornélio Procópio – 9.200 doses

19ª RS – Jacarezinho – 10.280 doses

20ª RS – Toledo – 14.650 doses

21ª RS – Telêmaco Borba – 5.450 doses

22ª RS – Ivaiporã – 5.130 doses

TOTAL – 369.650 doses

Informações AEN PR

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Governo mantém parcelamento do IPVA 2022 em até 5 vezes e divulga o calendário

O Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Fazenda e da Receita Estadual, vai manter o pagamento do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em até cinco parcelas mensais. O calendário do IPVA 2022 já foi publicado no Diário Oficial.

Para veículos adquiridos em anos anteriores a cobrança do imposto se inicia em janeiro dia 17 de 2022 e a alíquota é de 3,5% ou 1% do valor do veículo, podendo ser quitado à vista, com desconto de 3%, ou em até cinco parcelas com vencimentos em janeiro, fevereiro, março, abril e maio.

O contribuinte não receberá o boleto em casa para efetuar o pagamento, nem qualquer outro tipo de correspondência. Para emitir a guia, basta acessar o site www.fazenda.pr.gov.br/ipva. É preciso ter em mãos o número do Renavam, que consta no Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV). As guias poderão ser emitidas a partir do dia 01/01.

CARTÃO DE CRÉDITO – A Sefa iniciou nesta semana a fase de habilitação técnica com as empresas financeiras e de pagamentos que oferecem serviços online para recebimento de operações por cartão de crédito. A assinatura do termo de credenciamento deverá ocorrer ainda no mês de dezembro.

O IPVA destina 50% para o município de emplacamento do veículo. Sua arrecadação é utilizada para custear os gastos públicos, como educação, saúde, segurança e transporte. 

Veja o calendário completo abaixo:

À vista (desconto de 3%)

FINAL DE PLACA – prazo de pagamento

1 e 2 – 17/01/2022
3 e 4 – 18/01/2022
5 e 6 – 19/01/2022
7 e 8 – 20/01/2022
9 e 0 – 21/01/2022

Parcelado

FINAL DE PLACA – cinco parcelas

1 e 2 – 17/01, 17/02, 17/03, 18/04, 17/05

3 e 4 – 18/01, 18/02, 18/03, 19/04, 18/05

5 e 6 – 19/01, 21/02, 21/03, 20/04, 19/05

7 e 8 – 20/01, 22/02, 22/03, 22/04, 20/05

9 e 0 – 21/01, 23/02, 23/03, 25/04, 23/05

Dois casos da variante Ômicron são identificados no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou na tarde desta terça-feira (30) que serão enviadas para análise laboratorial as amostras de dois brasileiros que, em análise preliminar, apresentaram resultado positivo para a variante Ômicron do novo coronavírus. A testagem foi realizada pelo laboratório Albert Einstein.

O caso positivo investigado é de um passageiro vindo da África do Sul e que desembarcou no aeroporto internacional em Guarulhos, São Paulo, no dia 23. O passageiro portava  resultado de RT-PCR negativo e ia voltar para o país africano no dia 25 e ia fazer novo teste, acompanhado de sua mulher, para poder embarcar. Nesse novo teste os dois testaram positivo para a covid-19 e foi feita a comunicação ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) de São Paulo.

O laboratório Albert Einstein fez o sequenciamento genético das amostras e notificou a Anvisa sobre os resultados positivos e informou hoje que tratava-se da nova variante. 

“Diante da identificação e testagem com resultado positivo para Covid-19, a Rede CIEVS, ligada ao Ministério da Saúde, deve monitorar casos de acordo com o sistema de vigilância vigente no Brasil, para avaliação das condições de saúde e direcionamento dos indivíduos aos serviços de atenção à saúde, bem como para adoção das medidas de prevenção e controle da covid-19”, destacou a Anvisa em nota. 

A entrada do passageiro no país foi anterior à edição da portaria Interministerial que proibiu, em caráter temporário, voos com destino ao Brasil que tenham origem ou passagem pela África do Sul.

Vacinação

Ontem, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a principal resposta contra a variante Ômicron é a vacinação. “Esse contrato assinado com a farmacêutica Pfizer é a prova cabal da programação do Ministério da Saúde para enfrentar não só essa variante Ômicron como as outras que já criaram tanto problema para nós”, completou.

Ele afirmou que o cuidado da vigilância em saúde no país permanece o mesmo adotado desde o começo da pandemia. “É uma variante de preocupação, mas não é uma variante de desespero porque temos um sistema de saúde capaz de nos dar as respostas no caso de uma variante dessa ter uma letalidade um pouco maior. Ninguém sabe ainda”.