Paraná ainda precisa de sete mil mesários para eleições municipais de 2020 e TRE faz apelo

Prazo para a nomeação dos eleitores para o pleito termina hoje, mas mesmo com a chegada da data limite ainda será possível realizar as inscrições

O Paraná ainda precisa de sete mil voluntários para chegar ao total de 85 mil necessários para a realização das eleições municipais de 2020. A informação foi confirmada à Banda B, na manhã desta quarta-feira (16), pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), o desembargador Tito Campos de Paula. O prazo para a nomeação dos eleitores para o pleito termina hoje, mas mesmo com a chegada da data limite ainda será possível realizar as inscrições.

Caso o número de eleitores voluntários não chegue a 100%, acontecerá a convocação de eleitores. Cidades como Chopinzinho, São João, Pato Branco, Pitanga, Campo Mourão, Guaraqueçaba e Loanda apresentaram baixa procura por voluntários. De acordo com o presidente do TRE-PR, haverá toda segurança sanitária durante o pleito, marcado para 15 de novembro.

“Foi feito todo um planejamento e estudo neste sentido. Materiais de segurança estão chegando, com álcool em gel individual, máscara e face shild para todos os mesários. Para se inscrever, basta acessar o mesário voluntário no site do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná e realizar o cadastro”, descreveu à Banda B.

Os mesários que trabalham nas eleições têm benefícios como: dispensa do serviço pelo dobro de dias trabalhados como mesário; auxílio-alimentação no valor de R$ 35 por dia de trabalho; crédito em disciplinas de cursos em instituições de ensino superior conveniadas; vantagem de desempate em concursos públicos, se houver previsão em edital e isenção de taxa de inscrição em concursos públicos estaduais.

Além do site do TRE-PRo mesário voluntário pode se cadastrar pelo aplicative-título.

Informações Banda B.

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PP anuncia apoio a Greca e lança chapa completa de vereadores em Curitiba

O diretório do Progressistas de Curitiba decidiu, por unanimidade, apoiar a candidatura à reeleição do prefeito Rafael Greca (DEM). O anúncio foi feito pela presidente municipal da legenda, deputada Maria Victoria, na convenção do PP realizada na quarta-feira (16). O PP foi o primeiro partido a declarar apoio a Greca no início do segundo turno de 2016 e volta a caminhar junto na eleição deste ano.

O PP também confirmou uma chapa completa de candidatos a vereador de Curitiba com 57 candidatos, composta por 39 homens e 18 mulheres; entre eles, o vereador Oscalino do Povo.

“Nosso partido está organizado e com lideranças em todas as regiões. Levamos ao prefeito Rafael Greca as nossas propostas que aliam desenvolvimento com a melhoria de vida das pessoas que mais precisam. Temos a preocupação de cuidar das pessoas”, disse Maria Victoria. “Estamos apoiando nosso prefeito e temos certeza de que os curitibanos irão reconhecer o seu trabalho de carinho e amor por nossa capital”, completou.

Cida Borghetti, ex-governadora do Estado, destacou o novo formato que os candidatos deverão adotar na campanha 2020 por conta da pandemia do cornavírus. “Essa será uma campanha diferente, em que a tecnologia será muito importante. Saibam aproveitar essa oportunidade única de expor a vontade de vocês de servir”, afirmou.

Ela elogiou a decisão dos candidatos a vereador de colocarem seus nomes à disposição da população curitibana e aconselhou a aproveitarem a oportunidade de construir uma plataforma para atender às demandas da comunidade. “Ao disputar uma eleição nós fazemos amigos, ganhamos experiência e adquirimos conhecimento. Ouçam à população e conheçam suas realidades, isso fará diferença em sua caminhada e trajetória de vida . Sucesso a vocês nesses 45 dias”, disse.

A convenção realizada no Palácio Garibaldi, centro histórico da capital, teve a presença restrita aos filiados com direito a voto e foi transmitida pelas redes sociais do partido.

Dinossauro paranaense? Pesquisadores apresentam dados inéditos sobre espécie que viveu no estado

Pesquisadores do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, divulgaram hoje (15) dados inéditos de uma pesquisa sobre o crescimento óssea da espécie do dinossauro Vespersaurus paranaensis. O estudo foi conduzido em parceria com Centro Paleontológico da Universidade do Contestado, instituição sediada no Paraná. Ele revela que esse animal poderia viver entre 13 e 14 anos e atingiam a maturidade sexual entre os 3 e 5 anos de idade.

O Vespersaurus paranaensis foi uma espécie de dinossauro de pequeno porte, com 1,5 metros de comprimento. Ele viveu no período Cretáceo, entre 90 e 70 milhões de anos atrás, no noroeste do Paraná. Nesta época, parte do Centro-oeste, do Sudeste e do Sul do Brasil formavam o Deserto Caiuá. A espécie habitava o entorno de áreas úmidas, possivelmente um oásis. Nesta mesma região, também já foram encontrados fósseis de lagartos extintos e de duas espécies de pterossauros.

Graças ao grande número de fósseis preservados do Vespersaurus paranaensis, foi possível traçar um panorama mais completo e confiável sobre como esses animais se desenvolviam, qual eram suas taxas de crescimento e quanto tempo levavam para se tornarem adultos. A técnica da osteohistologia, empregada no estudo, consiste na retirada de fragmentos do osso, através de cortes com serras elétricas. Por ser relativamente destrutiva, costuma ser usada apenas quando há abundância de fósseis.

Fêmur do dinossauro – Crédito Geovane Souza

A pesquisa constatou ainda a existência de um tipo de tecido ósseo incomum para os dinossauros, conhecido como paralelo-fibroso. Ele é caracterizado por um alto grau de organização das fibras de colágeno contida nos ossos e demanda mais tempo para se formar ao longo do crescimento do animal. Assim, as taxas de crescimento do Vespersaurus paranaensis eram provavelmente mais lentas do que o observado em outros dinossauros e mais similares a de jacarés e crocodilos.

Reconstrução do dinossauro – Arte de Geovane Souza

A hipótese dos pesquisadores é de que a desaceleração do crescimento desses animais estaria relacionado com o seu tamanho corpóreo. Também é possível que seja uma adaptação ao ambiente árido onde viviam.

O trabalho integrou a pesquisa de mestrado de Geovane Alves de Souza, financiada com bolsa Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Mobilizou ainda outros seis cientistas: Arthur Brum, Juliana Sayão, Maria Elizabeth Zucolotto, Marina Soares, Luiz Weinschütz, além do paleontólogo e diretor de Museu Nacional, Alexander Kellner.

De acordo com nota divulgada pelo Museu Nacional, as descobertas revelam a importância do financiamento de bolsas de pós-graduação, lançando luz sobre como os dinossauros viveram em um mundo de constante mudança climática e quais os mecanismos e estratégias de sobrevivência existiam no passado do planeta. “Apesar dos dinossauros fascinarem tanto cientistas quanto o público leigo, muitas perguntas sobre seu crescimento, metabolismo e anatomia ainda permanecem sem respostas”, diz o texto.

Vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Museu Nacional vem se reconstruindo desde o grave incêndio ocorrido em sua sede em 2018.  De acordo com a instituição, essa pesquisa inédita surge em momento oportuno e reforça a sua capacidade de produzir ciência de ponta e de qualidade. Os resultados do estudo também foram divulgados na PeerJ, revista científica internacional focada em ciências biológicas e ciências médicas.