A Paixão de Busão

Eu sempre gostei de andar de ônibus. Claro, ser submetido ao teste do Princípio da Impenetrabilidade com dois corpos ocupando o mesmo espaço é desagradável – e algumas decorrências disso são ainda MAIS desagradáveis – mas eu sempre gostei.

Tem alguns anos que ando de carro, o que é evidentemente mais confortável, mas inegavelmente mais desconfortante, na medida da sua impessoalidade. Eu gostava de ver pessoas. E aqui e ali, entre os anúncios mecânicos de parada, me apaixonava.

A paixão de busão é um fenômeno único, impossível de ser reproduzido em outro cenário. O tempo e o espaço se dobram: tão perto, duas cadeiras de distância, mas tão longe; sua duração é medida em pontos e paradas, até que ele se vá, flutuando como uma aparição única para as portas de desembarque.

Qual seu nome? Por quanto tempo poderei contemplá-la? Será que descerá no próximo tubo? Será que ao parar no terminal minha linha de visão será obstruída e tudo estará perdido? Ou a sorte e o destino irão me sorrir e a multidão a trará para mais perto de mim? Sentirei seu perfume em meio ao odor característicos dos fluídos corporais ao término da labuta?

Pobre de mim quando entrava uma segunda paixão: rolava a infidelidade de busão. Um triangulo amoroso velado e silencioso. Para quem olho, encabulado, por de trás do meu cabelo desgrenhado de início de vida adulta? Mas a primeira se ia. Logo depois, a segunda. Ou eu me ia antes, vendo o transporte público levar aquilo que não foi.

Hoje me resta, platônico que sou, a companhia das vozes que anunciam as notícias em meu rádio. E tentar, quando o trânsito me permite, emparelhar com ônibus para espiar em busca de uma nova paixão de busão.

0 Comments

  1. Encontrei minha amada esposa no busão, este ano fizemos 13 anos de casados.
    Nunca vou esquecer dos encontros “sem querer, querendo” e dos curtíssimos 40 minutos ndoo interbairros III do terminal Carmo ao terminal bairro Alto.

  2. Pare, andar de ônibus é uma bosta, se fosse bom tu queimava a latavelha e ia pra vida de biiaticulado, cheio de gente pedindo doação, pare de poetizar essa merda sucateada!

  3. O transporte de Curitiba já foi bom. Hoje é saudade de um tempo que não volta mais. Conto os dias da semana para poder pegar meu carro e me sentir livre: de ser empurrado ou pisoteado pelos apressados em busca de um banco, prensando pela porta do ligeirinho que está atrasado, de ter que ouvir vendedor da “Manassés”, “Missão Resgate”, “cocada 1 por 2 e 3 por 5”, “Bala com mel e gengibre”, a surda que pede trocados com bilhetes te socando pra tu pegar o papel, do motorista maluco que fica “freando bruscamente” fazendo todos irem pra cima de você, do cheiro de peido e suvaqueira que se tem em dias de chuva, onde todos lacram as janelas e não deixa nenhum ponto de respiro ou dos atrasos constantes que tem por ônibus velho que pega fogo, fumaça ou travam as portas e as rampas. Resumindo uma merda de transporte que nem prefeito e nem governador tem o real interesse de melhorar. Que venha o Uber Bus!!!

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Pix tem 100 milhões de chaves registradas

O sistema de pagamento instantâneo Pix atingiu a marca das 100 milhões de chaves hoje (3), conforme informação do Banco Central. A chave, previamente cadastrada, em banco ou outra instituição financeira, permite identificar a conta para receber pagamentos e transferências.

A chave pode ser os números do CPF (pessoas) ou do CNPJ (empresas), e-mail, número de celular ou chave aleatória – sequência alfanumérica utilizada por usuários que não queiram vincular seus dados pessoais às informações de sua conta. O recebedor também pode gerar QR Codes para recebimento de pagamentos. Outra possível é fazer o pagamento ou a transferência sem a chave, mas neste caso, é preciso digitar os dados bancários do recebedor.

O Pix é gratuito para pessoas físicas nas operações de transferência e de compra. Cada conta de pessoa física pode ter até cinco chaves vinculadas.

No caso de pessoa jurídica, o máximo é de 20 chaves por conta. As instituições financeiras poderão cobrar tarifa das empresas tanto no envio como no recebimento de dinheiro por meio do Pix. Serviços acessórios ligados ao pagamento e ao recebimento de recursos também poderão ser tarifados.

Hoje (3), o Banco Central e a Receita Federal anunciaram que as empresas podem quitar as contas com o Fisco por meio do Pix.

Prefeitura de Curitiba abre mais um hospital exclusivo para covid-19

O prefeito Rafael Greca e a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, visitaram as instalações da nova unidade antes da chegada dos primeiros pacientes

A Prefeitura de Curitiba ativou, nesta quinta-feira (3), mais um hospital exclusivo para pacientes de covid-19. O hospital Victor Ferreira do Amaral, no bairro Água Verde, tem capacidade para 54 leitos, sendo oito de UTI.

O prefeito Rafael Greca e a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, visitaram as instalações da nova unidade antes da chegada dos primeiros pacientes.

“Em menos de 20 dias o nosso governo ativou 187 leitos exclusivos para tratamento da covid, SUS exclusivos para covid, sendo 61 de UTI e 126 de enfermaria”, disse o prefeito Rafael Greca.

O Victor Ferreira do Amaral é o terceiro hospital ativado pela Prefeitura de Curitiba durante a pandemia do novo coronavírus e será gerenciado pela Secretaria Municipal da Saúde por meio de convênio com o Complexo do Hospital de Clínicas do Paraná.

Os outros dois hospitais exclusivos de covid-19 são o Instituto de Medicina e o Vitória.

O prefeito destacou o grande esforço e garantir assistência à população, mas ressaltou a necessidade da colaboração das pessoas em manter os cuidados básicos de segurança.

“De nada serve fazer aglomeração, não serve à sua saúde e não serve à cidade”, disse Greca.

Participaram da visita ao novo hospital, a diretora-geral do Hospital de Clinicas, Claudete Reggiani; o diretor da Fundação Estatal de Saúde (Feas), Sezifredo Paz e o presidente da Urbs, Ogeni Pedro Maia Neto.

Em julho a Prefeitura também contou com o hospital Irmã Dulce, que antes de virar unidade de estabilização psiquiátrica foi retaguarda de leitos clínicos para liberar vagas de covid-19 no Hospital do Idoso.

O hospital Victor Ferreira do Amaral faz parte do pacote de 174 novos leitos SUS exclusivos que serão ativados pela Prefeitura de Curitiba neste mês de dezembro: são 50 de UTI e 124 de enfermaria.

As novas ativações representam um aumento de 23% na capacidade hospitalar para tratamento da covid-19 em Curitiba, passando 756 leitos em atividade para 880.

Nesse momento de escalada da pandemia, dentro da estratégia da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba duas UPAs da capital tiveram mudanças na rotina de atendimento.

A UPA Boqueirão virou uma unidade de leitos clínicos específica de covid. Já a UPA Fazendinha passou a funcionar como retaguarda, recebendo pacientes não-covid do Hospital do Idoso, liberando vagas de covid.