Pacientes em tratamento de câncer podem tomar vacina contra Covid-19, diz oncologista

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Segundo Priscila Morosini, a única contraindicação ao uso dos imunizantes são possíveis alergias que podem gerar aos pacientes

Apesar de existir poucos estudos sobre o tema, há uma indicação geral dos especialistas na área de Oncologia para a aplicação dos imunizantes contra a Covid-19 nas pessoas com câncer. A revelação foi feita por Priscila Morosini, oncologista do Instituto de Hematologia e Oncologia Curitiba (IHOC)/Oncoclinicas, em entrevista à Banda B nesta segunda-feira (18). Ela afirmou que a única contraindicação ao uso dos imunizantes são possíveis alergias que podem gerar aos pacientes oncológicos.

“Não há sinais de que eles podem ser prejudicados. O único ponto que tem sido levantado em alguns estudos preliminares, é que, talvez, os pacientes não respondam tão bem como os pacientes que tem a imunidade adequada. Mas, o que temos de recomendação até o momento de grandes instituições que fazem o tratamento de pacientes oncológicos, é que a vacina está indicada para eles”, pontuou.

Um novo posicionamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) sobre estes estudos é aguardado nos próximos dias. Para Priscila, isto será fundamental para nortear as atitudes que deverão ser tomadas pelos oncologistas e pacientes em geral a respeito do coronavírus.

“O que há de recomendação preliminar é que estes pacientes não realizem a vacina no dia em que farão a quimioterapia. Mas que deixem para fazer a vacinação nos dias em que estão melhores. Isto será uma avaliação individualizada de cada oncologista com o seu paciente com base nos resultados dos exames com o intervalo das quimioterapias”, comentou a oncologista

Ressalva

Neste domingo (17), a ANVISA aprovou em caráter emergencial o uso das vacinas de Oxford e Coronavac. No Paraná, o plano de vacinação está previsto para começar nesta segunda-feira (18), em um evento simbólico às 17h, no hospital do Trabalhador. Em Curitiba, o prefeito Rafael Greca confirmou o início da aplicação dos imunizantes para a próxima quarta-feira (20) no Pavilhão do Barigui. Porém, a oncologista ressalta.

“Devemos reforçar que mesmo vacinando a população em geral como os pacientes oncológicos, a nossa conduta do dia a dia não deve mudar: uso de máscara e o distanciamento. Tudo até que tenhamos a porcentagem adequada da população vacinada para que voltamos ao que era antes”, concluiu Priscila à Banda B.

Informações Banda B.

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Insumos para 12 milhões de doses de vacina contra covid devem chegar ao Brasil

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O ministro das Comunicações, Fábio Faria, confirmou nesta quinta-feira (25) a chegada de insumos para a produção da vacina contra covid-19, a Covishield, desenvolvida pela universidade de Oxford, em parceria com a farmacêutica britânica AstraZeneca, e produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “O volume desembarcado deve gerar produção de mais de 12 milhões de doses”, escreveu em publicação nas redes sociais.

De acordo com o Ministério das Comunicações, os insumos virão da China com previsão de chegada ao Brasil no próximo domingo (28). Segundo a pasta, a medida faz parte “do esforço do governo federal” para garantir a imunização da população. Em viagem à Suécia no início deste mês, Faria conversou com o sócio majoritário da AstraZeneca, Marcus Wallenberg, e pediu que a empresa acelere o envio de insumos e vacinas para o combate da covid-19 no Brasil.

O acordo de cooperação da Fiocruz com a AstraZeneca prevê a produção e entrega 210,4 milhões de doses da Covishield até o final deste ano, sendo 110,4 milhões até julho. Para isso, serão enviados 14 lotes do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina. Esse será o segundo lote desses insumos enviado pelo laboratório chinês Wuxi Biologics, contratado pela farmacêutica AstraZeneca. O primeiro lote, que chegou no dia 6 de fevereiro, possibilitará a produção de mais 2,8 milhões de doses da vacina.

A previsão é que a primeira entrega dessas vacinas ao Ministério da Saúde, com 1 milhão de doses, ocorra na segunda quinzena de março.

No segundo semestre não será mais necessária a importação do IFA da vacina, que passará a ser produzido no laboratório Bio-Manguinhos da Fiocruz, após a conclusão da transferência de tecnologia pela AstraZeneca. De agosto a dezembro serão mais 110 milhões de doses de vacinas produzidas inteiramente na instituição.

Paralelamente a isso, o governo brasileiro também está recebendo doses prontas da Covishield, produzidas pelo Instituto Serum, da Índia, também parceiro da AstraZeneca.


Curitiba recebe novo lote de vacinas contra Covid-19 e vai retomar campanha

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Curitiba recebeu, nesta quinta-feira (25/2), nova remessa da vacina que imuniza contra o novo coronavírus. Foram entregues ao município 29.170 doses – 23.300 AstraZeneca/Fiocruz e 5.870 Coronavac/Instituto Butantan. As novas doses serão destinadas à retomada da vacinação de idosos e de trabalhadores da saúde que ainda não foram imunizados.

As novas doses foram direcionadas pelo Plano Nacional de Imunização (PNI) da seguinte forma: 9.370 doses serão destinadas a retomada da imunização do público previsto na primeira fase, os trabalhadores da saúde. Já o restante do novo lote de doses irá contemplar a retomada da imunização dos idosos.

O cronograma de retomada da campanha deve ser anunciado até o final desta quinta-feira (25/2). Após confirmar a quantidade de doses recebidas a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) fará um balanço das doses aplicadas e a população estimada para a definição do cronograma de retomada.

A entrega oficial da nova remessa foi feita no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar). O documento de recebimento do novo lote foi feito pela superintendente de Gestão em Saúde, Flávia Quadros.

Curitiba recebeu, nova remessa da vacina que imuniza contra o novo coronavírus, que serão destinadas a retomada da vacinação de idosos e trabalhadores da saúde. Curitiba, 25/02/2021. Foto: Divulgação

De lá as vacinas seguiram, já no caminhão da Prefeitura de Curitiba e escoltadas pela Guarda Municipal, para armazenamento na Central de Vacinas da cidade, onde todas as doses serão catalogadas no sistema do município.

Segunda dose

Na última terça-feira (23/2), Curitiba também recebeu um lote de 9.450 doses da vacina Coronavac/Instituto Butantan que estavam reservadas no Cemepar para a segunda aplicação daqueles que receberam a primeira dose.

Com os novos lotes, o município já recebeu 121.660 doses de vacina para o combate do novo coronavírus. Dessas 88.550 são destinadas para a primeira aplicação e 32.610 são para a segunda dose.