Otimista com vacina no início de 2021, secretário acredita em queda na curva de covid-19 em 40 dias

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Segundo Beto Preto, o Paraná obteve um bom resultado no controle da doença por ter feito um grande número de testes e, além disso, ter dado a assistência necessária aos pacientes infectados

A curva de casos e mortes por coronavírus no Paraná devem começar a ter uma queda importante em cerca de 30 a 40 dias. É o que acredita o secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, que em entrevista à Banda B, na tarde desta quinta-feira (24), também se mostrou otimista a aplicação da vacina na população do Paraná até março de 2021.

Segundo Beto Preto, o Paraná obteve um bom resultado no controle da doença por ter feito um grande número de testes e, além disso, ter dado a assistência necessária aos pacientes infectados. “Não faltaram leitos de UTI e enfermaria e isso é realmente importante. Tivemos muitos testes e conseguimos fazer o bloqueio dos municípios. Esse trabalho em conjunto teve um resultado muito importante. Queria poder dizer que foi ótimo, mas como perdemos paranaenses todos os dias não há o que comemorar”, ponderou.

Foram realizados até agora no Paraná 632.282 testes RT-PCR, considerados padrão ouro pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ficando atrás apenas de São Paulo em números absolutos. Além disso, o Paraná fica atrás apenas de Minas Gerais entre os estados brasileiros com o menor número de casos e de óbitos pela Covid-19 por 100 mil habitantes. A taxa de incidência da doença na população paranaense foi de 1.477,4 casos por 100 mil habitantes, com 37,1 mortes a cada 100 mil.

Sobre uma queda nas curvas de mortes e casos, o secretário de Saúde ressaltou que nas últimas semanas o Paraná já tem números em tendência de queda, mas ainda não em valores consideráveis. “Estamos há duas semanas com diminuição de 15% de casos e 2%de morte, mas no Litoral, por exemplo, houve um aumento de 28%. Eu acho que nos próximas 30 a 40 dias estaremos em uma curva decrescente e talvez haja a possibilidade de um retorno de algumas atividades como as aulas, desde que seja com segurança para os professores e alunos. Temos que tratar isso com todo respeito e sem sofrer pressões”, disse.

O que vai realmente ‘derrubar’ o vírus é uma vacina, mas isso só deve acontecer em fevereiro ou março do ano que vem. “Pessoas de alto gabarito estão tocando essas vacinas, laboratórios russos, chineses e norte-americanos. Eu vejo que em algum momento ela vai chegar. Não dá para ter uma certeza, mas talvez no início de fevereiro ou março isso aconteça. Tudo nos leva a crer que será possível isso em cinco meses”, falou.

Mortes de profissionais de Saúde

O secretário de Saúde lamentou durante a entrevista a perda de profissionais da saúde paranaenses na pandemia. “Nós tivemos muitos casos de contaminação dentro das equipes e profissionais perderam a vida. Você toma todo cuidado com os pacientes, mas se contamina em casa ou até no refeitório no hospital. São verdadeiros guerreiros que em nenhum momento deixaram de lutar”, concluiu.

O boletim da Secretária de Saúde do Paraná da última quarta-feira aponta 167.144 casos e 4.201 mortos em decorrência da doença.

Informações Banda B.

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Paraná receberá mais 146,8 mil doses de vacinas contra Covid-19

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O Ministério da Saúde confirmou ao Governo do Paraná nesta terça-feira (2) o envio de mais 146.800 doses de vacinas contra o novo coronavírus. O novo lote é da CovonaVac, desenvolvida pela Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, e faz parte de uma nova remessa de 1,9 milhão de doses encaminhadas pela entidade paulista ao governo federal.

As novas doses chegarão às 8h30 no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Logo em seguida serão encaminhadas para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), onde parte será armazenada e parte preparada para distribuição para as Regionais da Saúde.

O Paraná recebeu até o momento 706.200 doses de vacinas contra o novo coronavírus. Da Coronavac/Instituto Butantan foram 265.600 no 1º lote, 39.600 no 2º lote, 147.200 no 3º lote e 64.800 no 4º lote, além de mais 189.000 doses da Universidade de Oxford/AstraZeneca/Fiocruz. Com as novas remessas, serão 853.000 doses entregues ao Estado desde o começo da imunização. O Paraná atingiu nesta terça-feira (2) 317 mil pessoas vacinadas com as duas doses.

Essas novas doses continuarão a ser aplicadas nos públicos prioritários, de acordo com o Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19. Ele segue a mesma linha do Programa Nacional de Imunizações (PNI), ou seja, nesta primeira etapa da vacinação continuarão a ser imunizados profissionais da saúde que atuam na linha de frente de atendimento aos doentes e idosos com mais de 80 anos.

Média móvel de casos no Paraná aumentou 48,5% em duas semanas

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Em duas semanas, a média móvel de casos confirmados de Covid-19 teve aumento de 48,5% no Paraná. De acordo com o último Informe Epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde, publicado na segunda-feira (1º), em 28 de fevereiro a média móvel era de 3.724 novos diagnósticos por dia, calculada por um período de sete dias.

O aumento no número de diagnósticos é observado desde o início do mês. Na semana epidemiológica 5 (de 31 de janeiro a 6 de fevereiro) foram confirmados 17.651 casos, com um leve aumento na seguinte (7 a 13 de fevereiro), com 17.686 confirmações. Na semana epidemiológica 7 (14 a 20 de fevereiro), o número de casos saltou para 21.612. Na última semana fechada (21 a 27 de fevereiro) já eram 27.090 casos.

Com apenas dois meses completos, o ano de 2021 já concentra um quarto de todas as mortes da pandemia. Até 1º de março, o Paraná somava 645.621 casos e 11.598 mortes. Destas, 3.005 morreram neste ano.

A escalada nos diagnósticos e a ocupação dos leitos foram os motivos que levaram o Governo do Estado a ampliar as medidas restritivas para reduzir os contágios. Também houve aumento na média móvel de óbitos no mesmo período, chegando a 38 mortes diárias na semana encerrada em 28 de fevereiro e 29 mortes por dia, duas semanas antes. Os dados são atualizados constantemente pela Secretaria da Saúde.

“Estamos no momento mais crítico da pandemia, com nossos hospitais trabalhando no limite. O governo está fazendo a sua parte, aumentando o número de leitos, mas a estrutura é finita. Precisamos de um esforço coletivo para derrubar esses números e achatar novamente a curva. Cada vida que tenha condições de ser salva importa muito”, afirma o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

PERFIL – Enquanto mais pessoas jovens se contaminam, as mais velhas são as principais vítimas fatais. Também há mais casos de mulheres que tiveram a doença, mas é maior o número de homens que morrem por causa da Covid-19. Em cada seis idosos com mais de 70 anos que se contaminaram, um morreu por causa da doença. Já na faixa etária entre os 30 e os 39 anos, que concentra o maior número de casos, foi um óbito para cada 450 infectados.

A média de idade entre os confirmados é de 39,56 anos, enquanto as pessoas que morreram tinham em média 68,92 anos de idade. As mulheres respondem por 53% dos casos (344.805) e por 41% dos óbitos (4.791). Já os homens são 47% dos contaminados (300.816) e 59% dos mortos (6.807).

A faixa etária que concentra o maior número de casos é a dos 30 aos 39 anos de idade, com 144.435 diagnósticos positivos. Na sequência, estão as faixas dos 20 aos 29 anos (136.660); de 40 a 49 anos (119.063); de 50 a 59 anos (91.439); de 60 a 69 anos (52.375); de 10 a 19 anos (45.264); de 70 a 79 anos (24.885), de zero a 5 anos (12.389); mais de 80 anos (11.393) e de 5 a 10 anos (7.718).

Entre os óbitos, a maior média é entre os idosos na faixa dos 70 aos 79 anos, com 3.166 mortes. Também morreram 2.916 pessoas com 80 anos ou mais; 2.827 com idade entre 60 e 69 anos; 1.525 pessoas de 50 a 59 anos; 710 com idade entre 40 e 49 anos; entre os de 30 e 39 anos foram 320 óbitos; 102 mortes na faixa dos 20 aos 29 anos; 32 dos 10 aos 19; duas dos 6 aos 9 anos e oito entre crianças de zero a 5 anos.   

LEITOS – Atualmente, 3.650 pessoas estão internadas no Paraná com casos suspeitos ou confirmados, tanto na rede pública quanto na privada. São 2.198 em leitos clínicos de enfermaria e 1.452 em UTIs. Na última semana, o Estado ativou 148 novos leitos exclusivos para atender pacientes com a doença, 55 de UTI e 93 de enfermaria, e prevê ainda ampliar a estrutura com outros 97.

Mesmo com a ampliação, a taxa de ocupação dos leitos de UTI do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado está hoje em 92% – das 1.365 UTIs adulto, 1.257 estão ocupadas. Já a taxa de ocupação nos leitos de enfermaria chegou a 72%, com 1.439 dos 1.985 leitos disponíveis ocupados. A situação mais crítica é na macrorregião Oeste, que tem 97% das UTIs e 79% das enfermarias sendo utilizadas.

Informações AEN PR.