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Oposição Classifica Plano de Ocupar Gaza como “Catástrofe”

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Israel Aprova Plano para Ocupação da Cidade de Gaza

Na última sexta-feira (8), o gabinete de segurança e assuntos políticos de Israel deu luz verde ao plano do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para ocupar a Cidade de Gaza, um movimento que intensifica o conflito já em curso há 22 meses na região. As reações adversas a essa decisão começaram a surgir, refletindo preocupações sobre suas possíveis consequências.

Reações de Líderes Opositores

O líder da oposição israelense, Yair Lapid, criticou a decisão, chamando-a de “catástrofe” e alertando que poderá resultar em um aumento no número de mortes entre reféns e soldados israelenses. Ele atribui a pressão por esta ocupação aos ministros ultradireitistas Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich, que atuam em áreas de Segurança Nacional e Finanças, respectivamente. Lapid afirma que essa aprovação vai contra os interesses das lideranças militares do país.

Críticas Internacionais

A reação ao plano não se restringiu a Israel. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, considerou a ação “errada”, afirmando que não contribuirá para a resolução do conflito nem para a libertação de reféns, mas sim resultará em mais derramamento de sangue.

A China também expressou suas preocupações, instando Israel a parar suas “iniciativas perigosas”. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês enfatizou que Gaza pertence ao povo palestino e que um cessar-fogo imediato é necessário para aliviar a crise humanitária e garantir a segurança na região.

Apelo da ONU

Volker Turk, chefe de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), alertou que a escalada militar em Gaza resultará em mais mortes e sofrimento. Em comunicado, Turk reforçou que o plano israelense desafia decisões da Corte Internacional de Justiça, que insiste na necessidade de uma solução de dois Estados e no direito dos palestinos à soberania.

“Essa nova escalada resultará em mais deslocamentos forçados, mortes e crimes atrozes. Ao invés de intensificar o conflito, Israel deve focar na proteção de civis e na liberação de reféns”, afirmou Turk.

Impactos Humanitários

Dados do Ministério da Saúde de Gaza, associado ao Hamas, revelam que cerca de 200 palestinos já morreram de fome desde o início da guerra, incluindo muitas crianças. Desde o ataque do Hamas contra comunidades no sul de Israel em 7 de outubro de 2023, que resultou na morte de cerca de 1.200 pessoas e no sequestro de 251 reféns, a retaliação israelense causou a morte de mais de 61 mil palestinos na região, segundo informações recentes.

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