Em um caso de grande repercussão, Cristiano da Silva Lacerda, capitão de fragata da Marinha, foi condenado a 80 anos de reclusão pela Justiça do Rio de Janeiro. A condenação ocorreu na quinta-feira (12), em decorrência do assassinato a facadas dos seus ex-sogros em junho de 2022.
Detalhes da Condenação
O trio de jurados do III Tribunal do Júri da Comarca da Capital sentenciou o oficial pelo duplo homicídio de Geraldo Pereira Coelho, de 73 anos, e Osélia da Silva Coelho, de 72 anos, pais de seu ex-namorado.
O crime, que foi classificado como duplo homicídio triplamente qualificado, ocorreu no bairro do Jardim Botânico. Além da pena de prisão, a juíza responsável pela sessão determinou a perda do cargo de Lacerda na Marinha.
Compensação aos Filhos das Vítimas
A sentença inclui a obrigação de Cristiano Lacerda pagar R$ 200 mil em danos morais a cada um dos filhos das vítimas, em razão da gravidade do crime.
Na decisão, a juíza enfatizou a conduta reprovável do réu, especialmente por sua posição como militar de alta patente.
Circunstâncias do Crime
O atentado ocorreu no apartamento onde Cristiano residia com seu ex-parceiro. Dias antes do assassinato, o ex-namorado relatou à Justiça ter sido agredido, e que Cristiano expressou o desejo de sua morte.
Segundo o Ministério Público, as vítimas foram atacadas enquanto se preparavam para dormir, o que impossibilitou qualquer defesa.
A crueldade do crime foi ressaltada pela quantidade de golpes desferidos, causando grande sofrimento, especialmente por se tratar de pessoas idosas.
Na noite dos homicídios, Cristiano enviou uma mensagem ao ex-parceiro, alegando que a mãe dele estava mal. Ao chegar em casa, Felipe encontrou os corpos dos pais cobertos de sangue.
Cristiano foi localizado escondido em um baú, portando uma faca, medicamentos e uma garrafa de uísque.
Defesa e Contestações
A defesa de Cristiano argumentou que o réu apresentava um “grave histórico de transtorno mental” e que, no dia do crime, ele havia consumido álcool e medicamentos controlados, resultando em perda de consciência.
A defesa reforçou que o capitão tinha um longo histórico de tratamento psiquiátrico e psicológico em hospitais da Marinha.
Entretanto, o Ministério Público contrapôs essas alegações com laudos que confirmaram que Cristiano era plenamente capaz de entender a ilicitude de seus atos. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro rejeitou os recursos da defesa e manteve a decisão de levar o réu a júri popular em março de 2024.
Fonte: CNN https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/rj/oficial-da-marinha-e-condenado-por-matar-os-pais-de-ex-namorado-no-rj/
