O Cidadão Ilustre: um filme para ler ou livro para assistir

Um história boa pode ser contada de várias maneiras. A narrativa é a arte de amarrar as ideias, dar espaço ao silêncio, chamar o próximo pedaço pra fazer parte daquele todo que vai se revelando na medida em que a história avança. O filme “O Cidadão Ilustre”, de 2016, é uma boa história.

O filme é argentino e conta a história de um escritor famoso de uma pequena cidade, a 700 quilômetros de Buenos Aires. Não vale a pena contar porque o enredo e o filme são bons, basta você abrir um desses serviços de streaming de vídeos disponíveis e comprovar.

Neste fim de semana, mais um no meio da pandemia, assistimos sete filmes. Este fez eu lembrar o nome depois que acabou e ter vontade de pensar nele. O filme é premiado, o que não quer dizer nada.

Na verdade, os últimos sete minutos me atraíram mais do que todo o resto. “A realidade não existe. Não existem fatos e sim interpretações”, essa bela frase é dita pelo protagonista, o escritor argentino Daniel Mantovani.

Na sequência ele fala algo que lembra também um pouco o jornalismo. “A verdade, ou o que chamamos de verdade, é uma interpretação que prevaleceu sobre as outras”.

Um escritor tem a liberdade para tirar os personagens da cabeça. Personalidades de pessoas mesquinhas, viciadas, hipócritas, maldosas, ruins, sem caráter, vis e baixas podem deixar de ocupar a mente e serem “expurgadas” para o papel. Talvez as gavetas fiquem mais leves e limpas assim.

Mas tudo pode ser mentira, inclusive o que você assistir na tela ou ler por aí.

TEXTO por: Adriano Kotsan

Curitiba recebe festival de cinema gratuito em homenagem aos países do BRICS

Em sua 14ª edição, a Bienal Internacional de Curitiba, maior evento de arte contemporânea do Brasil, vai promover o 1º BRICS Film Festival, evento inédito que reúne curtas e longas-metragens dos cinco países membros do BRICS: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O festival, que tem como tema “memória e homenagem”, contará com uma participação destacada de artistas contemporâneos dessas nações em sua composição.

Com curadoria de Denize Araújo, os filmes serão exibidos entre os dias 28 de novembro e 04 de dezembro, em sessões gratuitas, sempre às 20h, no Cine Passeio. Entre as obras apresentadas estarão títulos como: “Nós que aqui estamos por vós esperamos”, do diretor Marcelo Masagão (Brasil); “Photographs from family archive”, com direção de Svetlana Pozharskaya (Rússia); “Misra Natak Company”, do diretor Prakhar Vishwani (Índia); “Dissociative Connection”, com direção de Wong Chung Yan (China); “O Encontro”, de Marcos Jorge (Brasil); “Inverso Mundus”, de AES+F (Rússia); “Ame quem você ama”, de Jenna Bass (África); “Cinemawala”, de Kaushik Ganguly (Índia); “Neighbors”, de Jia Zhangke (China); e “The Body”, com direção de Siyabonga Mbele (África do Sul).

Os ingressos para o BRICS Film Festival são gratuitos e deverão ser retirados até uma hora antes das sessões na bilheteria do Cine Passeio. O festival contará ainda com o especial “Brics Kids”, com a apresentação de curtas infantis de animação com curadoria de Alexandre Juruena, Diretor do Festival Anim!Arte. Além da exibição dos filmes, o público poderá participar de debates com diretores e especialistas logo após as sessões. A programação completa, com os dias de cada exibição e palestras, está disponível no site e nas redes sociais oficiais da Bienal de Curitiba.

O 1º BRICS Film Festival acontece entre os dias 28 de novembro e 04 de dezembro, no Cine Passeio (R. Riachuelo, 410), com entrada gratuita. Mais informações no site www.bienaldecuritiba.com.br.

Michael Jackson vai virar filme do mesmo diretor de Bohemian Rhapsody

Graham King, produtor de Bohemian Rhapsody, conseguiu com os herdeiros de Michael Jackson os direitos de fazer um filme sobre a vida do Rei do Pop com acesso a todas as suas músicas, de acordo com fontes do Deadline.

As fontes da publicação garantem que o filme não pretende ser uma representação mais afável e polida da vida de Michael Jackson, e que deve abordar grandes polêmicas.

King convocou o escritor John Logan, três vezes indicado ao Oscar, para escrever o roteiro. Os dois já trabalharam juntos no filme O Aviador, dirigido por Martin Scorsese, que narra a vida do engenheiro e piloto Howard Hughes que sofreu com TOC.

O produtor ainda irá trabalhar no roteiro com o colega antes de levar o projeto para algum estúdio. Por isso, a cinebiografia de Michael Jackson ainda não tem uma previsão de estreia.

Via: Adoro Cinema