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Novo Circular Centro terá frota elétrica e entra em operação no segundo semestre de 2026

Linha clássica de Curitiba voltará com tarifa diferenciada, ônibus elétricos e novo trajeto pelo Centro

O Circular Centro, uma das linhas mais tradicionais de Curitiba, voltará a circular em 2026 com frota 100% elétrica, tarifa diferenciada e itinerário modernizado.
A informação foi confirmada nesta segunda-feira (13) pelo presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), Ogeny Pedro Maia Neto, durante apresentação do projeto que integra a nova concessão do transporte coletivo da capital.


Retorno previsto para o segundo semestre de 2026

De acordo com Maia Neto, o novo Circular Centro deve entrar em operação no segundo semestre de 2026, dentro do projeto “Curitiba de Volta ao Centro”, que busca revitalizar e reocupar a região central da cidade.

A nova versão da linha contará com ônibus menores, de cerca de 10 metros de comprimento, motor elétrico, climatização, silêncio operacional e zero emissão de poluentes.

“Vamos utilizar ônibus menores e com tarifa diferenciada. A linha será moderna, sustentável e cobrirá os principais pontos do Centro”, explicou o presidente da Urbs.

O pagamento das passagens será possível por cartão transporte, crédito e débito, como nas demais linhas do sistema. A cor dos veículos ainda será definida, mas será diferente das outras frotas para manter a identidade visual da linha.


Sustentabilidade e revitalização

O novo Circular Centro elétrico faz parte da estratégia de mobilidade sustentável de Curitiba, que prevê a expansão da frota de veículos não poluentes.
Além de reduzir emissões e ruídos, os novos ônibus trarão mais conforto térmico e acessibilidade, alinhando-se ao plano de modernização do transporte urbano.

O projeto está diretamente vinculado ao programa Curitiba de Volta ao Centro, que busca incentivar o comércio, o turismo e a circulação de pessoas na região central.


🕰️ Histórico da linha

Criado em 10 de setembro de 1981, o Circular Centro se tornou um símbolo da mobilidade curitibana.
Com tarifa reduzida e veículos na cor branca, atendia trajetos curtos para compras e passeios na região central. Antes de ser desativada durante a pandemia, em 2020, transportava cerca de 46 mil passageiros por mês.


Novas linhas e integração

Além do retorno do Circular Centro, a nova concessão do transporte coletivo prevê quatro novas linhas diretas para melhorar a conexão entre regiões da cidade, reduzindo o número de baldeações:

  • Terminal Tatuquara – Terminal Carmo
  • Terminal Pinheirinho – Terminal Centenário
  • Terminal Santa Felicidade – Terminal Bairro Alto
  • Terminal Portão – Terminal Capão da Imbuia

Segundo Maia Neto, essas novas ligações vão encurtar trajetos e agilizar o deslocamento dos passageiros.
Há ainda estudos para o retorno da linha Aeroporto, em parceria com a Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná.


Transporte sob demanda

Outra novidade prevista é o transporte sob demanda, em formato piloto.
Nesse modelo, o passageiro solicita o ônibus por aplicativo, acompanha o trajeto em tempo real e realiza o pagamento digitalmente — semelhante a um sistema de carona.

O serviço será integrado ao sistema convencional e deve atender bairros com menor fluxo de passageiros, oferecendo mais flexibilidade e eficiência.


Revisão e otimização de linhas

A nova concessão também inclui a revisão de 26 linhas com baixa demanda, a fim de eliminar sobreposições e otimizar o uso da frota.
O Sistema Integrado de Mobilidade (SIM) de Curitiba atualmente possui:

  • 309 linhas ativas
  • 22 terminais
  • 329 estações-tubo
  • 1.189 ônibus em circulação
  • 555 mil passageiros/dia útil

Consulta pública e cronograma

A consulta pública sobre a nova concessão do transporte vai até 17 de outubro, e a população pode enviar sugestões e participar do processo de modernização no site da Urbs.
Uma audiência pública será realizada nesta quarta-feira (15/10) no Salão de Atos do Imap Barigui.

🗓️ Cronograma previsto:

  • Publicação do edital: novembro de 2025
  • Leilão da concessão: janeiro de 2026
  • Início da transição: junho de 2026
  • Início da operação: segundo semestre de 2026

O novo contrato terá prazo de 15 anos e prevê investimentos de R$ 3,7 bilhões em toda a rede.


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