Novo aplicativo do Estado amplia serviços de telemedicina

O Governo do Estado lançou nesta quinta-feira (5), na Universidade Estadual de Londrina (UEL), um novo serviço de atendimento à população chamado Saúde Online Paraná. A plataforma inovadora utiliza um sofisticado sistema de Inteligência Artificial, que vai conectar os pacientes e profissionais da Saúde de forma personalizada e eficiente. Para fazer download do aplicativo, clique aqui.

O aplicativo será usado como medida de prevenção e combate à Covid-19, infecção respiratória grave, causada pelo novo coronavírus e seus efeitos psicológicos, além do monitoramento de doenças crônicas, que podem agravar o quadro clínico de pessoas contaminadas.

Para o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o novo aplicativo multiplica o alcance das medidas de proteção e atenção em saúde do Governo do Estado. “Um projeto inovador, que alia tecnologia e profissionais gabaritados para aprimorar e ampliar o atendimento à saúde da população em um momento tão delicado como este”, disse ele. “Estamos implantando sistemas inovadores para aproximar o governo da população e aprimorar serviços públicos”, afirmou.

Ratinho Junior também destaca que as medidas para o enfrentamento da pandemia incluem a expansão da oferta de leitos para pacientes da Covid-19, entrega de novos hospitais, parcerias para produção de vacina, além de proteção às pessoas mais vulneráveis. “O Saúde Online Paraná vem reforçar o rol de medidas de combate à Covid-19, consolidando nosso Estado como uma referência nesta área”.

O superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, enfatiza que o novo aplicativo vai beneficiar a saúde física e mental da população. “Ele permitirá o acompanhamento de relatórios e indicadores integrados sobre a situação da pandemia no Estado”, afirma, destacando melhorias no processo de tomada de decisões estratégicas por parte do Governo do Estado.

APLICATIVO – No aplicativo, disponível inicialmente para Android na Play Store, os cidadãos poderão acessar informações oficiais sobre o novo coronavírus e receber atendimento de profissionais da saúde de plantão, tanto para buscar orientações relacionadas à Covid-19, quanto para outras doenças. A plataforma localiza as unidades de saúde mais próximas ao cidadão e apresenta informações sobre atendimentos. Em breve, o aplicativo estará disponível também na App Store para IOS.

“Precisamos utilizar todas as ferramentas e estratégias disponíveis para a promoção da saúde da nossa população. Já tivemos um período de uso do aplicativo extremamente bem-sucedido e apresentamos agora o aprimoramento do serviço”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

INOVAÇÃO – O novo aplicativo foi desenvolvido pela Techtools Health Innovation, empresa de inovação em saúde, a partir de uma demanda da Superintendência Geral e Ciência, Tecnologia e Ensino, com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde.

“Reunimos as melhores tecnologias de certificação de identidade, triagem, inteligência artificial e telessaúde. Com base nesses dados, o Estado poderá gerir as políticas de Saúde Pública de forma ainda mais assertiva, engajando a comunidade na vigilância participativa”, comenta Jeff Plentz, fundador da empresa parceira.

Coordenadora do projeto de extensão UEL pela vida e contra o Coronavírus, Daniela Frizon Alfieri explica que a universidade será responsável pela coordenação da iniciativa. “A UEL já trabalhava com o conceito de telessaúde antes da pandemia, sendo referência no Paraná. Possuímos profissionais qualificados em diferentes áreas que vão contribuir para ampliar o acesso dos paranaenses ao serviço de saúde, reforçando o combate ao coronavírus”.

FUNCIONALIDADES – Os cidadãos cadastrados no aplicativo podem incluir os familiares que não possuem dispositivos móveis com acesso à Internet. Depois do cadastro, os pacientes passam por uma triagem rápida, selecionando as seguintes opções: Suspeita de Covid-19; Retorno de Covid-19 positivo; e Contato com Covid-19 positivo.

De acordo com o resultado da triagem, o paciente pode ser encaminhado a uma unidade de pronto atendimento ou realizar uma consulta remota com os médicos da plataforma, no período das 8 às 23 horas, diariamente. As consultas são realizadas pelo próprio aplicativo, por meio de Teleconsulta.

Caso seja necessário, os médicos podem prescrever medicamentos e emitir atestados digitais. Os médicos que atuam no Teleatendimento têm acesso ao histórico completo de consultas realizadas pelos pacientes, agilizando os diagnósticos e prognósticos.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL – O Saúde Online Paraná utiliza recurso de Inteligência Artificial para identificar mais de 750 condições físicas e mentais diferentes. Ao responder um questionário fácil e intuitivo, o cidadão terá uma sugestão do nível de criticidade de sua condição de saúde e poderá se programar para procurar o atendimento médico indicado.

TELEMEDICINA – A Telemedicina é um segmento da saúde que utiliza Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) na atenção médica a pacientes e profissionais da área, situados em locais diferentes, principalmente casos médicos em que a distância representa fator crítico na oferta de serviços de saúde.

Esse serviço remoto possibilita o suporte ao diagnóstico clínico, permitindo a interpretação de exames e a emissão de laudos médicos a distância. A especialidade está amparada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), por meio da Resolução CFM nº 1.643/2002, com reconhecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS), desde a década de 1990.

SEGURANÇA – O aplicativo preza pelos mais rígidos controles de privacidade, a fim de garantir que os dados de identidade dos cidadãos sejam preservados. As informações contidas na plataforma não serão usadas para nenhum outro fim, que não a segurança e a proteção sanitária da população paranaense.

Foto: AEN.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Paraná recebe novo lote de vacina e amplia imunização de profissionais da saúde

O Paraná recebeu nesta segunda-feira (25) um novo lote de vacinas contra a Covid-19 com 39.600 doses. É o terceiro lote de vacinas que chega ao Estado em uma semana. O imunizante é o Coronavac e será usado prioritariamente na proteção dos trabalhadores que estão na linha de frente do combate à pandemia, já que a Secretaria de Estado da Saúde confirmou que finalizou o processo de vacinação de dois importantes setores dentro do grupo prioritário que compõe essa primeira etapa.

De acordo com a Saúde, todos os 12.224 idosos com 60 anos ou mais residentes em instituições de longa permanência para idosos (ILPI) e os 10.565 índios que residem em terras demarcadas receberam a primeira dose da proteção. Após revisão por parte do Ministério da Saúde, a secretaria estima em 303 mil pessoas os profissionais da saúde no Paraná. A distribuição deste novo lote para as 22 Regionais de Saúde vai começar nesta terça-feira (26).

“Insistimos com os municípios para que priorizem essas pessoas, que precisamos vacinar logo. Temos de fazer com que todas as doses cheguem aos profissionais envolvidos. Gente que trabalha em hospitais, no Siate e no Samu e estão diretamente no atendimento da doença. Essas doses de agora vão ajudar a fazer andar um pouco mais essa fila”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

A nova remessa desembarcou no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, por volta das 13h30. É a parte que cabe ao Paraná de um lote de 910 mil imunizantes divididos pelo Governo Federal entre todos os estados e o Distrito Federal. O lote integra as 4,8 milhões de doses emergenciais autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na sexta-feira (22). A Coronavac é produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo.

O secretário Beto Preto reforçou que até o fim de janeiro o Ministério da Saúde deve disponibilizar mais um grupo de imunizantes, também da Coronavac. As 3,89 milhões de doses que faltam para completar o grupo de 4,8 milhões. “É uma parte porque se trata do que o Butantan tem em estoque neste momento. Conforme forem envasando mais doses, outras chegarão ao Paraná”, disse o secretário.

Ainda segundo ele, a estimativa é que o Paraná fique novamente com 5% da divisão, quantitativo equivalente ao tamanho da população. Confirmando a conta, seriam mais 194.500 vacinas. “Aí sim, serviria para imunizar todos esses profissionais que estão há mais de dez meses guerreando com o vírus”, destacou.

TOTAL – Essa é a terceira remessa de vacinas contra o coronavírus que chega ao Paraná. Na segunda-feira (18), o Estado recebeu 265.600 doses da Coronavac. No sábado (23), outras 86.500 doses, desta vez do produto desenvolvido pela Universidade de Oxford em parceria com o Laboratório AstraZeneca. Com as 39.600 desta segunda, o Paraná chega a 391.700 doses.

A quantidade, porém, não significa o mesmo número de pessoas imunizadas. Como há uma taxa de descarte de 5%, cerca de 19.500 doses não serão aproveitadas. Outro ponto é a particularidades de cada vacina.

A diferença entre a CoronaVac e a AstraZeneca, explicou Beto Preto, se dá em relação ao prazo de aplicação entre uma dose e outra, pois ambas preveem duas imunizações.

Enquanto a Coronavac necessita de três semanas, a vacina de Oxford pede espaço de quatro meses. Assim, os lotes formados pelo imunizante da Sinovac foram divididos em duas partes iguais, garantindo as duas doses para quem for receber.

No caso da AstraZeneca será usada todas as vacinas para pessoas diferentes, pois estão previstas a chegada de novas remessas ao Paraná neste intervalo de 120 dias. Ou seja, a quantia será suficiente para proteger aproximadamente 265 mil paranaenses.

O armazenamento de todos os imunizantes está sendo feito no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), em Curitiba, que conta com ampla estrutura de freezers e câmaras frias, além de questões de segurança.

FIOCRUZ – Diretor-geral da Secretaria da Saúde, Nestor Werner Junior, disse nesta segunda-feira (25) que uma comitiva da Fiocruz vai viajar nesta semana para a Índia em busca de um novo lote de vacinas produzidas pelo País. É lá que está instalado o Instituto Serum, um dos centros da AstraZeneca para a produção de imunizantes.

Foi essa parceria que garantiu ao Paraná pouco mais de 86 mil doses dos 2 milhões de imunizantes que chegaram ao País no sábado. “Temos conversado bastante com o pessoal da Fiocruz. Eles vão tentar antecipar doses, pois a produção por parte da Fiocruz depende dos insumos que precisam chegar da China”, explicou.

PLANO – Segundo o Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19, que segue a mesma linha do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde, na primeira etapa da vacinação são imunizados profissionais da saúde que atuam na linha de frente de atendimento aos doentes, os que aplicam as vacinas, pessoas com mais de 60 anos que residem em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) e os profissionais que atuam nos locais,  população indígena, pessoas com deficiência severa e trabalhadores que atuam em unidades de saúde que atendem pacientes com suspeita ou confirmação da infecção pelo novo coronavírus.

A definição de grupos prioritários seguiu critérios do Ministério da Saúde, como tempo de contato (ou exposição) com os pacientes infectados pela Covid-19 e pessoas com maior risco de complicações pela infecção causada pelo Sars-CoV-2.

Na sequência, o Estado planeja vacinar pessoas com 80 anos ou acima desta idade, pessoas entre 75 e 79 anos e assim sucessivamente, até aqueles que têm idade variando entre 60 e 64 anos. Com a quantidade de doses disponibilizadas, seguindo a ordenação por grupos prioritários, a previsão é vacinar o total de 4.019.115 pessoas até maio de 2021. A vacinação ocorrerá de acordo com o recebimento dos imunizantes, de forma gradual e escalonada.

O Paraná tem 1.850 salas de vacinação nos 399 municípios. A quantidade de locais varia em cada cidade de acordo com o tamanho da população. Os municípios são responsáveis pela gestão dos profissionais para aplicação das doses da vacina.

Informações AEN.

Emocionado na delegacia, motorista de acidente com 19 mortes na BR-376 alega problema nos freios

Em depoimento à Polícia Civil, o condutor, muito emocionado, disse que tentou acessar a área de escape da rodovia, próxima ao local do tombamento, porém não conseguiu

O motorista de 67 anos, que conduzia o veículo envolvido no acidente que deixou 19 mortes na BR-376, em Guaratuba, Litoral do Paraná, na manhã desta segunda-feira (25), alegou problema nos freios do veículo. Em depoimento à Polícia Civil, o condutor, muito emocionado, disse que tentou acessar a área de escape da rodovia, próxima ao local do tombamento, porém não conseguiu.

O delegado Cristiano Quintas, plantonista da Delegacia de Guaratuba, disse que o motorista passou por todos os exames, que descartaram embriaguez ao volante. No depoimento, relatou o problema mecânico. “Ele nos contou que, após o início das curvas, percebeu o problema de freio e não conseguiu segurar e nem entrar na área de escape. Não venceu uma das curvas e acabou tombando”, descreveu.

O ônibus, conduzido pelo experiente motorista, saiu de Ananindeua, no Pará, e seguia até Balneário Camboriú, Santa Catarina, estando a menos de 150 km do destino final, após ter percorrido mais de 3,3 mil km. Ele foi contratado pela empresa de forma terceirizada. “Um motorista experiente, com anos de profissão, que estava emocionado e falou que era a terceira viagem que fazia por essa empresa, contratado de forma terceirizada, junto com outro motorista com quem revezava na direção”, explicou Quintas.

O delegado ainda descreveu que o motorista estava descansado, uma vez que tinha assumido a direção há poucos minutos. “O motorista havia assumido a direção há pouco tempo e estava descansado, com o problema sendo realmente a falta de freio”, disse.

O acidente

Além das 19 mortes, sete pessoas estão em estado grave, seis são vítimas moderadas e 20 leves. O acidente interrompeu a pista sentido Santa Catarina da rodovia, que foi liberada por volta das 15h30.

Informações Banda B.