Museu de Arte Contemporânea reabre ao público

Com cautela e a adoção plena de todos os protocolos de higiene e segurança determinados pela Secretaria de Estado da Saúde, o Museu de Arte Contemporânea do Paraná reabriu suas portas ao público nesta sexta-feira (16), em funcionamento temporário nas salas 08 e 09 do Museu Oscar Niemeyer.

A reabertura aconteceu sete meses depois da determinação do Governo do Paraná para o fechamento dos espaços, devido às exigências de distanciamento social com o objetivo de conter a propagação da Covid-19.  

Os demais museus estaduais ainda não têm previsão de data para retomarem funcionamento físico, considerando que as condições estruturais não permitem, até o presente momento, uma reabertura segura tanto para o público quanto para o corpo técnico. 

Entre as diversas medidas adotadas está o limite de pessoas para visitação nas salas expositivas e em todo o museu, para garantir o distanciamento seguro.

Será permitida a entrada de apenas 200 pessoas por hora, com circulação interna guiada por sinalizações para organizar o fluxo de visitação.

Os ingressos continuam sendo vendidos na bilheteria física do museu, porém a compra será organizada em filas com distanciamento de 2 metros entre cada pessoa.

As vendas de ingresso funcionam também online, por meio do site do MON, e a recomendação geral é que o público dê preferência à compra de ingressos virtual, se possível. Todo o material impresso, como guias e folders, foi substituído por versões digitais que estão disponíveis para acesso do público através de QR codes.

EXPOSIÇÕES EM CARTAZ – O MAC reabre com a continuidade da exposição “Pequenos Gestos – Memórias Disruptivas”, montada na sala 08 do MON. A mostra, sob curadoria de Fabrícia Jordão, apresenta obras de 20 artistas brasileiros. Resultado de pesquisas realizadas no acervo do MAC, constituído por mais de 1.800, a exposição se estrutura em núcleos temáticos que enfocam três tipos recorrentes de gestos: alegórico, contranarrativo e ecopolítico.

Informações AEN.

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Soul music toma conta do Boudet nesta sexta com show de Wes Ventura Trio

Groove e soul animam a sexta-feira (19/08) do Boudet Art & Wine. A casa recebe show de Wes Ventura Trio, que dedica seu repertório a interpretar sucessos desses estilos em uma pegada dançante. A casa, que mistura boa música, enocultura e arte, abre às 18h.

Comandando o Trio, Wes Ventura vem conquistando espaço de destaque na música curitibana. Nascido em Barretos (SP), mas morando na capital paranaense há mais de sete anos, já se apresentou nos mais diversos espaços da cidade, das ruas ao palco do Festival de Curitiba. O repertório inclui músicas autorais e destaques de soul e groove, bem ao estilo dos anos 1970. Nomes como Nile Rodgers, Amy Winehouse e Luedji Luna são homenageados.

Recém-inaugurado, o Boudet Art & Wine combina conceitos de boa música, artes plásticas e vinhos. Shows e discotecagens de jazz, soul e hip hop fazem a trilha sonora de um bar dedicado a celebrados vinhos e drinks em um ambiente que conta com obras de arte e decoração especial.

O Boudet Art & Wine recebe o Wes Ventura Trio nesta sexta-feira (19/08). A casa abre às 18h, tem entrada gratuita e fica na R. Bispo Dom José, 2249. Mais informações no perfil oficial do empreendimento no Instagram (@boudetartwine).  

Museu do Holocausto de Curitiba lança material sobre circo e resistência ao nazismo

Quem nunca ouviu a famosa expressão “respeitável público”? “Desrespeitável público: o circo como possibilidade de resistência durante o Holocausto” é um material educativo transdisciplinar desenvolvido pelo Museu do Holocausto de Curitiba com apoio do Circonteúdo, o portal da diversidade circense. Concretizado após três longos anos de pesquisa interna, buscou, em diversas fontes, atingir respostas satisfatórias e criar possíveis conexões entre o circo e a resistência ao nazismo.

Neste projeto, estão reunidas histórias extraordinárias, algumas de emaranhados familiares como os Lorch, os Strassburger e os Blumenfeld. Destacam-se trajetórias de artistas, trupes mambembes e donos de circo que lidaram com os altos escalões nazistas e que inclusive salvaram a vida de judeus – estes receberam, posteriormente, o título de “Justos entre as Nações”. Além de imenso material iconográfico, a iniciativa aborda o contexto do circo na Alemanha do entreguerras, as relações com o nazismo e aspectos da reconstrução e da resiliência. Há ainda sugestões de filmes e atividades pedagógicas para estudantes de diferentes idades.

 
O material é gratuito e está disponível para download no link: https://bit.ly/3c1ANUR


Circo e Holocausto

 
Durante séculos, os circos europeus foram dirigidos por grupos minoritários, com artistas de todo o mundo e de inúmeras origens: ciganos de vários grupos, judeus, yeniches e pessoas com deficiências, por exemplo. Como tal, a essência transnacional dos circos funcionava como uma porta estreita para a aceitação da alteridade, ou seja, perceber o outro como uma pessoa singular e subjetiva. Por outro lado, o nazismo via a redenção da Alemanha por meio da regeneração completa e purificação racial do que chamavam de “raça ariana”, cuja missão seria comandar a futura marcha da humanidade. Por isso, seria preciso estar livre da influência do que chamavam de “raças inferiores” e de grupos considerados inimigos ou degenerados.


A premissa desse material pedagógico é que haveria, em tese, um profundo choque de valores entre o circo tradicional e o regime nazista. Desde o início da pesquisa, fugindo de uma noção simplista de que a relação entre circo e resistência seja óbvia, destacamos a palavra possibilidade. A ideia central era mostrar como o circo e seu modo de vida (e não somente pessoas que por acaso fossem artistas circenses) abriram um potencial (que se concretizou em alguns casos) para promover uma contestação e resistência ao regime nazista.


Hipóteses a serem confirmadas sugeriam uma resposta à uniformidade étnica e cultural a partir do cosmopolitismo do circo, o papel social marginalizado dos artistas e o caráter itinerante como forma de estabelecer contatos. Tudo isso com o objetivo de expor não apenas a relação dúbia do nazismo com o circo, mas de compreender possíveis atos de resistência e estratégias de segurança conectados aos princípios e virtudes universais que a atividade circense carrega há gerações.