04/03/2026 – 10:41
Acervo Câmara dos Deputados
Hugo Motta: “Não existe segurança de direita ou de esquerda”
Na noite de terça-feira (4), durante a 2ª Conferência de Segurança Pública em Brasília, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou os esforços do Parlamento no combate ao crime organizado. Segundo ele, quase 50 projetos de segurança pública foram aprovados sob sua gestão.
Ações do Parlamento em Segurança Pública
Motta reafirmou que a Câmara permanece disponível para debater questões relacionadas à segurança. Ele enfatizou a coragem e a determinação dos deputados em enfrentar os desafios que ameaçam a segurança pública, ressaltando uma preocupação coletiva em melhorar os índices dessa área no Brasil.
“Não faltará coragem para fazer o que é necessário, nem determinação para defender o certo. A Câmara e o Congresso estão preocupados em melhorar a segurança em nosso país”, declarou Motta.
Valorização das Forças de Segurança
O presidente da Câmara também abordou a importância de valorizar as forças de segurança. Ele citou a aprovação de legislações que aumentam as penas para crimes contra agentes de segurança, crianças, jovens e idosos.
Em seus comentários, ele destacou a aprovação do marco legal de combate a facções criminosas, elogiando a colaboração entre Congresso e Executivo para que a proposta fosse aceita. Motta reforçou que essa questão deve ser tratada sem partidarismos, evidenciando que a sociedade clama por segurança.
“Não existe segurança de direita ou de esquerda; existe segurança ou insegurança”, afirmou, enfatizando que o novo marco legal é uma vitória da coletividade e não de partidos. Ele acredita que as novas penas e tipificações ajudarão a fortalecer as instituições responsáveis pelo enfrentamento ao crime organizado.
Críticas ao Sistema Penitenciário
Hugo Motta não poupou críticas ao sistema penitenciário brasileiro, defendendo uma reforma abrangente. Segundo ele, é necessário abordar as deficiências da ressocialização e o controle das facções criminosas dentro das penitenciárias.
“É preciso ter a disposição política necessária para efetuar mudanças que garantam a segurança e a ressocialização dos detentos”, afirmou Motta, sugerindo que a atual estrutura é insuficiente.
Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Marcelo Oliveira
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