Morre Gugu Liberato, aos 60 anos

Por TONY GOES/ R7

O apresentador Gugu Liberato, 60, morreu em um hospital em Orlando, no estado americano da Flórida, onde estava internado. A confirmação da morte veio na noite desta sexta-feira (22).

Imagem: Record

O apresentador, que morava em um condomínio nos arredores da cidade, caiu de uma altura de quatro metros, enquanto arrumava enfeites de natal no telhado de sua casa nova, e bateu com a cabeça em uma quina.

O desfecho trágico encerra uma das trajetórias mais fulgurantes da história da TV brasileira. O paulistano Antônio Augusto Moraes Liberato começou a carreira ainda muito jovem. Na adolescência, escrevia tantas cartas para Silvio Santos sugerindo ideias, que acabou sendo contratado pelo apresentador.

Aos 14 anos, já era assistente de produção de programas comandados por Silvio na Record e na extinta Tupi. Em 1981, seguiu o patrão, rumo ao recém-fundado SBT. Na nova emissora, teve suas primeiras chances em frente às câmeras, participando do humorístico “Alegria 81” ou como jurado do “Programa Raul Gil”.

Naquele mesmo ano, estreou como apresentador, fazendo entradas ao vivo ao longo dos filmes exibidos pela Sessão Premiada e distribuindo brindes aos telespectadores.

O sucesso veio no ano seguinte. A pedido de Silvio, a produtora e diretora argentina Nelly Raymond criou o programa de auditório “Viva a Noite”: um amontoado de quadros de variedades que iam da música ao ocultismo, transmitido ao vivo às terças. Gugu foi escalado para comandar a nova atração, ao lado de Ademar Dutra e do pai de santo Jair de Ogum.

Em março de 1983, o programa foi transferido para os sábados, sob a direção de Roberto “Magrão” Manzoni e com Gugu Liberato como único apresentador. Não demorou para que o “Viva a Noite” começasse a bater a Globo.

Gugu se tornou popularíssimo, muito por causa de sua disposição a encarar qualquer coisa. Ele cantava, dançava, fantasiava-se de coelho da Páscoa. Marcou época com a “Dança do Passarinho”, gravada na memória de quem viveu o começo da década de 1980: “passarinho quer cantar/ porque acaba de nascer…”.

Acabou sendo convocado pela própria Globo, que tinha um rombo em sua programação vespertina dominical desde que Silvio Santos deixou a emissora, em 1976.

Gugu assinou contrato com o canal carioca em agosto de 1987 e chegou a gravar alguns pilotos, mas não entrou no ar. Silvio não o deixou ir embora.
O dono do SBT pagou uma imensa multa rescisória e Gugu ganhou um upgrade em sua antiga emissora: salário multiplicado, a promessa de maiores valores de produção e o título semioficial de herdeiro de Silvio Santos.

A Globo então acionou um plano B: tirou da Band um apresentador ainda pouco conhecido, Fausto Silva, e o transformou em seu novo rei das tardes de domingo.

As duas décadas seguintes foram marcadas pelo embate semanal entre o “Domingão do Faustão”, da Globo, e o “Domingo Legal”, do SBT, comandado por Gugu Liberato. A mídia dava enorme destaque para os índices de audiência de cada um dos programas, que se revezavam no primeiro lugar.

Uma concorrência tão acirrada que gerou alguns episódios lamentáveis. Como o do sushi erótico (famosos comiam sushis dispostos sobre o corpo de uma modelo nua), protagonizado por Faustão, ou o embuste do PCC, por Gugu.

Ao longo da década de 1990, Gugu Liberato também acalentou o sonho de ter sua própria TV. Àquela altura, já era um empresário bem-sucedido, cuidando da carreira de diversos cantores e vendendo suco de banana para Portugal, terra natal de seus pais. Comprou estúdios na região do

Alphaville, na Grande São Paulo, e produziu programas como “Escolinha do Barulho”, exibido pela Record.

Este sonho não foi adiante, assim como o de suceder a Silvio Santos. Em 2009, Gugu recebeu uma proposta da Record e, dessa vez, pôde deixar o SBT. Mas, na nova casa, o “Programa do Gugu” não alcançou o êxito esperado. Em 2013, apresentador e emissora desfizeram o contrato.

Gugu ainda voltaria à Record, em esquema de temporadas. Entre 2015 e 2017, comandou por lá “Gugu”, que combinava variedades com reportagens.

Em 2018, acabou se rendendo à onda de formatos que varre a televisão do planeta. Comandou primeiro o “Power Couple Brasil”, uma competição entre casais, e depois o concurso de calouros “Canta Comigo”, cuja segunda temporada, já gravada, ainda está no ar.

Gugu Liberato deixa a mulher, Rose Miriam, e três filhos: João Augusto, de 17 anos, e as gêmeas Marina e Sofia, de 15. Sua morte acontece em um momento de transição na maneira como consumimos TV. A era dos grandes apresentadores, da qual ele foi um dos expoentes, parece estar chegando ao fim.

Decreto define regras para pagamento de auxílio emergencial de R$ 300

As regras para a concessão do auxílio emergencial residual de R$ 300 foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) dessa quarta-feira (16).

Decreto nº 10.488 regulamenta a Medida Provisória nº 1.000, de 2 de setembro de 2020, que concede o auxílio emergencial residual de R$ 300 ou R$ 600 para mães solteiras.

Instituído em abril, para conter os efeitos da pandemia sobre a população mais pobre e os trabalhadores informais, o auxílio emergencial começou com parcelas de R$ 600 ou R$ 1.200 (no caso das mães chefes de família), por mês, a cada beneficiário. Inicialmente projetado para durar três meses, o auxílio foi estendido para o total de cinco parcelas. E a partir de hoje, será pago o auxílio emergencial residual no valor de R$ 300 em até quatro parcelas mensais.

Os primeiros a receber serão os beneficiários do Bolsa Família. Segundo a Caixa, 12,6 milhões de famílias cadastradas no Programa Bolsa Família receberão o novo do benefício a partir de hoje. De acordo com o decreto, o calendário de pagamentos do auxílio emergencial residual será idêntico ao de pagamentos vigente para as famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família.

No total, as parcelas de R$ 300 serão pagas para mais de 16,3 milhões de pessoas, no montante de R$ 4,3 bilhões. Portaria também publicada na edição extra do DOU define que a Caixa fica responsável por divulgar o calendário de pagamentos do auxílio emergencial residual definido pelo Ministério da Cidadania para os beneficiários que não são cadastrados no Bolsa Família. A Caixa ainda não divulgou o novo calendário.

Parcelas

O auxílio emergencial residual será devido até 31 de dezembro de 2020, independentemente do número de parcelas recebidas pelo beneficiário. O número de parcelas dependerá da data de concessão do auxílio emergencial residual, limitado a quatro parcelas.

Segundo o Ministério da Cidadania, quem começou a receber o auxílio emergencial em abril terá direito às quatro parcelas. Quem passou a receber a partir de julho, por exemplo, terá direito às cinco parcelas de R$ 600 e a mais uma parcela do novo benefício (de R$ 300), que será paga no mês de dezembro.

Critérios

O decreto define que o auxílio residual não será devido ao trabalhador que:

I – tenha vínculo de emprego formal ativo adquirido após o recebimento do auxílio emergencial;

II – receba benefício previdenciário ou assistencial ou benefício do seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal, adquirido após o recebimento do auxílio emergencial, ressalvados os benefícios do Programa Bolsa Família;

III – aufira renda familiar mensal per capita (por pessoa) acima de meio salário mínimo e renda familiar mensal total acima de três salários mínimos;

IV – seja residente no exterior;

V – tenha recebido, no ano de 2019, rendimentos tributáveis (Imposto de Renda) acima de R$ 28.559,70;

VI – tinha, em 31 de dezembro de 2019, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, incluída a terra nua, de valor total superior a R$ 300.000;

VII – tenha recebido, no ano de 2019, rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40.000;

VIII – tenha sido incluído, no ano de 2019, como dependente de declarante do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física como cônjuge, companheiro com o qual o contribuinte tenha filho ou com o qual conviva há mais de cinco anos ou filho ou enteado com menos de 21 anos de idade ou com menos de 24 anos de idade que esteja matriculado em estabelecimento de ensino superior ou de ensino técnico de nível médio;

IX – esteja preso em regime fechado;

X – tenha menos de 18 anos de idade, exceto no caso de mães adolescentes; ou

XI – possua indicativo de óbito nas bases de dados do Governo federal.

O decreto diz ainda que não estão impedidos de receber o auxílio emergencial residual estagiários, residentes médicos e multiprofissionais, beneficiários de bolsa de estudos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Fundo de Financiamento Estudantil.

O decreto também define que é obrigatória a inscrição do trabalhador no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) para o pagamento do auxílio emergencial residual e a sua situação deverá estar regularizada junto à Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil do Ministério da Economia. A exceção é para o caso de trabalhadores integrantes de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família, que poderão receber por meio do número de inscrição no CPF ou do Número de Identificação Social (NIS).

O recebimento do auxílio emergencial residual está limitado a duas cotas por família. A mãe solteira receberá duas cotas do auxílio emergencial residual.

As parcelas de R$ 300 serão pagas apenas para quem já têm o auxílio emergencial. Ou seja, os trabalhadores que não são beneficiários do auxílio emergencial não poderão solicitar o auxílio emergencial residual.

O pagamento das parcelas residuais serão pagas automaticamente, independentemente de requerimento.

O decreto define que caso não seja possível verificar a elegibilidade ao auxílio emergencial residual em razão da ausência de informações fornecidas pelo Poder Público, serão devidas, de forma retroativa, as parcelas a que o trabalhador tiver direito.

Informações Agência Brasil.

Fumaça do Pantanal se desloca para o Sul do país

Em São Paulo há possibilidade de ocorrência de chuva negra

A fumaça proveniente dos focos de incêndio observados com intensidade desde o começo do mês na região do Pantanal, em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, está se deslocando para o Sul do país. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as imagens de satélite e os modelos de direção dos ventos mostram o movimento da poluição em direção a todos os estados da região Sul do Brasil.

De acordo com a meteorologista Marlene Leal, do Inmet, a frente fria que está na região Sul vai se deslocar para o Sudeste, criando condições de chuva que podem limpar a atmosfera.

O Inmet emitiu alerta hoje para a baixa umidade do ar em boa parte do país. A situação é de perigo em todo o Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Tocantins, com bandeira laranja, além de boa parte de Minas Gerais. Há perigo potencial, na bandeira amarela, para a região do semi-árido, agreste e sertão do Nordeste, além da parte norte de Mato Grosso do Sul e no Rio de Janeiro.

Por outro lado, há perigo de tempestade em Santa Catarina e na Baixada Santista.

São Paulo 

Em São Paulo, a chegada de uma frente fria esta semana também deve trazer fumaça das queimadas para o estado paulista, podendo provocar até mesmo a incidência de chuva negra. A informação é do Climatempo.

Somado aos focos de incêndios que são observados no próprio estado de São Paulo, a chegada hoje (17) de uma frente fria ao litoral paulista vai ajudar a direcionar e transportar a fumaça do Pantanal para São Paulo. Com isso, segundo o Climatempo, o estado paulista pode esperar um aumento da fumaça entre hoje e amanhã (18), vinda em parte do Mato Grosso do Sul.

O aumento da fumaça sobre o estado vai favorecer também a interação deste material particulado com a luz do sol, podendo provocar tons alaranjados e avermelhados durante o pôr do sol em São Paulo. No final de semana, com o aumento das condições de chuva, esse efeito será menos perceptível.

Para que a chuva negra ocorra depende da quantidade de fumaça que será transportada para o estado. Esse mesmo fenômeno já ocorreu no estado no dia 19 de agosto de 2019, quando o céu ficou completamente escuro durante o dia.

Queimadas

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Brasil já registrou este ano 139.316 focos de queimadas, sendo 48.186 apenas em setembro e 5.342 nas últimas 48 horas. Na divisão por estado, o Inpe indica atividade fortíssima de queimadas em setembro nos estados do Mato Grosso e Pará, com mais de 7 mil focos no período em cada estado, e atividade também bastante elevada no Amazonas, Tocantins e Maranhão, onde foram mais de 3 mil focos em cada até o dia 16 de setembro.

Ontem, o governo federal liberou R$ 10 milhões para combater os incêndio no Mato Grosso. A perícia indicou que o fogo foi intencional.

Informações Agência Brasil.