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Morcegos e Vacinação: Adapar Protege Rebanhos e Saúde Pública Contra Raiva

Adapar Intensifica Ações Contra a Raiva no Paraná

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) tem intensificado suas operações no monitoramento e controle da raiva no estado. Com um trabalho que inclui a vigilância em campo e orientações técnicas, a Adapar busca evitar a disseminação da doença, essencial para a saúde pública e a proteção do setor agropecuário.

Monitoramento de Abrigos de Morcegos

Uma das principais iniciativas da Adapar é a revisão de abrigos de morcegos hematófagos, responsáveis pela transmissão do vírus da raiva. Estes abrigos podem ser encontrados em cavernas, bueiros, construções abandonadas e até troncos de árvores. Com mais de mil abrigos cadastrados no estado, dos quais 951 são considerados ativos, a agência realiza vistorias anuais ou bienais para manter o controle atualizado. Segundo Elzira Pierre, chefe da Divisão de Raiva, essa atividade é crucial para o acompanhamento das populações de morcegos.

Ação em Situações de Risco

Em casos de suspeita de raiva, a resposta da Adapar é rápida. Quando são identificados focos da doença, equipes são direcionadas às propriedades afetadas. “Se um aumento expressivo na população de morcegos for detectado, realizamos a captura e o tratamento com pasta vampiricida para conter a disseminação da doença”, explicou Elzira Pierre.

A pasta é aplicada nos morcegos capturados e, uma vez de volta à colônia, é disseminada entre os demais pelo comportamento de se lamber, interrompendo assim o ciclo infeccioso. O papel do produtor rural é fundamental, pois é por meio das notificações sobre animais de produção com sintomas de raiva que a Adapar consegue atuar efetivamente.

Vacinação Como Método Preventivo

A Adapar também enfatiza a importância da vacinação contra a raiva nos animais de produção. O custo da vacina varia entre R$ 2,00 e R$ 3,00 por dose e deve ser administrada anualmente, após uma primeira revacinação entre 21 e 30 dias. A vacinação é obrigatória em 30 municípios da região Oeste do Paraná, segundo Luíza Coutinho Costa, fiscal de Defesa Agropecuária da Adapar. Recentemente, a agência promoveu uma mobilização para conscientizar produtores sobre a doença e a importância da imunização.

Diagnóstico e Monitoramento

Os casos de raiva no Paraná são diagnosticados pelo Laboratório de Diagnóstico Marcos Enrietti, vinculado à Adapar. As amostras são testadas para confirmação da doença, com resultados iniciais disponíveis em até 48 horas. O laboratório também realiza análises adicionais quando os testes são negativos, garantindo um diagnóstico preciso, essencial para as ações de saúde pública.

Riscos da Raiva

A raiva é uma zoonose que representa um risco significativo tanto para rebanhos quanto para a saúde humana, uma vez que não há cura após o surgimento dos sintomas. A Adapar reforça a necessidade de notificação imediata de casos suspeitos e recomenda evitar o contato com morcegos e animais com indícios neurológicos. Em situações de risco, o recomendado é manter distância e comunicar a agência.

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