O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou, na última quinta-feira (31), que a Advocacia-Geral da União (AGU) tome todas as providências necessárias para garantir a extradição da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A decisão ocorre após a comunicação oficial sobre a prisão da parlamentar na Itália, onde ela tentava escapar de um mandado de prisão emitido pelo STF.
Prisão em Roma
Carla Zambelli foi detida em Roma no dia 29 de outubro, ao buscar asilo político na Itália e evitar o cumprimento da pena de dez anos de prisão, imposta pelo Supremo pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023. Além da pena, a deputada terá que pagar R$ 2 milhões em danos coletivos.
Investigação e Acusações
As investigações revelaram que Zambelli foi a autora intelectual do ataque cibernético, que resultou na emissão de um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. O hackeamento foi realizado por Walter Delgatti, condenado na mesma ação, que confirmou sua participação sob orientação da deputada.
Pede a Extradição
Após a prisão, o governo brasileiro oficializou o pedido de extradição de Zambelli, requerido pelo ministro Alexandre de Moraes em 11 de junho. O Itamaraty enviou a solicitação ao governo italiano, incluindo a cópia da deliberação que resultou na condenação da parlamentar e os artigos do Código Penal que embasaram a decisão.
Garantias do Brasil
Moraes também assegurou ao governo italiano que, se a extradição for autorizada, Zambelli não será submetida a prisão ou processo por fatos anteriores ao pedido de extradição, além de não enfrentar pena perpétua e tratamento desumano.
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