MON, cachorros e o amor incondicional

Embora eu seja fascinado por cachorro, tristemente nunca tive um. Fui uma criança que colecionava alergias, então ganhei uma tartaruga pouco simpática, que adorava me morder. Maldita seja Judite, onde quer que esteja. *Judite desapareceu em algum momento do ano de 1996. Não deixou muitas saudades, confesso.

Fato é que nos últimos anos eu vou, quando a agenda me permite, ao MON nos domingos. Escolho alguma sombra afastada e fico sozinho observando a numerosa matilha de cães que dá as caras por lá. Me intriga como um York e um São Bernardo podem ser considerados da mesma espécie. Mas não é só isso.

Outra coisa que sempre despertou minha curiosidade foi a razão pela qual cachorros exercem um fascínio tão grande sobre as pessoas. Hoje, um domingo, o MON enfim me trouxe uma resposta, ao observar um rapaz claramente borocoxô, e seu amigo peludo, repousando consoladamente a cabeça sobre a sua perna.

No quarto escuro que a vida insiste em nos colocar, cachorros são como janelas através das quais enxergamos o que há de mais bonito e singular: a felicidade genuína, a amizade sincera e, sobretudo, o amor incondicional. Amar um cachorro é tão fácil e natural pelo simples fato de ele te amar também. Pode parecer uma constatação boba, mas num mundo repleto de cinismo e de relações dissimuladas, receber amor é uma preciosidade rara.

Os cachorros são as janelas que iluminam o coração humano. Que nos lembram, entre lambidas e cocôs em lugares inoportunos, que existem coisas bonitas e verdadeiras por aí. Sorte a minha, Pedro-sem-cachorro, que também consigo espiar, timidamente, através desta janela – enquanto escrevo estas palavras em uma sombra qualquer do MON. Comendo churros. Todos sabem que churros é o cachorro dos alimentos: não tem como não amar incondicionalmente.

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  1. Oi Pedro! Lindo texto! Quando a vida ficar menos atribulada e lhe der mais espaço, torne-se o Pedro-com-cachorro-vira-latas… adote um… se vc já entende esse amor, imagina quando vc tiver o seu próprio anjo-da-guarda em casa??? Vai ser lindo! *.*

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Prefeitura de Curitiba abre mais um hospital exclusivo para covid-19

O prefeito Rafael Greca e a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, visitaram as instalações da nova unidade antes da chegada dos primeiros pacientes

A Prefeitura de Curitiba ativou, nesta quinta-feira (3), mais um hospital exclusivo para pacientes de covid-19. O hospital Victor Ferreira do Amaral, no bairro Água Verde, tem capacidade para 54 leitos, sendo oito de UTI.

O prefeito Rafael Greca e a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, visitaram as instalações da nova unidade antes da chegada dos primeiros pacientes.

“Em menos de 20 dias o nosso governo ativou 187 leitos exclusivos para tratamento da covid, SUS exclusivos para covid, sendo 61 de UTI e 126 de enfermaria”, disse o prefeito Rafael Greca.

O Victor Ferreira do Amaral é o terceiro hospital ativado pela Prefeitura de Curitiba durante a pandemia do novo coronavírus e será gerenciado pela Secretaria Municipal da Saúde por meio de convênio com o Complexo do Hospital de Clínicas do Paraná.

Os outros dois hospitais exclusivos de covid-19 são o Instituto de Medicina e o Vitória.

O prefeito destacou o grande esforço e garantir assistência à população, mas ressaltou a necessidade da colaboração das pessoas em manter os cuidados básicos de segurança.

“De nada serve fazer aglomeração, não serve à sua saúde e não serve à cidade”, disse Greca.

Participaram da visita ao novo hospital, a diretora-geral do Hospital de Clinicas, Claudete Reggiani; o diretor da Fundação Estatal de Saúde (Feas), Sezifredo Paz e o presidente da Urbs, Ogeni Pedro Maia Neto.

Em julho a Prefeitura também contou com o hospital Irmã Dulce, que antes de virar unidade de estabilização psiquiátrica foi retaguarda de leitos clínicos para liberar vagas de covid-19 no Hospital do Idoso.

O hospital Victor Ferreira do Amaral faz parte do pacote de 174 novos leitos SUS exclusivos que serão ativados pela Prefeitura de Curitiba neste mês de dezembro: são 50 de UTI e 124 de enfermaria.

As novas ativações representam um aumento de 23% na capacidade hospitalar para tratamento da covid-19 em Curitiba, passando 756 leitos em atividade para 880.

Nesse momento de escalada da pandemia, dentro da estratégia da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba duas UPAs da capital tiveram mudanças na rotina de atendimento.

A UPA Boqueirão virou uma unidade de leitos clínicos específica de covid. Já a UPA Fazendinha passou a funcionar como retaguarda, recebendo pacientes não-covid do Hospital do Idoso, liberando vagas de covid.

Curitiba registra 13 óbitos e 1.380 casos de covid-19

Curitiba registrou, nesta quinta-feira (3/12), 1.380 novos casos de covid-19 e 13 óbitos de moradores da cidade infectados pelo novo coronavírus, conforme boletim da Secretaria Municipal da Saúde.  Dez desses óbitos ocorreram nas últimas 48 horas.

As novas vítimas são sete homens e seis mulheres, com idades entre 55 e 86 anos. Apenas um mulher de 56 anos não tinha fator de risco para complicações da covid-19.

Até agora são 1.788 mortes na cidade provocadas pela doença neste período de pandemia.

Novos casos

Com os novos casos confirmados, 82.647 moradores de Curitiba testaram positivo para a covid-19 desde o início da pandemia, dos quais 68.042 estão liberados do isolamento e sem sintomas da doença.

São 12.817 casos ativos na cidade, correspondentes ao número de pessoas com potencial de transmissão do vírus.

UTIs do SUS

Nesta quinta-feira (3/12), a taxa de ocupação dos 344 leitos está em 93%. Todos os pacientes que são internados com quadro de síndrome respiratória aguda grave vão para os leitos exclusivos covid-19 e não apenas os casos confirmados da doença. No momento restam 24 leitos livres.

Números da covid-19 em 3 de dezembro

1.380 novos casos
13 novos óbitos (10 nas últimas 48h)

Números totais
Confirmados – 82.647
Casos Ativos- 12.817
Recuperados – 68.042
Óbitos – 1.788