Curitiba lidera o ranking nacional de mobilidade social, segundo estudo do IMDS. Com o maior índice de mobilidade social em Curitiba, a capital mostra que políticas públicas eficazes têm impacto real na vida das famílias.
Os dados constam no Atlas da Mobilidade Social Brasil, lançado em 1º de junho de 2025, e revelam que 58,9% dos curitibanos nascidos entre 1983 e 1990 em famílias com menor renda conseguiram, na vida adulta, entrar no grupo da metade mais rica da população — mais que o dobro da média nacional, de 33,3%.
Essa proporção demonstra que seis a cada dez pessoas que cresceram em contextos vulneráveis em Curitiba conseguiram melhorar sua condição de vida, superando a renda dos pais em uma geração. O levantamento utilizou dados fiscais e pesquisas domiciliares do IBGE, combinados com modelos de machine learning para calcular também as rendas informais.
Tabela de conteúdos (Índice)
Mobilidade social em Curitiba é a mais alta entre as capitais
O prefeito Eduardo Pimentel celebrou o resultado:
“O levantamento confirma que os investimentos da Prefeitura em Educação, Saúde, Trabalho têm impacto direto na renda da população e na melhoria das condições de vida ao longo dos anos. Nossa gestão trabalha para que esse índice cresça entre as novas gerações, com apoio ao empreendedorismo, qualificação profissional e atração de empresas para Curitiba”.
Além da liderança em mobilidade social, outro estudo recente, divulgado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, mostrou que Curitiba é a capital com maior presença da classe média no Brasil, com 40,9% da população pertencente à classe C, reforçando seu perfil como polo de ascensão econômica.
Curitibanos têm mais chances de superar a renda dos pais
O Atlas também mediu o percentual de pessoas que superaram a renda dos pais em pelo menos 10 pontos percentuais. Em Curitiba, esse índice foi de 55,9%, superando a média nacional, que ficou em 49%.
A capital paranaense também se destaca no índice de pessoas que chegaram ao grupo dos 25% mais ricos da cidade: 17,4% dos nascidos entre 1983 e 1990 em famílias da metade mais pobre alcançaram essa faixa de renda. No cenário nacional, esse percentual foi de apenas 10,8%.

Top 3 na elite econômica entre os mais pobres
O dado mais surpreendente envolve os curitibanos que chegaram ao topo da pirâmide: 2,62% dos nascidos em famílias mais pobres ascenderam ao grupo dos 10% mais ricos da cidade, o terceiro melhor desempenho entre as capitais brasileiras. O índice só foi superado por Goiânia (3%) e Brasília (2,8%). Porém, Curitiba ultrapassa ambas no percentual de filhos que foram da metade mais pobre para a metade mais rica da população: 58,9%, contra 50,6% de Goiânia e 46,7% de Brasília.
Como foi feito o estudo
O Atlas da Mobilidade Social é baseado em uma amostra representativa da população nascida entre 1983 e 1990. A análise considerou dois períodos:
- 2006 a 2010 – momento em que os indivíduos tinham entre 16 e 27 anos e ainda viviam com os pais.
- 2015 a 2019 – fase adulta, com idade entre 25 e 36 anos.
A partir desses dados, foram avaliadas cinco categorias de mobilidade:
- Superar os pais em pelo menos 10 pontos percentuais de renda;
- Permanecer na metade mais pobre;
- Alcançar os 50% mais ricos;
- Alcançar os 25% mais ricos;
- Alcançar os 10% mais ricos.
O estudo combinou dados de renda formal declarada ao Imposto de Renda com estimativas de renda informal, utilizando algoritmos de machine learning e informações socioeconômicas do IBGE.
Curitiba como modelo nacional de mobilidade
O desempenho de Curitiba mostra que políticas públicas eficazes podem promover mobilidade social real e duradoura. A capital paranaense avança como referência nacional em inclusão, oportunidade e superação de desigualdades, consolidando-se como um ambiente propício para que novas gerações alcancem uma vida melhor que a dos seus pais.
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