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Missão do Paraná busca ampliar cooperação científica e tecnológica com a Nova Zelândia

O Governo do Paraná deu início, nesta segunda-feira (9), a uma missão institucional na Nova Zelândia. O objetivo é fortalecer laços internacionais nas áreas de ciência, tecnologia e inovação. A programação, que se estenderá até o dia 18, inclui visitas a universidades, institutos de pesquisa e órgãos governamentais em diversas cidades, como Auckland, Hamilton, Wellington, Palmerston North, Dunedin e Christchurch.

Composição da Comitiva

A missão conta com a presença de representantes da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e do Biopark Educação, que integra o Parque Científico e Tecnológico de Biociências. Entre os integrantes da Seti estão o diretor de Ciência e Tecnologia, Marcos Aurélio Pelegrina, e o coordenador da Unidade Executiva do Fundo Paraná, Michel Jorge Samaha. Pelo Biopark, participam o vice-presidente Paulo Rocha e o diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, Tiago Mendes.

Visitas a Universidades Renomadas

A comitiva programou uma visita à Universidade de Auckland, destacada entre as 100 melhores do mundo, segundo o QS World University Rankings 2025. A instituição abriga mais de 40 mil alunos, com cerca de 8 mil deles sendo internacionais. Outro ponto de interesse foi a Universidade de Tecnologia de Auckland, conhecida por seu alto índice de empregabilidade entre graduados e sua forte conexão com o mercado de trabalho.

Além dessas, o grupo visitará outras seis universidades públicas neozelandesas, incluindo a Universidade de Waikato e a Universidade de Victoria, em Wellington. Estão previstas ainda reuniões com centros de pesquisa e órgãos governamentais, como o Instituto Malaghan de Pesquisa Médica e o Ministério da Indústria Primária.

Objetivos da Missão

Marcos Aurélio Pelegrina enfatiza que a missão visa ampliar a cooperação científica e fomentar projetos conjuntos, aproximando pesquisadores e laboratórios. “Buscamos conectar competências complementares e acelerar resultados em áreas estratégicas para o Paraná”, afirmou. O objetivo também inclui identificar boas práticas em governança de pesquisa e transferência de tecnologia que possam ser adaptadas à realidade paranaense.

Histórico de Parcerias

A relação institucional entre o Paraná e a Nova Zelândia foi iniciada em 2024, com tratativas para cooperação acadêmica e científica. As áreas de foco incluem agricultura, saúde humana e resiliência climática. No último ano, comitivas de universidades neozelandesas realizaram visitas a instituições paranaenses, estreitando o diálogo entre pesquisadores e estudantes.

Além disso, um memorando de entendimento (MOU) assinado no ano passado estabelece uma rede internacional de cooperação acadêmica e científica entre o Governo do Paraná e universidades neozelandesas. O acordo tem duração de dez anos e prevê a integração entre sete universidades estaduais do Paraná e oito da Nova Zelândia, através de intercâmbio de estudantes e pesquisadores, e desenvolvimento conjunto de estudos.

Iniciativas de Internacionalização

Michel Jorge Samaha também destacou que a missão contribui para a internacionalização do sistema estadual de ciência e tecnologia. “A Nova Zelândia possui uma estratégia nacional sólida e suas universidades buscam transformar conhecimento em impactos reais, focando na criação de novos negócios com base tecnológica”, comentou.

O Paraná mantém outras iniciativas de cooperação com a Nova Zelândia, como o programa Ganhando o Mundo, da Secretaria Estadual da Educação, que promove o intercâmbio de estudantes do ensino médio. Os alunos têm a oportunidade de passar um semestre letivo em instituições neozelandesas, enriquecendo sua formação cultural e linguística.

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