Mesmo com perda de 100 milhões de passageiros, prefeitura garante que tarifa em Curitiba não sobe

Em 2020, o transporte coletivo de Curitiba perdeu quase 100 milhões passageiros em relação a 2019 por conta da pandemia de covid-19. A suspensão das aulas nas escolas, a necessidade de distanciamento social, a implantação do regime home office e de escalas em muitas empresas provocaram uma queda expressiva no movimento.

Ainda assim, nesse período de regime emergencial, a Prefeitura informou que decidiu suspender a negociação a respeito do reajuste da tarifa técnica do transporte coletivo – prevista todo ano para fim de fevereiro. Hoje a tarifa é de R$ 4,50 e de R$ 3,50 em algumas linhas, fora do horário de pico.

“Em função da pandemia, do momento difícil que as pessoas estão vivendo, o prefeito Rafael Greca decidiu que não haverá reajuste da tarifa”, afirma o presidente da Urbs.

Maia Neto diz que o município trabalha para promover a equalização do sistema e para isso vem discutindo tanto internamente com a secretaria de Finanças quanto com o Governo do Estado o subsídio ao transporte coletivo. “Temos uma tarifa social e que permite que a conexão com a Região Metropolitana de Curitiba. A integração metropolitana tem hoje um peso de 40% a 50% dos nossos custos”, diz

Ao todo, segundo a Urbs,  foram 107,4 milhões passageiros no transporte coletivo em 2020, 47% menos do que em 2019, com 203,9 milhões. O volume inclui passageiros pagantes e isentos, como idosos, pessoas com deficiência e estudantes.

O movimento diário de passageiros pagantes no transporte coletivo de Curitiba está, em média, 53% menor do que antes da pandemia. Na última semana, foram 350.038 passageiros nos dias úteis. Na primeira semana de março de 2020, a média era de 744.344 passageiros.

“Dez meses de pandemia tiveram um forte impacto no movimento do transporte coletivo. Essa queda chegou a ser de 80%, mas ainda estamos muito abaixo do período normal”, diz Ogeny Pedro Maia Neto, presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), que administra o sistema.

Além da redução da receita de passageiros, o sistema precisa operar com uma frota superior à demanda para obedecer os protocolos sanitários de enfrentamento da covid-19 e evitar aglomerações. A ocupação máxima prevista nos ônibus é de 70%. A frota está em 80% (mil ônibus) e 100% nas linhas de maior demanda, que atendem mais de 60% do movimento.

“O sistema perdeu passageiros, mas teve que manter uma frota elevada, para fazer frente aos desafios da pandemia”, explica Maia Neto.

Regime emergencial

Por conta desse cenário, a Prefeitura de Curitiba aprovou, no ano passado, com o apoio da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), o regime emergencial do transporte coletivo, que foi prorrogado até 30 junho de 2021, e que visa manter a operação e a sustentabilidade do sistema mesmo com queda expressiva no número de passageiros.

Trata-se de um mecanismo em que a Prefeitura reduz o repasse de recursos para as empresas e ao mesmo tempo assegura a manutenção de empregos de cobradores e motoristas. Com ele, os custos do sistema passaram de R$ 78 milhões para entre R$ 38 milhões e R$ 40 milhões por mês. Metade desse valor é bancado pela Prefeitura e a outra metade pela receita de passageiros.

Histórico

O projeto da lei municipal 15.627/2020, que implementou o custeio diferenciado às concessionárias do sistema, foi aprovado pela CMC em maio de 2020, e era retroativo a 16 de março do ano passado, data em que entrou em vigor o decreto de situação de emergência de Curitiba (421/2020).

Inicialmente previsto para vigorar por 90 dias, ele foi estendido até 31 de dezembro de 2020, e em dezembro último, renovado até 30 de junho.

O regime de emergência prevê exclusivamente o pagamento às empresas de custos variáveis e administrativos (como combustíveis e lubrificantes, conforme a quilometragem rodada), tributos (ISS, taxa de gerenciamento e outros) e com a folha de pagamento dos trabalhadores do sistema, incluídos plano de saúde, seguro de vida e cesta básica.

São suprimidas dessa conta a amortização e a rentabilidade das empresas.

“Mantendo-se a operação normal e reduzindo-se significativamente a quantidade de passageiros, como ocorreu, o sistema fatalmente atingiria uma situação de colapso e isso implicaria um pedido de reequilíbrio econômico-financeiro à Prefeitura em torno de R$ 40,9 milhões mensais, em média”, afirma o presidente da Urbs.

Se nada fosse feito, as empresas do transporte coletivo poderiam requerer a revisão da tarifa técnica, pois o contrato firmado em 2009 e que está em vigor dá essa oportunidade quando há flutuação de 5% na expectativa de passageiros – e durante a pandemia a circulação caiu praticamente pela metade.

“Essa revisão seria mais cara ao município do que a implantação do regime emergencial. “Sem contar que em uma disputa judicial poderíamos ter greves, paralisação do serviço, que já seria um incômodo para a população em tempos normais, que dirá durante uma pandemia”, completa Maia Neto.

Informações Banda B.

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1º Festival de Jägermeister de Curitiba terá drinks exclusivos com preços a partir de R$ 15

O evento, promovido pelo restobar The Weknd em parceria com a marca alemã, será realizado entre os dias 21 de janeiro e 4 de fevereiro, com seis opções de coquetéis

O Jägermeister, um dos destilados mais famosos do planeta, ganhará um evento especial na capital paranaense. Entre os dias 21 de janeiro e 04 de fevereiro, o restobar The Weknd, em parceria com a marca alemã, vai promover o 1° Festival de Jägermeister de Curitiba, que contará com seis drinks exclusivos com preços a partir de R$ 15.

Elaborado com 56 ervas, raízes e temperos, o Jägermeister já é saboroso puro. Prova disso é o Shot Jäger, um grande sucesso mundial, que no festival custará R$ 15. Outra pedida no formato será o Shot Jäger Weknd, preparado com o destilado, xarope de maracujá e espuma de gengibre (R$ 15). Para quem gosta de coquetéis clássicos, uma ótima opção será a releitura do famoso Negroni, o Negroni Jäger, que combina gim e Ramazzoti com a bebida estrela do evento (R$ 25).

Divulgação

Para quem busca uma opção mais refrescante, com a cara do verão, o Jägersummer será uma ótima pedida: Jägermeister com limão tahiti e tônica (R$ 25). Outro coquetel interessante para os dias mais quente será o Jägermatte, preparado com o destilado combinado a suco de limão e chá mate (R$ 25). Para fechar o menu, o clássico Jägerbomb, que alia Jägermeister com energético Red Bull (R$ 25).

Rock e Gastronomia

Inaugurado no último mês de novembro, o The Weknd surgiu para aliar música ao vivo, drinks, cervejas especiais e churrasco completo em um só ambiente. Com capacidade para cerca de 200 pessoas, o espaço é dedicado ao rock, seja com bandas covers de clássicos, de rock independente e discotecagens que celebram o estilo.

O 1° Festival de Jägermeister de Curitiba será realizado entre os dias 21 de janeiro a 04 de fevereiro, no The Weknd (Av. Nossa Senhora da Penha, 148), no bairro Cristo Rei. O restobar funciona de terça-feira a domingo, das 18h às 01h. Mais informações no perfil oficial do bar no Instagram (@thewekndcwb).

Teatro da Vila terá oficina de teatro para crianças e adolescentes

Que tal aproveitar as férias para fazer uma oficina de teatro? O encontro para crianças e adolescentes de 10 a 18 anos, será feito no novo espaço cultural, o Teatro da Vila, na CIC, nas tardes dos dias 26 a 28 de janeiro. As inscrições são gratuitas e estão abertas no espaço, de terça a domingo das 9h às 18h.

A oficina Jogos Teatrais como estímulos na formação de leitores será conduzida pelo arte-educador Victor Carlim. Com alegria e diversão, serão ensinadas técnicas de cena que estimulam a integração com os outros, consigo mesmo e com o universo de histórias clássicas, repleto de reflexões sobre natureza, vida e paixões.

Jogos teatrais, trechos de textos literários e processos criativos de construção de história serão os principais conteúdos trabalhados. A intenção é proporcionar uma nova percepção do público sobre como as histórias criam o que vemos no mundo e abrir os olhares para diferentes culturas.

Facilitador

Mestrando em Artes, Victor Carlim é ator e professor de artes. Com ênfase em teatro, em exercício desde 2012, estuda as relações de teatro, improviso e comédia desde 2015. Possui sua pesquisa e experiência voltada para a comédia,inserções de outras linguagens no trabalho do ator e modalidades de mediação artística para o espectador contemporâneo. Em meio a isso, estuda e desenvolve projetos de arte-educação e roteiros cinematográficos de forma independente.

Serviço:

Oficina gratuita de teatro
Jogos teatrais como estímulos na formação de leitores
de 26 a 28 de janeiro, 14h às 17h

Inscrições:
É grátis!
Bilheteria do Teatro da Vila: de terça a domingo das 9h às 18h.
Local: R. Davi Xavier da Silva, 451 – Cidade Industrial de Curitiba