Megaoperação combate crime organizado na divisa do Paraná e São Paulo

A Megaoperação Divisas Integradas, desencadeada pelas Secretarias da Segurança Pública do Paraná e do estado de São Paulo, foi iniciada na manhã desta terça-feira (15) com ações de fiscalização, abordagens, pontos de bloqueios e cumprimento de mandados judiciais. O objetivo é combater organizações criminosas, o tráfico de drogas, armas, contrabando e descaminho, além de furtos e roubos de cargas, além de outras atividades ilegais na região da divisa dos dois estados.

Com a participação de aproximadamente 7,8 mil policiais de forças de segurança estaduais e nacionais, a ação conta com 20 pontos de bloqueio na área da divisa. Com o auxílio de aeronaves e de cães de faro, a fiscalização inclui terminais rodoviários, veículos terrestres e aquáticos e empresas de materiais controlados.

Além dos policiais e agentes de segurança pública, são empregadas 2,1 mil viaturas dos dois estados, 21 aeronaves, seis drones, 18 cães e 11 embarcações. As viaturas atuam nas ações preventivas e ostensivas nos pontos de bloqueio e no cumprimento de mandados judiciais.

O secretário da Segurança Pública do Paraná, Romulo Marinho Soares, ressaltou que essa atuação conjunta vai garantir maior precisão no combate ao crime organizado. “Montamos um cinturão, um grande reforço na área de fronteira entre Paraná e São Paulo para impedir a atuação do crime organizado e combater com maior afinco o tráfico de drogas, contrabando e descaminho. E isso só é possível por meio de muita parceria e integração”, completou.

Dos 20 pontos de bloqueio, dez ficam a cargo da Polícia Militar de São Paulo, sete da Polícia Militar do Paraná e outros três da Polícia Rodoviária Federal.

As atividades no estado de São Paulo são realizadas a partir do eixo das rodovias Raposo Tavares (SP-270) Régis Bittencourt (BR-116) e Transbrasiliana (SP-153), e avançam para as demais regiões a partir dos limites territoriais entre os dois estados. Já no Paraná, acontecem também a partir da BR-116, em Campina Grande do Sul, e seguem até a cidade de Diamante do Norte, na PR-323.

“Integração é a palavra de ordem hoje no combate à criminalidade, em especial às organizações criminosas. O trabalho conjunto entre as forças policiais e demais órgãos estaduais e federais é a chave para que essas ações de segurança sejam cada vez mais eficientes, eficazes e efetivas na proteção das pessoas”, afirmou o coordenador do Centro de Operações Integradas (COI) da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o general de brigada Carlos Saú.

Integram a megaoperação representantes das polícias Militar, Civil e do Corpo de Bombeiros do Paraná e de São Paulo, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Exército Brasileiro, Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Serão cumpridos mandados judiciais nos estados e 20 pontos de bloqueio na região da divisa. 

PARANÁ – No Estado atuam o Departamento de Inteligência do Paraná (Diep), o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar, por meio do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), Batalhão de Polícia Ambiental (BPAmb), Batalhão de Operações Aéreas (BPMoa), Batalhão de Operações Especiais (Bope), Batalhão de Fronteira (BPFron), o 2º Comando Regional da Polícia Militar, responsável pelo Norte Pioneiro e Norte do Estado, o 3º Comando Regional da Polícia Militar, responsável pela região Noroeste, e o 6º Comando Regional da Polícia Militar, correspondente à Região Metropolitana de Curitiba. 

Por parte da Polícia Civil, responsável pela Polícia Judiciária, participam representantes das delegacias de toda a região da divisa com São Paulo. Também integram a operação a 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, a 12ª Subdivisão Policial de Jacarezinho e a 11ª Subdivisão Policial de Cornélio Procópio, além do Tático Integrado de Grupos de Repressões Especiais (Grupo Tigre), Centro de Operações Policiais Especiais (COPE), Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), Grupamento de Operações Aéreas (GOA) e o Núcleo de Operações com Cães (NOC). Todas as ações contarão com o apoio da Polícia Científica do Paraná.

SÃO PAULO – Em São Paulo, participam das atividades os representantes dos batalhões territoriais sediados nas regiões envolvidas, assim como os comandos de Policiamento de Choque (CPChq), Ambiental (CPAmb) e da Rodoviária (CPRv), Grupamento de Radiopatrulha Aérea (GRPAe) e o Corpo de Bombeiros.

Também estão envolvidos a Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC) e os departamentos estaduais de Investigações Criminais (Deic) e de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc); os departamentos de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), de Operações Policiais Estratégicas (Dope) e de inteligência da Polícia Civil (Dipol), além dos departamentos de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro) e das regiões de Bauru, Vale do Ribeira, Sorocaba e Presidente Prudente.

Por parte da Polícia Federal foram disponibilizados pessoal e equipamentos do Grupo de Bombas e Explosivos para a fiscalização de armamentos, explosivos e materiais controlados, como nitrato de amônia. Toda a parte de fiscalização será feita também por representantes da Polícia Civil do Paraná e outras equipes. 

INTELIGÊNCIA – A megaoperação é acompanhada pelo Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR), que conta com estrutura adequada com câmeras e apoio de representantes das instituições e dos órgãos de inteligência. A sala de controle pertence ao Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública da Região Sul (CIISP-Sul).

Os dados da operação serão divulgados no decorrer do dia.

Informações AEN.

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Paraná é o segundo estado com o menor número de casos e óbitos de Covid-19

O Paraná fica atrás apenas de Minas Gerais entre os estados brasileiros com o menor número de casos e de óbitos pela Covid-19 por 100 mil habitantes. A taxa de incidência da doença na população paranaense foi de 1.477,4 casos por 100 mil habitantes, com 37,1 mortes a cada 100 mil, mostram os dados mais recentes do Painel Coronavírus, do Ministério da Saúde, divulgados na noite de quarta-feira (23).

Os valores ficam bem abaixo da média nacional. No Brasil, o índice de incidência é de 2.200,8/100 mil, e a taxa mortalidade, 66,1 por 100 mil habitantes. O Paraná também tem a melhor posição no Sul, região com os menores índices de incidência e óbito pela Covid-19. A média regional é de 1.859 casos/100 mil e 38,2 óbitos/100 mil. No Rio Grande do Sul, que tem uma população equivalente à do Paraná, a média de casos é de 1.577,1/100 mil e a de óbitos é 39,7/100 mil. Em Santa Catarina, a taxa de incidência é de 2915,6/100 mil e a de mortalidade é 37,5/100 mil.

A taxa de mortalidade do Distrito Federal, que é a maior do País, é de 104,4 óbitos/100 mil habitantes, seguido do Rio de Janeiro (103,7/100 mil) e Roraima (101,7/100 mil). Tirando Minas Gerais, onde o índice de mortalidade foi de 32,6/100 mil habitantes, e os estados do Sul, em nenhuma unidade da federação essa taxa foi menor que 43,1 óbitos por 100 mil habitantes.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior destaca que o planejamento do Estado foi fundamental para minimizar os impactos da pandemia no Paraná. “Estruturamos a rede assistencial de forma transparente e organizada, sendo que nenhum paciente ficou sem atendimento desde o início da pandemia. Com apoio dos demais poderes e de toda a sociedade, conseguimos fazer esse enfrentamento para salvar o maior número de vidas possível” destaca. “O ideal seria não perder nenhuma pessoa para essa doença, mas mantemos o trabalho organizado para que o impacto no Paraná seja o mínimo possível”, diz. 

Para o diretor-geral da Secretaria de Estado da Saúde, Nestor Werner Júnior, o planejamento iniciado pelo Paraná antes de ter pacientes confirmados com o novo coronavírus, e a adoção de estratégias para conter o avanço da epidemia quando o número de casos ainda era baixo, permitiu um certo controle sobre a circulação do vírus no Estado.

“A adoção de medidas de distanciamento social ajudou a achatar a curva em um momento em que ainda preparávamos a rede hospitalar para receber os pacientes da Covid-19. Quando os números subiram, os hospitais já estavam prontos para o atendimento”, afirma Werner. “Priorizamos utilizar a estrutura já existente, com a contratação de leitos clínicos e de UTI exclusivos para a Covid nos hospitais estaduais e em nossos parceiros da rede privada e filantrópica, sem a necessidade de construir hospitais de campanha, que são caros e não ficariam como legado para o Estado”, explica.

A estratégia de estruturação incluiu uma maior celeridade nas obras dos hospitais regionais de Guarapuava, Telêmaco Borba e Ivaiporã, que foram entregues antes do prazo. As três unidades atendem hoje exclusivamente os pacientes com Covid-19. Também foram habilitados 1,1 mil leitos de UTI e aproximadamente 1,5 mil de enfermaria.

TESTAGEM – Outra vertente foi o investimento na aquisição de testes, para garantir o maior número possível de diagnósticos. Até agora, já foram realizados 632.282 testes RT-PCR, considerados padrão ouro pela Organização Mundial da Saúde. A capacidade de processamento dos resultados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) e pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) é de 5,6 mil testes por dia.

A Secretaria também recebeu do Ministério da Saúde 427.980 One Step Test (teste rápido), que foram disponibilizados aos municípios. “A testagem em grande escala é a melhor forma de rastrear e impedir a circulação do vírus, reduzindo a contaminação”, explica Werner.

ESTABILIZAÇÃO – De acordo com o diretor-geral da Saúde, o Paraná está há cerca de 70 dias com estabilidade no número de casos, sem uma aceleração profunda ou uma queda abrupta de pacientes confirmados. Por isso, ainda é necessário manter a atenção, as medidas de distanciamento, as etiquetas de higiene e o uso de máscaras. Essa situação também impede a retomada de algumas atividades, como o início das aulas.

“Ainda não há uma vacina ou algum remédio comprovado para a doença, por isso trabalhamos todos os dias com os municípios para evitar uma segunda onda de casos, como o que ocorre em outras partes do mundo”, ressalta. “A pandemia ainda não acabou. Enquanto não houver uma queda mais consistente, uma diminuição concreta de casos, a população vai precisar manter as medidas que conseguiram frear os casos no Estado. Foi graças a esse esforço coletivo que o Paraná tem um dos menores índices de incidência do País, que queremos manter”, completa.

Informações AEN.

Criança de 9 anos tenta comprar casa para família na OLX e post viraliza

A ideia dele era pagar parcelas de R$ 50 ao mês até que todo o valor fosse quitado

A inocência e a boa vontade de um menino de apenas 9 anos fizeram a história dele viralizar na internet nos últimos dias. O pequeno João Bernardo, morador de Maringá, foi visto pela mãe tentando negociar a compra de uma casa para a família no site de vendas OLX. A situação curiosa foi compartilhada nas redes sociais e ganhou a internet.

A maringaense e mãe do João, Daiana Campiolo, de 38 anos, mostrou aos seguidores as mensagens que o filho trocou com o vendedor do imóvel. Na primeira parte da conversa, o menino diz que tem interesse em comprar a
casa, mas que não tem todo o dinheiro pedido pelo proprietário. A ideia dele era então pagar parcelas de R$ 50 ao mês até que todo o valor fosse quitado.

“Pensei: ‘E se eu te desse 50 reais por mês até juntar 110.000 [reais]’”, escreveu João. “É que eu gostaria de morar eu, minha mãe e meu irmão”, acrescentou.

Na conversa, o menino ainda disse achar o aluguel da casa onde a família mora atualmente “muito caro”. Ele, no entanto, é surpreendido logo em seguida com a negativa do vendedor. “Tem condições não, 50 reais por
mês. No mínimo 1.376 por mês”, afirmou o anunciante. O menino entende a situação e, por fim, diz que não seria mesmo possível comprar a casa já que o imóvel fica localizado em Sergipe, no nordeste do
Brasil.

Veja toda a conversa e o final desta história AQUI, no GMC Online, parceiro da Banda B.

Informações Banda B.