Média móvel de casos no Paraná aumentou 48,5% em duas semanas

Em duas semanas, a média móvel de casos confirmados de Covid-19 teve aumento de 48,5% no Paraná. De acordo com o último Informe Epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde, publicado na segunda-feira (1º), em 28 de fevereiro a média móvel era de 3.724 novos diagnósticos por dia, calculada por um período de sete dias.

O aumento no número de diagnósticos é observado desde o início do mês. Na semana epidemiológica 5 (de 31 de janeiro a 6 de fevereiro) foram confirmados 17.651 casos, com um leve aumento na seguinte (7 a 13 de fevereiro), com 17.686 confirmações. Na semana epidemiológica 7 (14 a 20 de fevereiro), o número de casos saltou para 21.612. Na última semana fechada (21 a 27 de fevereiro) já eram 27.090 casos.

Com apenas dois meses completos, o ano de 2021 já concentra um quarto de todas as mortes da pandemia. Até 1º de março, o Paraná somava 645.621 casos e 11.598 mortes. Destas, 3.005 morreram neste ano.

A escalada nos diagnósticos e a ocupação dos leitos foram os motivos que levaram o Governo do Estado a ampliar as medidas restritivas para reduzir os contágios. Também houve aumento na média móvel de óbitos no mesmo período, chegando a 38 mortes diárias na semana encerrada em 28 de fevereiro e 29 mortes por dia, duas semanas antes. Os dados são atualizados constantemente pela Secretaria da Saúde.

“Estamos no momento mais crítico da pandemia, com nossos hospitais trabalhando no limite. O governo está fazendo a sua parte, aumentando o número de leitos, mas a estrutura é finita. Precisamos de um esforço coletivo para derrubar esses números e achatar novamente a curva. Cada vida que tenha condições de ser salva importa muito”, afirma o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

PERFIL – Enquanto mais pessoas jovens se contaminam, as mais velhas são as principais vítimas fatais. Também há mais casos de mulheres que tiveram a doença, mas é maior o número de homens que morrem por causa da Covid-19. Em cada seis idosos com mais de 70 anos que se contaminaram, um morreu por causa da doença. Já na faixa etária entre os 30 e os 39 anos, que concentra o maior número de casos, foi um óbito para cada 450 infectados.

A média de idade entre os confirmados é de 39,56 anos, enquanto as pessoas que morreram tinham em média 68,92 anos de idade. As mulheres respondem por 53% dos casos (344.805) e por 41% dos óbitos (4.791). Já os homens são 47% dos contaminados (300.816) e 59% dos mortos (6.807).

A faixa etária que concentra o maior número de casos é a dos 30 aos 39 anos de idade, com 144.435 diagnósticos positivos. Na sequência, estão as faixas dos 20 aos 29 anos (136.660); de 40 a 49 anos (119.063); de 50 a 59 anos (91.439); de 60 a 69 anos (52.375); de 10 a 19 anos (45.264); de 70 a 79 anos (24.885), de zero a 5 anos (12.389); mais de 80 anos (11.393) e de 5 a 10 anos (7.718).

Entre os óbitos, a maior média é entre os idosos na faixa dos 70 aos 79 anos, com 3.166 mortes. Também morreram 2.916 pessoas com 80 anos ou mais; 2.827 com idade entre 60 e 69 anos; 1.525 pessoas de 50 a 59 anos; 710 com idade entre 40 e 49 anos; entre os de 30 e 39 anos foram 320 óbitos; 102 mortes na faixa dos 20 aos 29 anos; 32 dos 10 aos 19; duas dos 6 aos 9 anos e oito entre crianças de zero a 5 anos.   

LEITOS – Atualmente, 3.650 pessoas estão internadas no Paraná com casos suspeitos ou confirmados, tanto na rede pública quanto na privada. São 2.198 em leitos clínicos de enfermaria e 1.452 em UTIs. Na última semana, o Estado ativou 148 novos leitos exclusivos para atender pacientes com a doença, 55 de UTI e 93 de enfermaria, e prevê ainda ampliar a estrutura com outros 97.

Mesmo com a ampliação, a taxa de ocupação dos leitos de UTI do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado está hoje em 92% – das 1.365 UTIs adulto, 1.257 estão ocupadas. Já a taxa de ocupação nos leitos de enfermaria chegou a 72%, com 1.439 dos 1.985 leitos disponíveis ocupados. A situação mais crítica é na macrorregião Oeste, que tem 97% das UTIs e 79% das enfermarias sendo utilizadas.

Informações AEN PR.

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Anvisa libera CoronaVac para crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quinta-feira (20) a aplicação do imunizante CoronaVac em crianças e adolescentes com idade entre 6 e 17 anos – exceto em casos de menores imunossuprimidos (com baixa imunidade). A decisão foi tomada durante reunião extraordinária da diretoria colegiada.

Crianças e adolescentes com comorbidades também poderão receber a vacina, que será aplicada em duas doses, com intervalo de 28 dias. A vacina é a mesma utilizada atualmente na imunização de adultos, sem nenhum tipo de adaptação para uma versão pediátrica.

A decisão foi unânime. Ao todo, cinco diretores votaram a favor da liberação: Meiruze Sousa Freitas, Alex Machado Campos, Rômison Rodrigues Mota, Cristiane Rose Jourdan e o próprio diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres.

Por meio das redes sociais, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, comentou a aprovação do uso emergencial da CoronaVac para a faixa etária de 6 a 17 anos. “Todas as vacinas autorizadas pela Anvisa são consideradas para a PNO [Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19]. Aguardamos o inteiro da decisão e sua publicação no DOU”, disse, em sua conta no Twitter.

Butantan

Por meio de nota, o Instituto Butantan, fabricante da CoronaVac em parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac, informou que a autorização ocorreu após avaliação de pedido enviado à Anvisa no dia 15 de dezembro, embasado em estudos de segurança e resposta imunológica vindos de países como Chile, China, África do Sul, Tailândia e também do Brasil.

“A CoronaVac é cientificamente comprovada como a vacina mais segura e com menos efeitos adversos, além de ser a vacina mais utilizada em todo o mundo, com mais de 211 milhões de doses administradas no público infantil e juvenil (de 3 a 17 anos) somente na China”, destacou o comunicado. “O Instituto Butantan, que há 120 anos trabalha a serviço da vida, está preparado para fazer parte de mais esta batalha para derrotar o vírus da covid-19 no país”, concluiu a nota.

Em um mês de temporada, PM registra redução de 91,6% em roubos no Litoral

Os sete municípios do Litoral do Paraná recebem um policiamento diferenciado da Polícia Militar nos primeiros dias do Verão Paraná – Viva a Vida 2021/2022. No primeiro mês, a atuação da Corporação derrubou os índices de criminalidade, principalmente os roubos, que caíram 91,6% no comparativo com o mesmo período da temporada anterior (de 486 para 41).

Também foram ampliadas as ações contra o tráfico de drogas, como a apreensão de mais de 30 quilos de pasta base de cocaína e 700 compridos de ecstasy em Guaratuba, na última semana. Ao todo, a PM encaminhou 458 adultos e 17 adolescentes desde o início do Verão Paraná até domingo (16). 

O subcomandante-geral da PM, coronel Rui Noé Barroso Torres, explica que o planejamento  previu o reforço de policiamento em todas as cidades do Litoral, o que reflete nos resultados. “Além do efetivo fixo que já atua na região, temos aplicado equipes de unidades especializadas em missões nas áreas do trânsito urbano e rodoviário, patrulhamento tático, fiscalização ambiental e de operações aéreas, justamente por conta do aumento de veranistas. Estudamos os dias e horários para fazer a aplicação de policiamento”, destaca.

O comandante do 1º Comando Regional da PM, coronel Renato de Oliveira Ribas Filho, reitera que o diferencial da PM para esta temporada foi o planejamento prévio, com utilização mais consistente de policiamento motorizado com viaturas e motos, e a presença das equipes hipomóveis e de ciclopatrulhamento nas orlas para reforçar o trabalho preventivo. 

Mesmo com a maior movimentação de veranistas nas praias após o fim das medidas restritivas, a PM conseguiu manter a ordem e a segurança públicas e coibir a criminalidade. “A PM tem atuado de forma ostensiva, aumentado a presença através de barreiras, bases na orla e com prisões de pessoas que possuíam mandados de prisão em aberto. Estamos fazendo diversas operações para combater o tráfico e coibir as ações de criminosos e, assim, temos conseguido a diminuição significativa do número de roubos, se comparado a outros anos”, destacou. 

REDUÇÕES – Em relação à violência doméstica, a queda foi de 78,2% (de 449 para 98), segundo o balanço. Houve reduções, ainda, nas ocorrências de tráfico de drogas (de 75 para 59, 21,3%) e uso flagrante de drogas (de 449 para 98, 78,2%). 

Graças ao trabalho preventivo 18 armas de fogo foram retiradas de circulação no período analisado, mesmo quantitativo da temporada anterior. Com essas apreensões, a PM preveniu diversos crimes como roubos, ameaças, lesão corporal, e evitou homicídios que poderiam ser praticados com esse armamento.

PULSEIRINHAS – A PM considera que a prevenção é o maior resultado deste primeiro mês. Isso porque em paralelo às ações de repressão de crimes, a corporação também desenvolveu estratégias para oferecer orientações às pessoas e entregar a pulseirinha de identificação. Mais de 35 mil pulseiras foram entregues para crianças. Também foram realizadas 55.923 orientações sobre diversos assuntos. Os dois quantitativos são maiores que os registrados no mesmo período do ano anterior (16.459 pulseiras e 34.682 orientações).

Ao longo dos primeiros 30 dias, a PM desenvolveu atividades de polícia comunitária, atuando na conscientização das pessoas por meio da educação. Um desses trabalhos é desenvolvido pelo cabo Leandro Marcondes Teixeira e a soldado Camila Boschini Ferreira. Eles trabalham em um módulo móvel em Caiobá, em Matinhos, e interagem com as crianças no momento da entrega de pulseirinhas de identificação. Com balões, doces e um adesivo com a frase ‘Sou amigo da Polícia Militar’, a equipe demonstra às crianças que elas podem ter a PM como amiga para toda a vida.

PERTURBAÇÃO DO SOSSEGO  O balanço aponta que apesar do aumento na quantidade de ocorrências de perturbação do sossego (de 156 para 490), o número de Termos Circunstanciados lavrados por este tipo de contravenção, quando há encaminhamento do infrator, caiu 56,3% (de 71 para 31).

O coronel Ribas explica que essa mudança se deve ao trabalho de orientação dos policiais militares junto à população. “Os casos de perturbação de sossego, que são comuns nessa época do ano pelo abuso de som alto e de festas, aumentaram, mas a PM tem dado a resposta imediata, resolvido mais no local, e encaminhado apenas aqueles que insistem no excesso”, disse o coronel Ribas.