O mês de março trouxe temperaturas elevadas e precipitações abaixo da média em várias regiões do Paraná, conforme dados do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná). As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (1.º).
Temperaturas Elevadas
As temperaturas mínimas registradas no estado variaram dentro da média nas áreas do Leste, incluindo o Vale do Ivaí. No Centro-Sul, os índices foram ligeiramente superiores. No Oeste, Noroeste e Sudoeste, as mínimas ficaram entre 1°C e 2°C acima da média histórica para o mês de março. A temperatura mais baixa do mês foi de 8°C, registrada em General Carneiro no dia 14.
As máximas, geralmente observadas à tarde, também se apresentaram acima da média. Na metade norte do estado e no litoral, os índices ficaram próximos ou ligeiramente acima do normal. No Centro-Sul e Sudoeste, as máximas superaram a média em até 2,8°C. O ponto alto foi em Capanema, que registrou 38,7°C no dia 30.
As temperaturas médias, que representam um panorama geral, mostraram-se entre 1°C e 2°C acima da média no Sudoeste e Centro-Sul, enquanto o restante do estado manteve valores similares aos históricos.
Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar, comentou que “a ausência de chuva leva ao predomínio de tempo seco, o que contribuiu para temperaturas noturnas e diurnas mais elevadas do que o esperado”.
Precipitação Abaixo da Média
Em relação à chuva, apenas oito das 47 estações meteorológicas do Simepar atingiram os volumes históricos para março. Algumas localidades, como Cascavel e Curitiba, não chegaram a 25 mm durante o mês. Essa situação foi influenciada pelo domínio de massas de ar seco.
“Março é um mês de transição climática que, este ano, apresentou chuvas irregulares”, explicou Kneib. Em Londrina, a única estação a atingir a média histórica registrou 262,4 mm com dias chuvosos nos primeiros dias do mês.
Outras cidades, como Cambará e Cerro Azul, também conseguiram chegar aos volumes médios, apesar de um cenário geral de escassez hídrica. Em União da Vitória e Maringá, a precipitação recente permitiu que também atingissem suas médias históricas.
Impactos da Estiagem
A falta de chuvas tem gerado consequências significativas, especialmente nas regiões Oeste e Sudoeste. O fenômeno está afetando a umidade do solo e pode causar transtornos ao setor agrícola. Até o momento, 14 municípios relataram problemas relacionados à estiagem, com 11 já declarando situação de emergência, incluindo Antonina e Capanema.
O governo do estado está monitorando a situação e tomará medidas para auxiliar as prefeituras afetadas, incluindo a entrega de materiais e veículos para combate a incêndios florestais. “Estamos percebendo um avanço gradual desse quadro em grande parte do Paraná”, concluiu coronel Ivan Fernandes, coordenador da Defesa Civil Estadual.
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